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15 janeiro 2019

Como reduzir os custos de manutenção do jardim - Flores e cores (4)


Flores e cores.

“Flores de época ou de estação são caras e devem ser evitadas para reduzir custos.” Cuidado isso não sempre é verdadeiro. Um jardim deve ter cor e flores são uma das melhores formas de ter um jardim colorido. Não são a única alternativa, porque podemos utilizar também plantas com folhagem colorida para dar cor ao jardim. Quando escolhemos utilizar flores, podemos faze-lo com flores de época ou com plantas perenes de flor, cada uma das alternativas tem seus pontos fortes e pontos fracos.



Cor no jardim

Manter um jardim florido é o sonho de todos nos. Ainda que possamos ter um jardim colorido sem flores, a opção de utilizar flores é a que nos proporciona um resultado que nos permite maiores alternativas ao longo do ano e um leque mais amplo de cores, tons e sobre tons. Jardins monocromáticos, de uma única cor, são alternativas interessantes e podem ser utilizadas, mas a escolha natural é a de manter o jardim colorido ao longo de todo o ano, alternando as diferentes floradas ao longo de cada estação.

Um jardim com folhagem de cores diversas terá um custo menor de manutenção, porque não requer trocas e plantas de folhagem coloridas na sua maioria são perenes. A seu favor o menor custo de manutenção, contra o fato que o jardim se mantenha sempre igual, sem as mudanças sazonais e sem alternância de cores ao longo do ano.

Um jardim florido exige um maior conhecimento das plantas, das estações e das cores. É preciso considerar quais as flores que estarão em flor ao mesmo tempo, escolher as ideais para cada espaço e época. Utilizando um disco de cores para desenvolver um projeto que aproveite os contrastes, faça analogias, explore mais as cores primarias que as secundarias, trabalhe e destaque os tons e sobre tons. Para isso podemos utilizar tanto plantas perenes, como plantas de época ou anuais. Lembrando ainda que uma escolha não anula a outra. Assim num mesmo jardim poderemos utilizar uma ou outra alternativa ou ambas ao mesmo tempo, sempre que consideremos ou tenhamos em conta alguns critérios.

Para grandes áreas, as plantas perenes têm um custo menor de manutenção, são mais rústicas, menos exigentes e menos suscetíveis a pragas e doenças. Porem florescem menos vezes ao ano e dificilmente terão uma florada que dure mais de 4 meses, podendo em casos excepcionais manter algumas flores por até 6 meses, mas sem tanta intensidade. Entre as plantas perenes de flor, mais utilizadas, encontramos Lantanas, Hemerocallis, Agapanthus, Ixoras, Alamandas, Plumbago, Begonias entre muitas outras.

Plantas de flor de época devem ser utilizadas nos locais mais nobres do jardim, aqueles mais próximos da passagem de pessoas. A intensidade da floração e a gama de cores proporcionam um atrativo adicional ao jardim. Ideais para destacar entradas, para ser utilizadas em canteiros menores e em vasos e floreiras. Sua florada pode durar de 4 a 6 meses e em alguns casos excepcionais como nos Sunpatiens chegam a florescer durante 12 meses, precisando ser repostos uma única vez ao ano. Entre as flores de época mais utilizadas para paisagismo estão Tagetes, Petunias, Begonias, Mini Dahlias, Salvias e Impatiens.

Na lista das plantas de folhas coloridas para utilizar em paisagismo as mais utilizadas são os Penisetum, Ophiopogon, Syngonium, Pilea, Clorphytum, entre muitas outras.


Para aumentar a duração da floração é importante retirar sempre as flores e folhas murchas, adubar regularmente e manter um regime adequado de regas. 

