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07 fevereiro 2022

Central de Vendas Plaenge/ Vanguard


O projeto de paisagismo de um espaço urbano deve ir além do verde e promover o convívio das pessoas que utilizam o espaço projetado. Hoje há uma maior demanda por espaços abertos e com uma maior conexão com a natureza.


Por isso quando a Plaenge – Vanguard nos convidou para projetar a sua Central de Vendas em Joinville a proposta incluía uma praça. Uma gentileza urbana para melhorar a qualidade de vida de quem mora perto, para quem passa na frente todos os dias, para quem gosta de sentar-se num banco sob a sombra acolhedora de uma árvore.


O projeto da Central de Vendas propõe um espaço verde de uso publico emoldurando o edifício, uma proposta que mostra a forma diferente de ver e sentir a cidade que a Plaenge – Vanguard tem. Para nosso escritório é um desafio que encaramos com prazer, porque como nosso cliente, temos carinho por Joinville e queremos ver esta cidade se desenvolver.


Obras Central de Vendas da Plaenge, Novembro de 2021.



Obras Central de Vendas da Plaenge, Novembro de 2021.


Obras Central de Vendas da Plaenge, Novembro de 2021.


Central de Vendas Plaenge, Dezembro de 2021


Central de Vendas da Plaenge 




















12 janeiro 2022

Concurso Nacional para o Centro Histórico do Casarão Gallotti - Tijucas SC

Proposta para o entorno do Cine Theatro Manoel Cruz













Concurso nacional para proposta de desenho urbano e de paisagismo para o entorno do Casarão Gallotti. 

Lançado pela Secretaria de Cultura, Juventude e Turismo de Tijucas em 31 de agosto de 2021, com edital desenvolvido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil - Departamento de Santa Catarina. 


PROPOSTA DA EQUIPE

Em parceria com Of7 Projetos, desenvolvemos uma proposta que prioriza o pedestre com o nivelamento do passeio e da rua. A medida proporciona acessibilidade em todas as vias para pessoas com mobilidade reduzida e prioriza a mobilidade ativa e em eventos especiais a via poderá ser fechada para o trânsito de veículos. O calçadão prevê o uso compartilhado dos passeios por parte de ciclistas e pedestres, a proposta inclui a integração com o passeio linear projetado por Victor Hugo Orsi, com uma ciclofaixa ao longo de toda a via. 





Proposta para a rua Coronel Gallotti. 














































O corredor diferenciado para veículos mantém a segurança e reduz riscos. E o traçado prioriza o pedestre. Passeios largos intercalam-se ao longo da via e estimulam a apreciação das principais edificações. O traçado contribui também para a redução da velocidade dos veículos. Pensando em segurança, a proposta inclui elementos para proteger ciclistas e pedestres em pontos com maior potencial de risco. O trânsito na Rua Maria Gallotti passa a ser em sentido único, formando um binário com a Rua João Bayer. A alteração facilita o acesso desde a Avenida Valério Gomes, por onde passará o transporte público.

No paisagismo o partido adotado foi beleza, segurança e baixo custo de manutenção. A proposta prevê árvores nativas e de porte médio e grande, com pouca variação de espécies. Passeios e calçadões mantém um visual limpo, seguro e verde, enquanto promove a identidade do espaço e reduz os gastos com manutenção. A cobertura de árvores com folha perene, cria sombra durante todo o ano, aumentando a atratividade dos calçadões e deixa o ambiente mais fresco e bonito.

Toda a proposta valoriza a história da cidade e contribui para a sustentabilidade, com o reaproveitamento dos materiais existentes no local, como os paralelepípedos. Outro ponto forte é também a utilização de materiais de produção local, como porcelanatos, na elaboração de bancos e parte do mobiliário urbano.


Proposta para a rua Maria Gallotti.














O projeto mantém as cotas de topografia dos passeios e imóveis existentes. Também foram mantidos todos os acessos aos imóveis e valorizados os usos e atividades atuais. O uso de soluções, materiais e mobiliários simples de serem encontrados e executados, além de duradouros, permitem que a proposta seja executada por etapas e mesmo assim mantenha a integridade. A proposta pode ser implantada em fases.


Proposta para a rua João Bayer. 



