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10 janeiro 2010

Plantas combatem a poluição

Os Ficus benjamina, as figueiras da Beira rio, estão entre as plantas que melhor combatem a poluição. O trabalho cientifico publicado a seguir, (em azul) relaciona algumas das melhores plantas para retirar poluentes toxicos do ar. O trabalho incluiu Vinte e oito espécies ornamentais comumente utilizadas como plantas para interior foram selecionados por sua capacidade de remover cinco voláteis indoor poluentes: hidrocarbonetos aromáticos (benzeno e tolueno), alifáticos hidrocarboneto octano (), hidrocarbonetos halogenados [tricloroetileno (TCE)], e terpenos ({alpha}-pineno).

Rastreio plantas para Remoção de Poluentes Orgânicos Voláteis e avaliação da sua Eficiência

Dong Sik Yang

Departamento de Horticultura, Universidade da Geórgia, Athens, GA 30602-7273

Svoboda V. Pennisi

Departamento de Horticultura, Universidade da Geórgia, Griffin, GA 30223

Ki-Cheol Filho

Department of Environmental Science, Konkuk University, Seoul 143-701, Korea

Stanley J. Kays1

O Centro de Plantas, do Departamento de Horticultura, Universidade da Geórgia, 1111 Plant Science Building, Athens, GA 30602-7273

Índice de palavras adicionais. compostos orgânicos voláteis, benzeno • • • tolueno octano • • tricloroetileno {alpha}-pineno • • fitorremediação qualidade do ar interior

Vinte e oito espécies ornamentais comumente usado para plantscapes interior foram selecionados por sua capacidade de remover cinco voláteis indoor poluentes: hidrocarbonetos aromáticos (benzeno e tolueno), alifáticos hidrocarboneto octano (), hidrocarbonetos halogenados [tricloroetileno (TCE)], e terpenos ({alpha}-pineno).

Plantas individuais foram colocados em 10,5 L de gás frascos de vidro apertada e expostos a {approx}10 ppm (31,9, 53,7, 37,7, 46,7 e 55,7 mg m »–3) De benzeno, TCE, tolueno, octano, e {alpha}-pineno, respectivamente. As amostras de ar (1,0 ml) dentro de recipientes de vidro foram analisados por cromatografia gasosa-massa espectroscopia de 3 e 6 h após a exposição aos poluentes teste para determinar a eficiência de remoção, monitorando o declínio na concentração de mais de 6 horas dentro de recipientes de vidro selados. Para determinar afastamento por planta, afastamento por qualquer outro meio (vidro vaso de plantas, mídia) foi subtraído. A eficiência de remoção, expressa em uma base de área foliar para cada um composto orgânico volátil (COV), variada, com espécies de plantas.

Das 28 espécies testadas, Hemigraphis alternata, Hedera helix, Hoya carnosaE Densiflorus Espargos teve a mais alta eficiência de remoção de todos os poluentes; Tradescantia pallida apresentado eficiência de remoção superior a quatro dos cinco compostos orgânicos voláteis (benzeno ou seja, o tolueno, o TCE, e {alpha}-pineno). Os cinco espécies variaram na sua eficiência de remoção de 26,08-44,04 g • m–3• m–2H »–1 de COV do tipo total. Argyroneura Fittonia efetivamente removido benzeno, tolueno e TCE. Ficus benjamina efetivamente removido octano e {alpha}-pineno, enquanto Fruticosa Polyscias eficazmente octano removido. A variação na eficiência de remoção entre espécies indica que a máxima para a melhoria da qualidade do ar interior, múltiplas espécies são necessários. O número eo tipo de plantas devem ser adaptados ao tipo de COV presentes e suas taxas de emanação em cada local específico interior.


14 setembro 2009

Arvores e ruas

Uma das Figueiras de maior porte é o Ficus elastica decora, Joinville já tinha grandes exemplares que o desconhecimento e uma politica de arborização urbana equivocada tem conseguido eliminar. Poucos exemplares sobrevivem a desídia e o abandono.

A Figueira que recebe o nome popular de seringueira, precisa de grandes espaços e em arborização urbana só pode ser utilizada com critério e principalmente com um plano adequado de manutenção e poda. Na imagem, as Seringueiras da Rua Ataulfo de Paiva, provam que existe espaço mesmo nas maiores cidades e nas avenidas mais conturbadas pelo transito caótico, para que árvores de grande porte convivam harmoniosamente com veículos e edifícios.