20 dezembro 2018

Memorial Técnico para a manutenção de Jardins Industriais e Comerciais



MEMORIAL DESCRITIVO DOS SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO DE JARDINS INDUSTRIAIS E COMERCIAIS


GRAMADO

Os trabalhos necessários para a manutenção de um gramado são os seguintes:

Corte de grama

A frequência variará ao longo do ano, podendo estabelecer de todo modo as seguintes frequências máximas:

- Verão: um corte à cada 10 dias.
- Primavera e Outono: um corte à cada 15 dias.
- Inverno: um corte à cada 25 dias.

A altura da grama deverá ter no mínimo +/- 2 cm e no máximo +/- 3,5 cm. As aparas de grama deverão ser recolhidas depois de cada corte em todos os canteiros, calçadas e meio fio deverão ser cortados de forma que a grama não os cubra, mas sem deixar uma valeta entre o gramado e o meio fio.

Os cortes deverão ser mais frequentes nas épocas de crescimento da grama de modo que a grama não exceda a altura máxima recomendável, as variações permitidas serão de /- 15 %, para este capítulo específico.

Adubação

As frequências e quantidades de adubo à serem usados dependerão da época do ano e do tipo de adubo à ser usado, podemos considerar como válidas as frequências e quantidades seguintes:


500 Kg por cada 10.000 m2 por ano distribuídos da forma seguinte: 250 Kg de adubo composto tipo 10-10-10 ou similar em duas aplicações anuais, sendo uma no início da primavera e outra no inicio do verão, e 250 Kg. de Urea aplicada diluída com água na proporção de 2% e em 10 aplicações anuais, não aplicando nos meses em que se use outro tipo de adubo.

Inseticidas, acaricidas e fungicidas

Aplicação de inseticidas, acaricidas e fungicidas, se aplicarão ao longo do ano conforme as necessidades, ficando estabelecido que serão feitos tratamentos preventivos mensalmente com fungicidas no outono, e com inseticidas e acaricidas na primavera e verão, independentemente dos tratamentos que se façam necessários. Todas as normas de segurança serão executadas pela contratada cabendo a ela a única responsabilidade por acidentes que mal uso possam vir a produzir. Todos os produtos fitossanitários deverão ser submetidos a aprovação pela contratante
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Controle do mato

O maior problema em grandes áreas de grama é a aparição do mato, de tal forma que a sua falta de controle possa vir a ocasionar até a perda total dos gramados, para evitar que isto aconteça, o mato deverá ser arrancado até a raiz com uma ferramenta apropriada, em caso de que o mato seja persistente e não possa ser controlado por estes meios, será preciso fazer aplicações localizadas de herbicidas seletivos, ou de herbicidas sistêmicos tipo Roundup ou similar a base de Glifosato. No caso que a falta de manutenção ocasione a perda do gramado, poderá ser responsabilizada a empresa contratada, para que fique caracterizada a responsabilidade. Deverá ficar registrado oportunamente no relatório semanal se não forem tomadas medidas oportunas e suficientes. Nunca poderá ser deixado florescer o mato e segmentar, caso isto aconteça deverá ser registrado no relatório semanal e terá um peso decisivo para poder determinar a responsabilidade da contratada nos problemas que eventualmente possam vir a acontecer, que já foram anteriormente enumerados.

Rega

A rega do gramado será necessário quando persista uma seca que comprometa o desenvolvimento das plantas

Cobertura

Anualmente e naquelas áreas que precisem deverá ser feita uma cobertura com barro de jardim peneirado, acrescentado esterco e areia nas seguintes proporções:
30 % barro de jardim
20 % de esterco curado e esterilizado, podem ser usadas outras fontes de materia organica
50 % de areia de rio lavada
Esta cobertura deverá ser feita no inverno e deve formar uma camada uniforme de 1,5 a 2,5 cm. este serviço deverá ser feito no mínimo em cada área de 5 em 5 anos.

Bosque

Os trabalhos de manutenção do bosque serão os seguintes:
Roçada do mato
Corte do mato com roçadeira costal o foice, mantendo uma altura máxima de 10 cm., mas deixando todas as árvores novas que estejam brotando de um modo natural, para a recuperação do bosque natural.