Proposta para a rua Coronel Gallotti


Proposta para a rua Coronel Gallotti



Proposta de ocupação temporária na rua Maria Gallotti








20 setembro 2021

Os benefícios da arborização no paisagismo




Além da sombra da sua copa, das cores das suas flores e frutos e de marcar o passo das estações as arvores cumprem muitas outras funções num projeto. Saber aproveitá-las e tirar partido delas faz toda a diferença num projeto.



1-PROTEGEM DOS VENTOS DOMINANTESÁrvores protegem dos ventos dominantes, quando plantados formando linhas ou conjuntos nos pontos certos, as arvores criam barreiras verdes que reduzem a velocidade do vento, reduzem seu efeito negativo e protegem as outras plantas do jardim do efeito do vento forte. Ao atuar como uma barreira permeável, as arvores tem um efeito redutor da velocidade do vento, melhoram o microclima do jardim e podem ser utilizados para proteger também construções e estruturas.

Árvores de folha perene cumprem sua função, durante todo o ano, e são a alternativa recomendada para locais com ventos fortes permanentes, principalmente em áreas de litoral. Em locais em que os ventos sejam mais suaves e esporádicos se pode optar pelo uso de arvores de folha caduca, lembrando que neste caso, o efeito de proteção será menor nas épocas de inverno ou de seca. A escolha de arvores de folha caduca é interessante em locais de clima mais frio porque permitem que no inverno o jardim mantenha uma insolação melhor.



2- REDUZEM RUÍDOS

Árvores reduzem a quantidade de ruído e por isso a formação de barreiras acústicas com arvores é uma alternativa quando em volta do jardim há polos geradores de ruído, como ruas movimentadas, avenidas ou atividades econômicas que pelas suas características são focos de poluição sonora. Neste caso é aconselhável escolher arvores ou arvoretas, lembrando que a proteção oferecida pelas arvores jovens pode se perder ao longo do tempo, na medida que as arvores cresçam e suas copas deixem de oferecer a proteção projetada. 


Árvores de folhas menores oferecem uma redução maior e as copas frondosas proporcionam uma eficiente barreira acústica que reduz a propagação das ondas sonoras e ameniza o ruído em alguns casos em até 30%, de acordo com estudos técnicos. É importante lembrar que a eficiência das barreiras vegetais para reduzir o ruído dependerá de muitas variáveis, desde a topografia do terreno, as espécies selecionadas, a distância das fontes geradoras de poluição sonora e o tipo e volumem de sonido.

Uma situação especifica que merece estudos mais aprofundados é a utilização da arborização urbana para reduzir ou minimizar a poluição sonora produzida pelo trânsito de veículos nas ruas e avenidas verticalizadas. A propagação das ondas sonoras em campo aberto ou em cidades densamente ocupadas e verticalizadas é diferente e segue padrões diferentes. Em áreas abertas as ondas sonoras se propagam num padrão mais horizontal, enquanto em ruas com edifícios verticalizados há além de uma propagação vertical um efeito sonoro aumentado pelo efeito da própria reverberação das ondas sonoras rebotando na superfície das fachadas dos prédios. 



 3- PROPORCIONAM PRIVACIDADE

Árvores protegem de vistas indesejadas, tanto de dentro para fora, como de fora para dentro do jardim. Usamos arvores para aumentar ou garantir a privacidade. Árvores proporcionam barreiras visuais que ocultam ou dissimulam as construções, janelas ou elementos construtivos do entorno que preferiríamos não ver o que tem um impacto negativo sobre o quotidiano. 

Árvores nos permitem não ver e não ser vistos. A mesma barreira que protege visualmente em uma direção, também garante a privacidade na outra. Árvores e arvoretas de folha perene são mais adequadas porque cumprem a sua função todo o ano e durante todas as estações. 

Quando projetemos barreiras visuais devemos levar em conta o desenvolvimento das espécies escolhidas para assegurar que o objetivo pretendido se mantenha ao longo do tempo. Com frequência espécies de porte maior, que cumprem bem seu objetivo nos primeiros anos, com o tempo crescem demais e perdem o efeito pretendido, ou precisam de manutenção constante para manter o porte e a densidade de galhos e folhas necessário para cumprir sua função. 