As arvores porduzem sombra, amenizam o ruido e conseguem fixar uma boa parte dos poluentes que se encontram no ar, alem de proteger do sol forte, criar um microclima mais ameno e embelezar ruas, calçadas e praças.

04 setembro 2009

Ficus religiosa

A Rua Visconde de Albuquerque no Rio (RJ) se caracteriza pela sua arborização com Ficus religiosa a Figueira das Pagodes ou dos Templos. A bucólica imagem formada pelo canal e as belas árvores, mostra que é possível utilizar árvores de grande porte, desde que adequadamente mantidos.

A folha da Figueira das Pagodes, lembra a imagem dos templos budistas e em cada templo é plantado um exemplar.

A sombra que as árvores fornecem e principalmente a sua contribuição para melhorar a qualidade do ar nas grandes cidades, fazem que a arborização urbana deva ser uma prioridade das administrações municipais. Escolher árvores que não se adaptem e não consigam se desenvolver no ambiente urbano é um erro, que os administradores públicos cometem cada vez com maior frequência.

Ao escolher arvores de pequeno porte, para reduzir custos de manutenção e proceder ao plantio de forma errada, limitando o desenvolvimento das plantas pelo uso de tubos de concreto e limitadores de crescimento, as nossas cidades estão cada vez menos verdes. Imagens como esta do Rio de Janeiro, formarão cada vez mais parte do passado.

31 julho 2009

SC Gas informa

"Mediante a questão polêmica sobre a manutenção das figueiras na Avenida Hermann Lepper, a SCGÁS reafirma à população de Joinville que, mantidas as condições atuais, a tubulação de gás natural está segura.

A tubulação não está sofrendo interferências das árvores, pois não há enraizamento das mesmas sobre a rede de gás. As figueiras já sofreram deslocamento e não afetaram a tubulação. Da mesma forma, a tubulação não está produzindo efeitos no asfalto do local.

A SCGÁS informa ainda que todas as suas obras são licenciadas junto à Prefeitura. Este licenciamento exige a aprovação de um projeto executivo, passando por criteriosa análise dos órgãos responsáveis, vinculados à Prefeitura.

Quando consultada sobre o assunto pela Defesa Civil, a SCGÁS fez visitas técnicas ao local e informou que a rede está segura, não sendo afetada pelas figueiras.

A SCGÁS coloca-se à inteira disposição para demais esclarecimentos sobre o assunto."

Figueiras, imagens e informações


A poda permite domesticar completamente os Ficus que se adaptam desta forma a quaisquer espaço e solo.

30 julho 2009

Figueiras, imagens e informações

A poda e uma manutenção adequada, permite moldar as plantas utilizando uma técnica denominada topiaria, que permite formar conjuntos harmônicos e formas pitorescas e curiosas.
Este trabalho requer habilidade e técnica.

As Figueiras de Beria Rio

Quando podadas e bem mantidas as Figueiras do genero Ficus, podem ser utilizadas em paisagismo e em arborização urbana.
A falta de manutenção é o maior inimigo destas arvores.

15 junho 2009

Falta de manutenção...



Ocasiona problemas nas arvores das cidades. A falta de manutenção e principalmente a falta de profissionalismo na gestão do verde urbano são problemas piores e mais graves que as pragas que atacam as plantas.