Poda

Efetuar as podas de formação e desbastes necessários para o perfeito desenvolvimento das árvores e do bosque como um todo.

Retirada e corte de árvores

As árvores mortas deverão ser cortadas e retiradas do local, podendo a contratante exigir que sejam arrancadas até as raízes se assim for preciso, qualquer corte que represente a supressão de mais de 1/3 da copada de uma árvore deverá ser autorizada por escrito.

ÁRVORES

Cada árvore deverá ser submetida ao longo do ano a uma série de trabalhos de manutenção que a seguir relacionamos:

Poda

As árvores de folha caduca, as de flor e outras que possam vir a precisar deverão ser podadas anualmente, a poda dependerá do tipo de árvore e do resultado desejado, as podas poderão ser de dois tipos: de formação e de limpeza. A primeira só poderá ser realizada no inverno o na época de repouso vegetativo da planta, a de limpeza poderá ser realizada ao longo de ano, sempre que não represente perda de mais de 1/5 de copa de uma árvore.
Todas as feridas deverão ser fechadas com uma pasta cicatrizante com fungicida na sua composição, para evitar ataque de fungos nas feridas abertas.

A poda deverá sempre seguir os padrões e as normas que existem e que deverão ser de conhecimento da contratada, podendo ser responsabilizada a mesma pela perda de uma árvore como resultado de uma poda mal realizada,
correspondendo como penalidade neste caso a obrigação de repor a planta por outra de igual espécie e tamanho similar, na sua impossibilidade, ter descontada a diferença em dinheiro

Adubo

As árvores podem ser adubadas 2 vezes por ano, com 200 gr. de adubo composto tipo 10-10-10 ou similar, em duas aplicações anuais uma, no início da primavera e outra no início do verão, a quantidade adubo pode mudar de árvore à árvore dependendo do tamanho, idade e localização, as quantidades só servem a nível indicativo.

Limpeza

Periodicamente, sempre dependendo das necessidades, as árvores serão limpas, escovando o tronco e os galhos para eliminar parasitas e incrustações, estes trabalhos formam parte da manutenção geral do jardim.

Inseticidas, acaricidas e fungicidas

Aplicação de inseticidas, acaricidas e fungicidas, se aplicarão ao longo do ano conforme as necessidades, ficando estabelecido que serão feitos tratamentos preventivos mensalmente com fungicidas no outono, e com inseticidas e acaricidas na primavera e verão, independentemente dos tratamentos que se façam necessários. Todas as normas de segurança serão executadas pela contratada cabendo a ela a única responsabilidade por acidentes que mal uso possam vir a produzir. Todos os produtos fitossanitários deverão ser submetidos a aprovação pela contratante.

FLOR DE ÉPOCA ou ANUAIS

Os canteiros de flor de época precisaram dos seguintes serviços:

Preparação dos canteiros

Cada vez que sejam plantados de novo, os canteiros precisarão serem refeitos, arrancando primeiro todas as plantas remanescentes, e cavando a terra superficialmente para retirar as raízes restantes e ao mesmo tempo enterrar os restos de matéria orgânica usados como cobertura morta, uma vez feita esta operação, procederemos a colocar esterco curado e esterilizado na proporção de 40 litros por 10 m², procedendo depois a um novo trabalho de enterrar o esterco, devendo nesta ocasião trabalhar a terra a uma profundidade mínima de 20 cm, depois de destorroado o barro e conformado o canteiro, se procederá a plantação propriamente dita, se o barro estiver muito seco é aconselhável regar nas 48 horas que antecederão a plantação, não poderão os jardineiros caminhar sobre os canteiros preparados, só poderão se apoiar com ajuda de tábuas, para não compactar o solo. Uma vez plantadas as flores de época, deverão ser regadas de novo e manter uma boa umidade durante os primeiros 10 dias. É importante combater a aparição de mato entre as plantas para isto é aconselhável usar cobertura morta entre as plantas, no caso de usar serragem ou casca de arroz deverá se molhar a cobertura morta com Urea diluída em água a 2 % ao menos uma vez por mês, para facilitar o processo de nutrificação. Aquelas plantas de flor de ciclo longo que precisem ser despontadas ou deverão ser depois da formação do primeiro botão, este trabalho deverá ser feito manualmente e indicadas as plantas que precisem.