4- PROPORCIONAM MELHOR MICROCLIMA

Proporcionar um microclima melhor. Proteger do sol intenso e manter a temperatura mais amena durante o verão ou nas horas do dia de maior intensidade solar. Da mesma forma que uma arvore ou um conjunto de arvores protege dos ventos dominantes, reduz a intensidade do ruído, também protege do calor intenso, proporcionando uma sombra que reduz a temperatura em até 8 a 10 graus. 

Reduzindo a incidência da insolação nas fachadas das construções, ou em partes do jardim poderemos criar espaços com microclima específico, mais frescos no verão e até eventualmente mais quentes no inverno. Neste caso também, a escolha das espécies adequadas potencializará o efeito desejado. 

Árvores de folha caduca proporcionam sombra no verão intenso e permitem que os raios do sol mais suaves do inverno cheguem sem interferências e aumentem a temperatura das construções nos meses mais frios do ano. A sombra de uma arvore frondosa substitui com vantagem guarda-sois e proporciona um efeito equivalente ao de um pergolado. Cidades com ruas densamente arborizadas reduzem a sua temperatura média no nível da rua e reduzem a formação das chamadas ilhas de calor. 


21 julho 2021

Quanto custa um jardim? 2021




Antes de contratar o projeto, o cliente sempre pergunta: quanto vai custar o jardim? A resposta não é simples, porque dependerá de muitas variáveis. O tamanho da área, a complexidade da obra, o padrão e os tipos de plantas, o lugar ou aspectos técnicos, como a disponibilidade de materiais e insumos perto do local. 

Um jardim de 50 m² numa cobertura não terá o mesmo custo que outro de 10,000 m² numa fazenda. Temos que calcular sempre o preço por m² e não nos deixar influenciar pelo preço total. Isso porque quando falamos de preço total para jardins diferentes acabamos gerando mal entendidos e distorcemos o conceito de valor e preço.

O setor da construção civil utiliza o CUB (Custo Unitário Básico) como uma referência de preço e custo, e é importante entender este conceito. O cliente sabe que o preço da sua obra será o resultado de multiplicar o número de metros quadrados pelo valor do CUB. Poderá ainda calcular alguns ajustes de acordo com o padrão da obra, mas terá uma base de cálculo para poder orçar com precisão antes de iniciar a construção.





No paisagismo isso nem sempre acontece. Imaginemos uma floreira numa cobertura, em que todos os materiais têm que subir pelo elevador. Muitos condomínios residenciais definem horários rígidos para entrada de materiais e para a realização de trabalhos de manutenção, o que reduz muito o tempo útil de trabalho. O resultado é que a obra acaba custando mais. A mesma floreira, se estivesse alocada na planta baixa do mesmo edifício, poderia chegar a custar até 40% menos, utilizando as mesmas plantas e materiais. O mesmo acontece com o tipo de jardim. Um canteiro com bromélias, orquídeas ou plantas de alto valor unitário terá um custo por m² superior a um jardim com grama ou forrações. O tamanho e a qualidade das plantas tem um peso importante na hora de calcular o custo final do jardim. Podemos especificar árvores de 2,00 m de altura e um DAP (Diâmetro a Altura do Peito) de 2 a 3 cm, ou árvores de 4,00 a 5,00 m e um DAP de 15 a 20 cm, e o preço poderá variar de poucas dezenas de reais a milhares de reais por unidade.




Certa vez, tivemos duas situações interessantes. No projeto de uma indústria, o cliente nos informou que teríamos um orçamento de R$ 150 mil para o projeto e a execução. O cliente estava nos dizendo que poderíamos elaborar um bom projeto e que não faltariam recursos para fazer um bom jardim. Olhando a planta e num cálculo rápido, comentei que a área total a ser trabalhada seria de mais de 100.000 m² e que mesmo com grandes áreas de gramado, como estava previsto, o custo não seria inferior a R$ 1 milhão e que provavelmente ficaria mais perto do R$ 1,5 milhão. No primeiro momento ficou surpreso. Achava que tinha previsto um orçamento suficiente para o projeto de paisagismo e o jardim. Fizemos algumas contas e na hora percebeu que com o orçamento previsto nem conseguiria colocar grama em toda a área, sem considerar nenhum outro investimento adicional.