25 fevereiro 2008

As ruas da Argélia


Tive oportunidade, por motivos de trabalho de conhecer algumas cidades da Argélia, alem claro de Argel a capital, surpreende ao visitante o cuidado e a atenção com as ruas, praças e jardins tanto os públicos, como os privados.
Entre as plantas que formam o verde urbano, algumas velhas conhecidas nossas, é comum encontrar Jerivás ( Syagrus romanzoffianum ) Tipuanas ( Tipuana tipu ) alem de Lantanas ( Lantana camara ), Paraiso ( Melia azederach) entre outras muitas, que dão vida e cor a paisagem árida de um pais do norte africano.
Alem do cuidado e da manutenção esmerada, que não estamos mais acostumados a ver por aqui, desde a saudosa gestão do prefeito Wittich Freitag. As plantas e especialmente as arvores são regularmente podadas, mantendo desta forma o seu porte e as suas características, não representando nenhuma ameaça nem para veículos, nem para pedestres.
Algumas ruas e praças de Argel, estão arborizadas com Figueiras, os mesmos fícus, que as nossas autoridades, condenam e como os arautos papais da época das cruzadas, querem erradicar. Pensei ao ver as primeiras figueiras cuidadosamente podadas, com um verde vivo, intenso, que o destino estava brincando comigo, eu quer tinha saído de Joinville, com as figueiras na cabeça, as encontrava de novo e desta vez bem longe de casa. Parei o carro e fiz uma fotografia.
Seguindo viagem, cheguei a Tipaza e Cherchell, na época do império romano, denominadas Cesárea, um dos mais importantes centros econômicos do mediterrâneo, com coliseo, templos, banhos e toda a infra-estrutura urbana que caracterizava as cidades romanas, inclusive esgoto e água. O parque que rodeia as importantes ruínas romanas, também estava arborizado com figueiras, que forneciam uma sombra agradável a famílias completas que aproveitavam o sol de inverno para passear. A mesma sombra que as mesmas figueiras proporcionavam aos cidadãos de Bedjaia, uma linda cidade portuária, que tem as ruas e praças arborizadas com as mesmas figueiras, compartilhando
Como nas ruas de Oran, como as de cada uma das cidades que tive oportunidade de percorrer e conhecer. As mesmas figueiras compartilhando espaço com Jerivás, Tipuanas, Paraísos e Tamareiras.
Aqui temporariamente, o prefeito aceitou mante-las, ainda que deixando no ar uma velada ameaça.
Para quem não tem oportunidade de ir a Argélia, uma recomendação visitar na rua Papa João XXIII as figueiras que o SESI mantem, com o mesmo cuidado e capricho que os argelinos tem com as suas.





Publicado no AN Cidade

21 fevereiro 2008

As figueiras vão ficar!

As figueiras vão ficar
Prefeito desiste de cortar as 46 árvores às margens do rio Cachoeira



As 46 figueiras que estão às margens do rio Cachoeira, no trecho entre a ponte azul e a Casa da Cultura, não serão derrubadas pela Prefeitura. Não na gestão do prefeito Marco Tebaldi (PSDB). “As árvores vão continuar onde estão. Agora, sinceramente, espero que não haja nenhuma tragédia”, afirma Tebaldi. A decisão foi anunciada ontem, pouco mais de um mês depois de o prefeito declarar que cortaria as figueiras, o que provocou reações contrárias da comunidade.

Desafio: Técnicos vão procurar agora alternativas para amenizar os estragos provocados pelas raízes das árvores no asfalto.

Apesar da determinação de não cortar as árvores, a Prefeitura mantém a tese de que elas não são adequadas para o local, por serem muito grandes, terem raízes pesadas que pressionam o solo e causam erosão. Estudos informais produzidos por engenheiros do Instituto de Pesquisa e Planejamento para o Desenvolvimento Sustentável de Joinville (Ippuj) e da Secretaria de Infra-estrutura (Seinfra) respaldam a teoria de que é necessário tomar providências. “O perigo é real”, alerta o presidente do Ippuj, Geovah Amarante.

Orientado por técnicos e secretários, o prefeito desistiu da intenção de debater o futuro das figueiras entre instituições e sociedade, o que tinha sido anunciado logo depois de o assunto provocar repercussão na comunidade. Nos bastidores, a informação é de que Tebaldi resolveu atender aos apelos da comunidade e evitar que o caso fosse explorado politicamente, principalmente por este ano ser eleitoral.O desafio da Prefeitura, agora, é encontrar alternativas para garantir a segurança dos pedestres e amenizar os estragos que as raízes das árvores estão provocando no meio-fio e no asfalto, que apresenta rachaduras.As duas propostas apresentadas por especialistas ouvidos pelo AN Cidade em 11 de janeiro ­– os paisagistas Roberto Drefahl e Jordi Castan e o arquiteto Sérgio Gollnick – por enquanto são descartadas pelas equipes da Prefeitura.Uma delas, a construção de um deque de madeira às margens do Cachoeira, é inviável na opinião de profissionais do Ippuj. Além de não resolver o problema, há o risco de uma árvore cair sobre a armação, apontam os técnicos.A idéia de construir uma vala de concreto também não é vista com bons olhos, uma vez que seria necessário interromper ao menos uma das pistas da avenida Hermann August Lepper, o que prejudicaria o trânsito. “Essas soluções são paliativas, podem resolver o problema durante um ou dois anos, o que não é o ideal”, argumenta Tebaldi.Um laudo produzido pelo Centro de Engenheiros e Arquitetos de Joinville (Ceaj) e pela Associação Joinvilense de Engenheiros Civis (Aceji) será entregue à Prefeitura em alguns dias. A Seinfra, que é a responsável pela obras, deve aguardar os dados para discutir alternativas e calcular custos. “Alguma contenção tem de ser realizada naquele local”, diz o secretário Roberto Winter.