Rega

A rega dos canteiros será necessário quando persista uma seca que comprometa o desenvolvimento das plantas.

Adubação

Trimestralmente e por ocasião da renovação dos canteiros será colocado adubo químico tipo 10-10-10 ou similar na proporção de 15 gr. por m², no caso que os canteiros somente sejam trocados quadrimestralmente esta adubação será feita também quadrimestralmente.

Limpeza

Serão retiradas constantemente todas as partes necrosadas e que possam apresentar risco de desenvolvimento de fungos ou de doenças, ou que possam servir como hospedeiras de insetos patogenos.

Inseticidas, acaricidas e fungicidas

Aplicação de inseticidas, acaricidas e fungicidas, se aplicarão ao longo do ano conforme as necessidades, ficando estabelecido que serão feitos tratamentos preventivos mensalmente com fungicidas no outono, e com inseticidas e acaricidas na primavera e verão, independentemente dos tratamentos que se façam necessários. Todas as normas de segurança serão executadas pela contratada cabendo a ela a única responsabilidade por acidentes que mal uso possam vir a produzir. Todos os produtos fitossanitários deverão ser submetidos a aprovação pela contratante.


ARBUSTOS

Operações indicadas

Poda e corte

Os arbustos deverão ser podados periodicamente, se considerarão três tipos básicos de poda dentro das operações normais de manutenção, a primeira é a poda de manutenção que tem como função manter o tamanho da planta dentro das características dela própria e do lugar onde foi plantada, esta poda pode ser feita em qualquer época do ano, sempre que não comprometa a floração; a segunda poda é a de formação, que deverá ser feita preferivelmente na época de repouso da planta, serve para desenvolver corretamente a planta corrigindo eventuais malformações e defeitos; a terceira poda é a de recorte que se utilizará para cerca viva, e deverá ser feita cada vez que a planta exceda em 1/10 a sua altura ou a sua largura.

Adubo

Os arbustos podem ser adubados 2 vezes por ano, com 100 gr. de adubo composto tipo 10-10-10 ou similar, em duas aplicações anuais, uma no início da primavera e outra no início do verão, a quantidade de adubo pode variar de planta para planta dependendo do tamanho, idade e localização, as quantidades só servem a nível indicativo.

Limpeza

Periodicamente, sempre dependendo das necessidades os arbustos serão limpos, escovando o tronco e os galhos para eliminar parasitas e incrustações, estes trabalhos formam parte da manutenção geral do jardim.

Inseticidas, acaricidas, fungicidas

Aplicação de inseticidas, acaricidas e fungicidas, se aplicarão ao longo do ano conforme as necessidades, ficando estabelecido que serão feitos tratamentos preventivos mensalmente com fungicidas no outono, e com inseticidas e acaricidas na primavera e verão, independentemente dos tratamentos que se façam necessários. Todas as normas de segurança serão executadas pela contratada cabendo a ela a única responsabilidade por acidentes que mal uso possam vir a produzir. Todos os produtos fitossanitários deverão ser submetidos a aprovação pela contratante.

Rega

A rega dos arbustos será necessário quando persista uma seca que comprometa o desenvolvimento das plantas.

Observações

Em nenhum momento a contratada poderá realizar alterações no paisagismo sem autorização expressa da contratante, especialmente na substituição de plantas, mesmo que estas alterações visem uma melhoria aparente do jardim.
A empresa contratada terá sob sua responsabilidade a manutenção e desenvolvimento do vivero atualmente existente, podendo ser obrigada a manter uma cota mínima de produção para eventuais substituições, estas cotas estabelecidas de comum acordo, deverão contemplar a área física disponível e o pessoal humano envolvido.