Este exemplo não é um caso isolado. No projeto de um condomínio residencial o orçamento era de pouco mais de R$ 60 mil para aproximadamente 2.000 m² de jardim. O investimento do empreendimento foi de mais de R$ 15 milhões e para paisagismo o total representa menos de 0,5% do total do investimento. Outra situação é a que encontramos na hora de projetar ou executar um jardim pequeno. Às vezes, do tamanho de uma floreira. Nestes casos, os custos básicos de visita, trabalho de escritório e acompanhamento, representam um valor significativo para um trabalho pequeno em área, mas complexo e envolvente. Neste caso o custo por m² de jardim pode chegar a milhares de reais.


Estes são parte dos dilemas que enfrentamos na hora de responder a pergunta: quanto custa o jardim? Com mais de 30 anos de experiência e quase mil projetos executados, temos compartilhado com os nossos clientes a lógica do CUP (Custo Unitário de Paisagismo). Ela nos permite informar na hora em que contrata o projeto qual será o custo aproximado da execução. Desenvolvemos três níveis de custo, de acordo com as variáveis que devem ser consideradas e logicamente estes valores mudam de região para região, mas mantém a sua lógica e proporção.











Nível A – Jardins mais simples

Uso de plantas de menor porte, menor densidade de plantio e espécies mais rústicas. São jardins com extensões maiores de grama ou forrações. Com árvores de porte menor, até 2 m de altura e menor quantidade de canteiros de flor. Basicamente são jardins com plantas perenes e baixo custo de manutenção. É o padrão para grandes áreas, para projetos imobiliários mais econômicos. Incluem alguns bancos e áreas de pisos, mas preferencialmente utilizam pisos permeáveis de pó de brita ou saibro compactado para os caminhos e circulações.


Nível B – Jardins de padrão médio

Uso de árvores de porte médio, com canteiros de flor e arbustos floríferos. Maior densidade de plantio e utilização de plantas e flores de maior qualidade e preço. Árvores de até 4 metros de altura, palmeiras de 3 a 4 metros e arbustos de mais de 1 metro de altura. Plantas bem desenvolvidas e com maior padrão. Com utilização de chips, adubos de lenta liberação e materiais de acabamento diferenciados. Incorporam equipamentos básicos como bancos e playgrounds de baixa complexidade.


Nível C – São os jardins de alto padrão

Uso de plantas exemplares. Árvores de mais de 5 metros de altura, que requerem, na construção, da utilização de equipamentos pesados como guindastes e escavadeiras, com obras de complexidade como lagos, córregos, pergolados, áreas de lazer e playgrounds.

Quais os valores para cada nível?

Um jardim do nível A terá um custo entre R$75 e R$90 por m². Um jardim de nível B custaria entre R$110 e R$145 por m² e para os de nível C o custo por m² se situa entre os R$150 e os R$280 também por m². Entendendo que neste último caso o céu é o limite. Um jardim vertical com orquídeas pode custar até 10 vezes este preço. O objetivo não é definir uma “tabela” de preços e sim compartilhar os preços praticados pelo mercado na região norte de Santa Catarina.


Um alerta

Desconfie de preços muito baixos. Preços abaixo dos custos significam problemas ou na qualidade das plantas, ou na troca das plantas especificadas por outras de preço e tamanho inferior. Preços baixos demais significam economia no preparo do solo, nas quantidades de fertilizante, na profundidade de preparo, ou trabalhar com funcionários sem registro, sem equipamentos de segurança e sem treinamento adequados. Não há milagres. Investir num projeto para depois economizar centavos na hora da execução é um erro muito comum. Um erro cometido na maioria das vezes por desconhecimento. Quando não se dispõe de muito dinheiro é preferível investir no preparo do solo e comprar mudas menores, que depois crescerão. O preparo do solo é o alicerce de todo bom jardim. Um bom projeto especifica as quantidades, os tamanhos, as embalagens e as densidades de plantio. Assim é mais fácil evitar problemas posteriores.





27 maio 2021

Instituto Dona Anna - Reabilitação do Potencial Humano

Projeto de paisagismo. Autoria: Boa Vista Paisagismo.

Projeto de paisagismo. Autoria: Boa Vista Paisagismo.

