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07 fevereiro 2022

Central de Vendas Plaenge/ Vanguard


O projeto de paisagismo de um espaço urbano deve ir além do verde e promover o convívio das pessoas que utilizam o espaço projetado. Hoje há uma maior demanda por espaços abertos e com uma maior conexão com a natureza.


Por isso quando a Plaenge – Vanguard nos convidou para projetar a sua Central de Vendas em Joinville a proposta incluía uma praça. Uma gentileza urbana para melhorar a qualidade de vida de quem mora perto, para quem passa na frente todos os dias, para quem gosta de sentar-se num banco sob a sombra acolhedora de uma árvore.


O projeto da Central de Vendas propõe um espaço verde de uso publico emoldurando o edifício, uma proposta que mostra a forma diferente de ver e sentir a cidade que a Plaenge – Vanguard tem. Para nosso escritório é um desafio que encaramos com prazer, porque como nosso cliente, temos carinho por Joinville e queremos ver esta cidade se desenvolver.


Obras Central de Vendas da Plaenge, Novembro de 2021.



Obras Central de Vendas da Plaenge, Novembro de 2021.


Obras Central de Vendas da Plaenge, Novembro de 2021.


Central de Vendas Plaenge, Dezembro de 2021


Central de Vendas da Plaenge 




















09 outubro 2009

Bancos para praças e espaços publicos



As praças e passeios do litoral mediterraneo apresentam ideias criativas, os bancos a prova de vândalos, são construídos em concreto pigmentado e oferecem uma alternativa os bancos tradicionais.

A solução permite varias combinações de formas, tamanhos e cores e cria uma divertida ilusão de conforto.

02 maio 2009

Paseo El Prado - Cochabamba



Viajei a trabalho a Bolívia e Peru, uma das cidades visitadas é Cochabamba. Não é o que poderíamos chamar uma cidade bonita. Chegando de avião chama à atenção a aridez da paisagem do altiplano andino, quase sem árvores, no começo do outono os pastos começam a amarelar e as poucas árvores perdem a intensidade do verde.

Cochabamba porem surpreende ao visitante, as ruas arborizadas, as suas praças e espaços públicos, contrastam com a primeira impressão, na Avd. Ballivian, que todos conhecem pelo nome de Paseo El Prado, uma rua arborizada com quase um quilometro de extensão que inicia e conclui em grandes praças, com um enorme canteiro central, calçadas largas, com coretos, pergolados, um piso confortável e seguro para pedestres, jardins bem mantidos, árvores podadas, canteiros com flores e grama.

Nada sofisticado, bem cuidado e limpo, com um capricho que chama a atenção de quem já quase esqueceu o que pode ser um espaço publico bem mantido. Aos domingos a população ocupa o passeio, pais empurrando os carrinhos dos bebes, crianças com bicicletas e triciclos, casais de diversas idades caminhando devagar. Aqui e acolá grupinhos de adolescentes barulhentos.

Nós nem podemos sonhar com algo parecido, todo o projeto de parques e praças que Joinville planeja ter para as próximas décadas, são espaços áridos, sem verde, sem flores, sem vida e quase sem árvores. Espaços projetados de costas para as pessoas. Construções caras em que domina o cinza do concreto e o abandono dos espaços sem vida, que a população na sua sabedoria, refuga e ignora.

Em quanto os políticos, os de antes e os de agora, se esforçam em querer nos convencer que teremos parques e espaços públicos para o lazer, para caminhar ou para paquerar, eu fico com saudade do Paseo El Prado em Cochabamba.

E porque Cochabamba? Porque se falo de Paris, Munique ou Barcelona, sou acusado de elitista e sonhador, então busco exemplos menos sofisticados e também são melhores que a nossa realidade.

04 março 2009

Aterro do Flamengo RJ

Os parques como espaços de lazer, de contemplação, para a pratica de desportiva ou como espaço de convívio, formam parte do tecido urbano e contribuem para o fortalecimento da rede social.
É impensável que a grandes cidades, e Joinville SC, com mais de 500.000 habitantes, possam continuar sem dispor de espaços públicos e parques.
A falta de visão dos administradores públicos tem privado a cidade de espaços adequados e os projetos executados nos últimos tempos, alem de não atender as necessidades e anseios da população, representam um modelo de espaço publico, duro, sem verde, sem sombra, de elevado custo de implantação e que não atende aos anseios da sociedade.
O Arquiteto Catalão Joaquim M. Casamor i d´Espona, considera o jardim como uma paisagem idealizada e o projeto do Aterro do Flamengo, realizado por Roberto Burle Marx é um exemplo de tudo o que deve ser um espaço verde urbano, um parque rico, com uma vegetação diversa e com espaços adequados para o lazer, o convívio e a pratica desportiva.

04 fevereiro 2009

Pisos, Praças e Calçadas

Quando os técnicos do IPPUJ e da Prefeitura Municipal de Joinville, estabelecem o cinza como cor predominante nas nossas praças e passeios, com a adoção do paver de concreto como material predominante e ainda proíbem a utilização do tradicional petit pave ou pedra portuguesa.

Paver alias que já evidencia um prematuro envelhecimento, mesmo depois de poucos meses de colocado, além de uma injustificável perda da cor, com o que os tímidos intentos de minimizar a cinza mediocridade, estão sendo superados pelo cinza do concreto.

É bom mostrar, no ano do centenário do nascimento de Roberto Burle Marx, que a vida pode ser colorida, que os pisos podem e devem fazer parte da paisagem, e que existem outras cores alem do cinza.

Em jardins urbanos, praças, calçadas e ambientes mais construídos os pisos são elementos importantes do projeto de paisagismo.

05 maio 2008