31 outubro 2018

Como reduzir os custos de manutenção do jardim - Gramados e forrações (2)

O maior problema com a manutenção do jardim são os custos crescentes, para minimizar o impacto destes custos alguns pontos podem ser considerados já na concepção do projeto do jardim.



Gramados e forrações

Normalmente a maior parte da área do jardim é composta por gramados e forrações, por isso é importante reduzir os custos de manutenção. Áreas maiores de gramado continuo são sempre mais econômicas para manter, que a mesma quantidade de metros quadrados divididos em pequenos canteiros. Devem ser evitadas áreas gramadas de menos de 100 m2. Áreas grandes permitem corte com maior facilidade, podem ser utilizados equipamentos maiores e mais eficientes. Prefira aqueles que tenham tração própria ou ainda em grandes espaços devem ser priorizados pequenos tratores ou roçadeiras autoportantes que permitam ser conduzidas pelo operador, porque tem maior velocidade e tem melhor rendimento. 
O corte de grama ou de forrações com equipamentos manuais ou costais deve ser evitado ou no pior dos casos restrito as áreas menores ou em que a inclinação, o acesso ou as características topográficas não permitam o uso de outro tipo de maquinas e equipamentos. Roçadeiras que utilizam fio de nylon para corte tem baixa produtividade e proporcionam um corte de péssima qualidade, mas tem como vantagem principal o seu baixo custo de aquisição e a sua resistência e o baixo custo de operação, sempre que possível escolha maquinas com corte que permita afiação, assim o corte será mais limpo, a planta sentirá menos e a recuperação será melhor e mais rápida.

O custo de manutenção das áreas gramadas tem uma relação direta entre a superfície, o tipo de planta escolhida e a frequência de corte. Ponto importante a considerar é o número de vezes que um gramado ou um canteiro de forração precisará ser cortado ao longo do ano. Em geral um gramado com grama esmeralda ou similar deverá ser cortado em média 12 vezes ao ano. A cada 21 dias no verão, uma vez por mês na primavera e no outono e a cada 45 dias em inverno, em locais com invernos mais rigorosos. em regiões mais quentes será preciso uma frequência maior. Maior frequência quer dizer mais custos, custos de energia, de combustível e principalmente de mão de obra. Dependendo do formato, do tamanho e do tipo de jardim o trabalho será ainda maior e será preciso fazer recortes e manutenções mais frequentes.



A utilização de forrações é uma alternativa interessante, porque permite ter custos menores e principalmente agregam cor, textura e criam um diferencial que pode ser bem explorado no projeto. A diferencia entre gramados e forrações basicamente tem a ver com o uso que se dará ao espaço, se houver um pisoteio intenso será preciso usar grama, mas para a maioria das situações as forrações são a melhor alternativa. É bom prestar atenção porque há plantas que são chamadas por jardineiros e aficionados de “gramas” mas que na realidade são forrações, este é o caso de grama preta (Ophiopogon japonicus) ou da grama amendoim (Arachis próstata) a pesar de ser denominadas “gramas” são forrações que não aguentam o pisoteio intenso. A maior vantagem das forrações é seu baixo custo de manutenção, a maioria precisa de um ou dois cortes por ano e algumas nem precisam de outro cuidado que adubações periódicas e o controle eventual do mato.

24 julho 2018

Os erros a evitar no jardim


Que erros não cometer

Quando se fala do jardim encontramos muitas dicas do que fazer, mas muito poucas de quais os erros que não devemos cometer ou que devemos evitar. Erros custam dinheiro e dinheiro é sempre um tema delicado quando se trata de paisagismo, mais ainda quando o jardim é num condomínio e tem vários donos. Vários donos quer dizer ideias diversas, varias opiniões e não sempre as mesmas.