Nosso escritório realiza ações solidárias e apoia projetos sociais. Neste sentido e em parceria com o Instituto Cau Hansen realizamos o projeto do Jardim Sensorial do Instituto Dona Anna, no Bairro Nova Brasília.

O jardim sensorial esta composto por um conjunto de 17 estações para que as crianças atendidas pelo Instituto possam despertar e estimular os cinco sentidos.

O projeto é o resultado de meses de pesquisa e conta com o apoio de voluntários, apoiadores e contribuintes. Entre eles o Instituto Guga Kuerten, que esta patrocinando uma parte das instalações sensoriais.


Projeto em execução. Maio de 2021.
 
Projeto em execução. Maio de 2021.

Projeto em execução. Maio de 2021.





13 maio 2021

Bromélias e dengue

 


Bromélias e dengue


Quando a dengue escapa de controle e as autoridades sanitárias além do combate a pandemia do COVID 19 tem que mostrar serviço, acontecem exageros e se buscam culpados. Nesta caça as bruxas, quase sempre pagam os inocentes e no caso do combate a dengue as primeiras vitimas foram as plantas em vaso e concretamente as bromélias.


Uma infeliz campanha publicitaria utilizou a imagem de uma bromélia como símbolo do combate a dengue, incluindo a mensagem de evitar a agua parada e vinculando erroneamente as bromélias a proliferação do mosquito transmissor da dengue o Aedes aegypti.


A desinformação e o alarmismo ocasionaram prejuízos milionários aos produtores de plantas ornamentais e concretamente aos de bromélias. Afortunadamente o prestigioso Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Rio de Janeiro elaborou um estudo cientifico, aqui estão os links do trabalho, comprovando que as bromélias não são as vilãs e que não devem ser erradicadas dos nossos parques, jardins e matas. Elas não constituem focos preferenciais do mosquito da dengue. Muito pelo contrario, as áreas com bromélias não apresentam índices de contagio maiores e os reservatórios de agua formados pela coroa das plantas não é o criadouro do mosquito da dengue que muitos acreditavam.


Muitas cidades na primeira metade do século passado, para combater a malária cortaram matas, arrancaram arvores e destruíram bromélias. Agora, em menor escala, vemos com preocupação a mesma sanha higienista que levou a destruição de matas e florestas urbanas. Devemos sim manter quintais, jardins e os espaços urbanos livres de agua parada, os focos que devem ser atacados pela vigilância sanitária, são aqueles comprovadamente preferidos pelos mosquitos do gênero Aedes para colocar seus ovos, como caixas d’agua destampadas, piscinas, toneis, ferro velhos e outros depósitos de agua parada e evitar a proliferação dos mosquitos transmissores da dengue, da chicungunha, sem que para isto seja necessário arrancar e destruir plantas nativas da mata atlântica, muitas delas endêmicas da nossa região e do nosso estado.

Foto: Projeto Boa Vista Paisagismo em Joinville SC.
Foto: Projeto Boa Vista Paisagismo em Joinville SC.

04 setembro 2019

Quanto custa um jardim? 2019




Este post tem sido um dos mais acessados aqui no blog e resolvemos atualizar os valores para mantê-lo atualizado.


Quanto custa um jardim?

Antes de contratar o projeto, o cliente sempre pergunta: quanto vai custar o jardim? A resposta não é simples, porque dependerá de muitas variáveis. O tamanho da área, a complexidade da obra, o padrão e os tipos de plantas, o lugar ou aspectos técnicos, como a disponibilidade de materiais e insumos perto do local. Um jardim de 50 m² numa cobertura não terá o mesmo custo que outro de 10,000 m² numa fazenda. Temos que calcular sempre o preço por m² e não nos deixar influenciar pelo preço total. Isso porque quando falamos de preço total para jardins diferentes acabamos gerando mal entendidos e distorcemos o conceito de valor e preço.

O setor da construção civil utiliza o CUB (Custo Unitário Básico) como uma referência de preço e custo, e é importante entender este conceito. O cliente sabe que o preço da sua obra será o resultado de multiplicar o número de metros quadrados pelo valor do CUB. Poderá ainda calcular alguns ajustes de acordo com o padrão da obra, mas terá uma base de cálculo para poder orçar com precisão antes de iniciar a construção.