O caso
Há 46 figueiras em um trecho de 500 metros, entre a ponte azul e a Casa da Cultura, na avenida Hermann August Lepper. Ao longo dos 1.450 metros da avenida, entre a ponte azul e a Itaiópolis, há mais de 120 figueiras. Todas foram plantadas pela Prefeitura em 1996.

OS PROBLEMAS APONTADOS PELA PREFEITURA
*As figueiras são muito grandes, têm raízes pesadas, que pressionam o solo e causam erosão.
*As árvores estão estragando o asfalto com rachaduras.
*As raízes estão estourando canos e o sistema de drenagem.
*A tubulação de gás que passa no local pode ser atingida. Há ainda o risco de uma daquelas figueiras cair dentro do rio ou ainda sobre um carro ou um pedestre.
*O talude (terreno inclinado na margem do rio) é muito íngreme, o que não dá estabilidade para as figueiras.

ALTERNATIVAS APONTADAS
Os paisagistas Roberto Drefahl e Jordi Castan e o arquiteto Sérgio Gollnick apresentaram propostas para manter as figueiras no local
DEQUE DE MADEIRA: A sugestão é de construção de um deque de madeira sobre o rio para que as pessoas pudessem caminhar com segurança e na sombra.O que diz a PrefeituraAs árvores podem cair sobre o deque. Há ainda o custo da obra. Não é qualquer madeira que pode ser usada neste tipo de construção.
VALA DE CONCRETO: Foi proposta a construção de uma vala de concreto no asfalto, a 1,5 metro de distância das árvores e com um metro de profundidade, o que desviaria as raízes para baixo.
O que diz a Prefeitura: A proposta é inviável, porque seria necessário interromper uma das faixas da avenida Hermann August Lepper, o que interferiria no trânsito de veículos pelo centro da cidade, que hoje enfrenta congestionamentos.

QUEM ESTÁ ENVOLVIDO NA DISCUSSÃO
Secretaria de Infra-estrutura (Seinfra)
Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Joinville (Ippuj)
Companhia de Desenvolvimento e Urbanização de Joinville (Conurb)
Centro de Engenheiros e Arquitetos de Joinville (Ceaj)
Associação Joinvilense de Engenheiros Civis (Aceji)

(Matéria publicada no Jornal A Notícia - 14/02/2008)

28 janeiro 2008


Enquanto Joinville, debate o corte ou não de 46 figueiras, por conta da ameaça que representam para um talude, que depois de décadas a prefeitura decidiu que pode desbarrancar. Outras cidades debatem a necessidade de entender o verde urbano como um investimento e não como um custo.

Entendem os especialistas, reunidos no 2 Congresso Europeu de Cidades Verdes, que os investimentos feitos na melhoria das áreas verdes das cidades, em parques e praças publicas, na implantação e na manutenção, da arborização urbana, representam ganhos significativos para as cidades, que passam a ter maior qualidade de vida.

Temas como conforto urbano, o verde urbano, a vegetação nativa e a vegetação formal, foram amplamente debatidos. A construção de uma visão do verde, que supere a simples abordagem ornamental e se foque na sua contribuição a melhoria da qualidade de vida.

Uma abordagem interessante considera que devemos deixar de olhar a cidade como simples pedestres e passar a ter uma visão como cidadãos. O olhar de quem participa.

É conhecido e esta demonstrado cientificamente que na medida em que os espaços públicos tem melhor qualidade a sociedade os incorpora ao seu quotidiano, as pessoas passam a usar mais os espaços que estão mais bem cuidados e oferecem mais conforto e segurança. Os bairros com praças bem cuidadas e bem iluminadas, apresentam menores índices de violência, tem os seus imóveis mais valorizados e melhoram a autoestima dos seus moradores.

Os espaços verdes são elementos que produzem bem-estar aos cidadãos, a aceitação de um espaço verde pela população cria um forte vinculo afetivo, que o transforma num espaço utilizado, querido e valorizado pelas pessoas.

Da qualidade dos seus espaços verdes, depende em grande forma a qualidade ambiental de uma cidade, o seu grau de coesão social e territorial. Os cidadãos se sentem estimulados a viver e valorizar uma cidade melhor e cada vez mais tem uma consciência clara do que isto representa.

Não estamos falando só de manter o pouco que temos, acreditamos que novas áreas verdes publicas, podem ser incorporadas a paisagem joinvilense, com a recuperação de espaços urbanos, atualmente degradados, abandonados e inseguros.

Publicado no AN Cidade