Para o post deste mês, escolhemos algumas imagens de jardins da capital paulista, não é preciso pesquisar muito para encontrar pontos de melhora. O primeiro ponto que deve merecer nossa atenção é o modelo de jardim, menos pelo estilo, que deve manter uma relação estreita com o entorno e com o próprio projeto de arquitetura, mas principalmente pelo que representará de manutenção, de custo e o resultado que apresentará a médio prazo. Mas o que mais pesa é a seleção da vegetação, a planta errada no lugar errado é problema na certa. Por isso segue mais atual que nunca a máxima: “Planta correta no lugar certo.” Um bom projeto resolve isso e nós evita muitas dores de cabeça.

Plantas grandes demais para espaços pequenos exigiram muita mais poda e estas podas além de comprometer o desenvolvimento das plantas, representarão um custo significativo na manutenção do jardim e quase sempre acabarão em deformações das plantas. Plantas de sol plantadas na sombra, plantas de sombra no sol ou plantas de clima seco em áreas úmidas são problemas muito mais comuns do que podemos imaginar.

Os responsáveis pelo jardim sejam eles síndicos, proprietários ou locatários não entendem que depois de contratar “profissionais” ainda tenham que enfrentar problemas ocasionados por erros que não deveriam acontecer. É bom lembrar que não todos os profissionais que há no mercado tem a formação, o conhecimento e a experiencia necessária. Por isso é bom se informar muito bem antes de contratar e lembrar que o que pode parecer uma boa economia no primeiro momento, muitas vezes se converte num custo maior quando o jardim precisa ser refeito ou recuperado.

Como exemplo imagens de jardins e áreas verdes que apresentam problemas por um projeto deficiente, por má manutenção ou por falta de um bom profissional.


Pisos de paver e grama não são uma boa solução, em geral a manutenção tem um custo significativo e a tendência é a grama acabar invadindo todo o passeio. Pisos de concreto ou bem asentados sobre una base e uma sub-base adequadas são uma solução melhor, além de serem mais acessíveis que o paver.


Plantas de folhas compridas e porte largo, quando plantadas perto de caminhos e passeios exigem podas constantes para evitar que as folhas atrapalhem a passagem de pedestres.
Escolher as plantas certas para cada local é o trabalho e a responsabilidade do paisagista.


Plantas que precisem de podas constantes terão um custo maior de manutenção. No caso da imagem o ideal teria sido escolher uma planta de porte maior e manter a planta de forma que cubrisse todo o muro. Não há proporção entre a área a cobrir com a vegetação e o tamanho e formato como o jardineiro esta podando a planta. 
Plantas que sejam constantemente podadas dificilmente florescerão e o jardim será menos atrativo. 


Cada planta precisa de espaço para crescer e se desenvolver adequadamente. Plantar perto demais ou misturar plantas de portes, formatos ou com necessidades diferentes dificultará a manutenção e o resultado final será um jardim com mais plantas das necessarias, com um custo maior e que exigirá mais mão de obra. Conhecer cada planta, seu desenvolvimento e suas necessidades é imprescindível para ter um bom jardim. 



04 agosto 2016

Um bom jardim precisa de uma boa manutenção.

Voltar a um jardim que projetamos 6 ou 7 anos atras é sempre uma surpresa. As vezes, como nestas imagens, uma surpresa agradável, outras uma decepção.


Qual é a diferença? A maior diferença esta na manutenção. Um bom projeto precisa de uma boa manutenção. Não só cortar a grama, é preciso adubar regularmente, fazer as podas de manutenção, formação e limpeza, sem esquecer as trocas das flores de época. 


Em quanto alguns clientes acham que é bom poupar na manutenção, afortunadamente outros já descobriram que uma boa manutenção não é mais cara, em realidade é mais econômica. Sem a manutenção adequada o jardim acaba se perdendo, as plantas perdem a forma e o equilíbrio, algumas invadem os canteiros de outras e em pouco tempo o jardim esta descaracterizado. Só mais tarde perceberemos o custo da falta de manutenção ou pior de uma manutenção mal feita. 