No paisagismo isso nem sempre acontece. Imaginemos uma floreira numa cobertura, em que todos os materiais têm que subir pelo elevador. Muitos condomínios residenciais definem horários rígidos para entrada de materiais e para a realização de trabalhos de manutenção, o que reduz muito o tempo útil de trabalho. O resultado é que a obra acaba custando mais. A mesma floreira, se estivesse alocada na planta baixa do mesmo edifício, poderia chegar a custar até 40% menos, utilizando as mesmas plantas e materiais. O mesmo acontece com o tipo de jardim. Um canteiro com bromélias, orquídeas ou plantas de alto valor unitário terá um custo por m² superior a um jardim com grama ou forrações. O tamanho e a qualidade das plantas tem um peso importante na hora de calcular o custo final do jardim. Podemos especificar árvores de 2,00 m de altura e um DAP (Diâmetro a Altura do Peito) de 2 a 3 cm, ou árvores de 4,00 a 5,00 m e um DAP de 15 a 20 cm, e o preço poderá variar de poucas dezenas de reais a milhares de reais por unidade.

Certa vez, tivemos duas situações interessantes. No projeto de uma indústria, o cliente nos informou que teríamos um orçamento de R$ 150 mil para o projeto e a execução. O cliente estava nos dizendo que poderíamos elaborar um bom projeto e que não faltariam recursos para fazer um bom jardim. Olhando a planta e num cálculo rápido, comentei que a área total a ser trabalhada seria de mais de 100.000 m² e que mesmo com grandes áreas de gramado, como estava previsto, o custo não seria inferior a R$ 1 milhão e que provavelmente ficaria mais perto do R$ 1,5 milhão. No primeiro momento ficou surpreso. Achava que tinha previsto um orçamento suficiente para o projeto de paisagismo e o jardim. Fizemos algumas contas e na hora percebeu que com o orçamento previsto nem conseguiria colocar grama em toda a área, sem considerar nenhum outro investimento adicional.

Este exemplo não é um caso isolado. No projeto de um condomínio residencial o orçamento era de pouco mais de R$ 60 mil para aproximadamente 2.000 m² de jardim. O investimento do empreendimento foi de mais de R$ 15 milhões e para paisagismo o total representa menos de 0,5% do total do investimento. Outra situação é a que encontramos na hora de projetar ou executar um jardim pequeno. Às vezes, do tamanho de uma floreira. Nestes casos, os custos básicos de visita, trabalho de escritório e acompanhamento, representam um valor significativo para um trabalho pequeno em área, mas complexo e envolvente. Neste caso o custo por m² de jardim pode chegar a milhares de reais.

Estes são parte dos dilemas que enfrentamos na hora de responder a pergunta: quanto custa o jardim? Com mais de 30 anos de experiência e quase mil projetos executados, temos compartilhado com os nossos clientes a lógica do CUP (Custo Unitário de Paisagismo). Ela nos permite informar na hora em que contrata o projeto qual será o custo aproximado da execução. Desenvolvemos três níveis de custo, de acordo com as variáveis que devem ser consideradas e logicamente estes valores mudam de região para região, mas mantém a sua lógica e proporção.

Nível A – Jardins mais simples
Uso de plantas de menor porte, menor densidade de plantio e espécies mais rústicas. São jardins com extensões maiores de grama ou forrações. Com árvores de porte menor, até 2 m de altura e menor quantidade de canteiros de flor. Basicamente são jardins com plantas perenes e baixo custo de manutenção. É o padrão para grandes áreas, para projetos imobiliários mais econômicos. Incluem alguns bancos e áreas de pisos, mas preferencialmente utilizam pisos permeáveis de pó de brita ou saibro compactado para os caminhos e circulações.

Nível B – Jardins de padrão médio
Uso de árvores de porte médio, com canteiros de flor e arbustos floríferos. Maior densidade de plantio e utilização de plantas e flores de maior qualidade e preço. Árvores de até 4 metros de altura, palmeiras de 3 a 4 metros e arbustos de mais de 1 metro de altura. Plantas bem desenvolvidas e com maior padrão. Com utilização de chips, adubos de lenta liberação e materiais de acabamento diferenciados. Incorporam equipamentos básicos como bancos e playgrounds de baixa complexidade.

Nível C – São os jardins de alto padrão
Uso de plantas exemplares. Árvores de mais de 5 metros de altura, que requerem, na construção, da utilização de equipamentos pesados como guindastes e escavadeiras, com obras de complexidade como lagos, córregos, pergolados, áreas de lazer e playgrounds.

Quais os valores para cada nível?

Um jardim do nível A terá um custo entre R$60 e R$80 por m². Um jardim de nível B custaria entre R$90 e R$120 por m² e para os de nível C o custo por m² se situa entre os R$120 e os R$250 também por m². Entendendo que neste último caso o céu é o limite. Um jardim vertical com orquídeas pode custar até 10 vezes este preço. O objetivo não é definir uma “tabela” de preços e sim compartilhar os preços praticados pelo mercado na região norte de Santa Catarina.

Um alerta
Desconfie de preços muito baixos. Preços abaixo dos custos significam problemas ou na qualidade das plantas, ou na troca das plantas especificadas por outras de preço e tamanho inferior. Preços baixos demais significam economia no preparo do solo, nas quantidades de fertilizante, na profundidade de preparo, ou trabalhar com funcionários sem registro, sem equipamentos de segurança e sem treinamento adequados. Não há milagres. Investir num projeto para depois economizar centavos na hora da execução é um erro muito comum. Um erro cometido na maioria das vezes por desconhecimento. Quando não se dispõe de muito dinheiro é preferível investir no preparo do solo e comprar mudas menores, que depois crescerão. O preparo do solo é o alicerce de todo bom jardim. Um bom projeto especifica as quantidades, os tamanhos, as embalagens e as densidades de plantio. Assim é mais fácil evitar problemas posteriores.



Para ter acesso ao post atualizado (2021): https://aboavistapaisagismo.blogspot.com/2021/07/quanto-custa-um-jardim-2021.html


17 março 2010

Ciudades mas verdes (Esp)


Ciudades verdes


¿En el futuro, viviremos en ciudades más verdes?


¿Tendremos ciudades que proporcionen una mejor calidad de vida?


Si la respuesta es afirmativa, deberemos repensar el papel del verde urbano. Éste no puede ser visto exclusivamente a través de la óptica de su función ornamental. Un concepto cada vez más actual es el de “confort urbano”, que incorpora a la visión que tenemos hoy de conglomerados urbanos, nuevas variables, con el objetivo de valorizar el espacio publico, mejorar la relación de la ciudad con los que en ella viven, para que podamos construir una urbe más habitable.

Ha llegado el momento de iniciar una negociación entre el poder público y la sociedad, de elaborar un “Contrato Verde”, que defina las reglas y los conceptos que marcaron este diálogo entre el desarrollo urbano, el respeto al verde y a la calidad de vida. Un compromiso firmado entre los emprendedores y agentes inmobiliarios, las empresas constructoras y los administradores públicos. Un pacto que esté estructurado a partir de una visión de una ciudad sostenible, que respete el verde y se oriente hacia un urbanismo y hábitat con calidad de vida.

El alto costo del modelo de desarrollo a cualquier precio es demasiado elevado para ser absorbido por la sociedad. E implica, además, una pérdida de valor para la ciudad que acaba siendo socializada entre todos.

Los espacios verdes son importantes elementos restauradores del bienestar social. La relación de las personas que viven en ciudades que crecen desordenadamente y han descuidado la planificación urbana, cambia en relación con el verde, su preservación y su importancia para la ciudad.

Recientes movimientos en defensa del verde, que se han llevado a cabo en contra del corte de árboles y por la obtención de más áreas verdes, no son hechos aislados. Representan un cambio de actitud de una sociedad que desea vivir en ciudades mejores y más humanas.

De la calidad y de la cantidad de espacios verdes que una ciudad ofrezca dependerá, en el futuro, su atractivo, su calidad ambiental, la condición de vida de sus habitantes y, principalmente: su felicidad.

31 janeiro 2010

Jardins e areas verdes dão lugar a concreto


Cada vez mais perdemos qualidade de vida, o fazemos aos poucos, quase sem perceber, o resultado de cada uma destas perdas é visível em cada rua e em cada espaço, tanto publico como privado.

Os jardins tradicionais, com gramados, canteiros de flor e árvores que proporcionavam sombra, estão cedendo lugar a novas alternativas. A permeabilidade que proporcionavam os jardins, mesmo que sendo obrigatória por lei e constantemente desrespeitada e sem fiscalização adequada, estamos impermeabilizando a cidade. Agravando o efeito das chuvas, até o ponto que as enchentes são mais frequentes e mais graves, sem que sejam necessárias grandes trovoadas para causar enchentes em pontos que antes não alagavam.

A sombra das árvores é substituída por outras alternativas coloridas, sem árvores a cidade fica mais quente, mais feia e principalmente com pior qualidade do ar, porque a função fotosintetica que converte CO2 em Carbono e Oxigeno deixa de ser feita. Frente a passividade de uns e ao silencio cúmplice de outros, as cidades ficam cada dia mais cinzas, menos verdes, menos humanas e mais hostis.

21 janeiro 2010

Há 25 anos apaixonados pelo jardim!

Em 2010 a A Boa Vista comemora seus 25 anos de atividades.
Como parte da comemoração, desenvolvemos este selo que acompanhará os projetos desenvolvidos ao longo deste ano.
O objetivo é poder compartilhar com clientes e amigos nossa satisfação de poder contribuir há 25 anos para uma melhor qualidade de vida.

16 janeiro 2010

Contador de Árvores

Contador de árvores

Ao iniciar 2010, incluímos no nosso blog uma nova ferramenta, com o objetivo de manter os nossos clientes, amigos e seguidores informados das nossas atividades.

O paisagismo é uma das atividades que maior contribuição oferece a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Porem como provar?, como demonstrar de uma forma mensurável esta nossa contribuição? Nada que não possa ser medido pode ser provado.

Ao longo destes 25 anos de trabalho que iniciamos em 1985, realizamos mais de 400 projetos, seria este um indicativo? Depois de analisar as diversas alternativas, achamos que o numero de árvores que ao longo destes anos e em cada um destes projetos foram projetadas seria um indicador valido e verificável.

A cada novo projeto o nosso "Contador de Árvores" será atualizado, para mostrar como o nosso trabalho contribui a melhorar a qualidade de vida das pessoas, a reduzir o CO2, a deixar as nossas cidades e vidas mais verdes e melhores.

Cada nova árvore é uma nova razão para comemorar estes 25 anos de trabalho, que celebramos em 2010 e a nossa contribuição para melhorar a qualidade de vida.

29 dezembro 2009

Cidades Verdes

Cidades Verdes

É preciso pensar em cidades mais verdes, cidades que proporcionem uma maior qualidade de vida. Neste sentido o verde urbano não pode ser visto exclusivamente pela ótica da sua função ornamental. Um conceito cada vez mais presente é o do “Conforto Urbano”, que incorpora a visão da cidade, novas variáveis, com o objetivo de valorizar o espaço publico, melhorar a relação da cidade com os seus moradores, para que possamos construir uma cidade mais habitável.

É o momento de negociar entre o poder publico e a sociedade um “Contrato Verde”, que defina as regras e os conceitos que estabelecerão o dialogo entre o desenvolvimento urbano e o respeito ao verde e a qualidade de vida. Um compromisso assinado entre os empreendedores imobiliários, as empresas construtoras, os agentes imobiliários e os administradores públicos, que esteja estruturado a partir de uma visão de cidade sustentável, que respeite o verde e se direcione para um urbanismo e uma habitação com qualidade de vida. O preço do desenvolvimento a qualquer custo, é alto demais para ser custeado pela sociedade. E implica ainda uma perda de valor da cidade que acaba sendo socializada entre todos.

Os espaços verdes são importantes elementos restauradores de bem-estar. A relação, das pessoas que vivem em cidades que crescem desordenadamente e tem negligenciado o planejamento urbano, o que se aplica a maioria das nossas cidades e vilas, muda com relação ao verde, a sua preservação e a sua importância para a cidade. Recentes movimentos de defesa do verde, de movimentação contra corte de arvores e por mais áreas verdes, não são fatos isolados. Representam uma mudança de atitude de uma sociedade que deseja viver em cidades melhores.

Da qualidade e da quantidade de espaços verdes, que uma cidade ofereça dependerá no futuro, a sua atratividade, a sua qualidade ambiental e a qualidade de vida dos seus moradores.