Sem esquecer que o custo de refazer será sempre muito mais caro que o de uma boa manutenção. Assim que o nosso conselho é o de manter um bom programa de manutenção, contratar empresas idôneas, não esquecer das adubações periódicas e aproveitar o prazer que proporciona um jardim bem mantido. 



17 agosto 2015

Hora de mexer no Jardim?


Sempre há uma hora em que é preciso mexer no jardim. Por boa que seja a manutenção é normal que o jardim com o tempo sofra algum tipo de depreciação e que seja necessário mudar algumas coisa.E quando chega a hora como proceder?

Primeiro passo é analisar o que deve e não ser feito. Precisa mesmo trocar as plantas? Ou uma poda mais forte e uma boa adubação resolve? Quanto tempo faz que foi feita a última manutenção? Quais são as causas do deterioro? Responder a estas perguntas é vital para não cair em despesas desnecessárias.

Algumas dicas:

1.- Algumas plantas tem um prazo de validade e não vão durar para sempre, será preciso substitui-las, mas a maioria de plantas, desde que bem mantidas, duram muitos anos. Escolha plantas perenes que durem mais tempo e use flores de estação só nos lugares de maior destaque do jardim.





2.- economizar na manutenção, quase sempre, acaba custando mais caro. Podas, adubações periódicas, a retirada de flores velhas e a limpeza do mato mantém o jardim bonito por mais tempo e reduz a necessidade e o custo de reformas maiores ou de substituição de plantas. Um jardim sadio precisa de cuidados regulares, adubação deve ser feita no mínimo a cada 3 meses.



3.- cuidado com os jardineiros que só querem trocar plantas. Só trocar as plantas sem preparar bem os canteiros e recompor a fertilidade do solo pode ser um mal negocio. É melhor gastar R$ 5 no preparo do solo e R$ 1 numa planta que vai desenvolver melhor, que economizar no preparo do solo e gastar numa planta que não vai desenvolver.


como-melhorar-solo-do-seu-jardim

Finalmente consulte sempre bons profissionais, não sempre as plantas mais caras são as melhores para cada jardim, há muitas plantas de baixo custo que dão bom resultado. Plantas com flores ou folhas coloridas são sempre uma boa alternativa e plantas que precisam de podas constantes como os buxinhos, acabam tendo um custo de manutenção elevado.



Os meses de julho e agosto são os melhores para preparar o jardim para a primavera e o verão. Aproveite as dicas.

03 março 2015

O Jardim no Outono

Com o início do outono, as atividades no jardim diminuem. A maioria das plantas começa a entrar em fase vegetativa, isso é, tornam-se menos exuberante, diminuem suas atividades metabólicas e, consequentemente, desenvolvem-se e multiplicam-se menos. 



Sinal de que, sentindo a diminuição dos dias e a chegada, mesmo que lenta, do frio, preparam-se para o inverno. Essa diminuição das atividades vitais, que decorre da mudança na intensidade da luz, é que resulta, em algumas árvores, na mudança de coloração de suas folhas e perda gradativa das mesmas.

06 março 2012

Acabamentos e Manutenção de Decks e Pergolados






Para uma maior durabilidade, e para manter um aspecto mais natural da madeira é recomendado o tratamento dos Decks e Pergolados com Óleo de Linhaça diluído 50 % com Água-Ráz. Quando o deck é na praia é preciso repassar a aplicação uma vez ao ano. Não é necessário utilizar selador. Para que a madeira não perca a cor natural além do Óleo de linhaça é recomendável usar um impregnante, que devera ser aplicado um mês após a aplicação do Óleo. No caso em que o objetivo seja manter a cor natural da madeira a aplicação de impregnante deverá ser feita sempre que se faça a aplicação do Óleo de Linhaça diluído.

29 janeiro 2010

Manutenção de pequenos jardins

Manutenção de pequenos jardins

Um dito popular assegura que o melhor jardineiro é um militar aposentado, porque tem disciplina e método. Como sempre o conhecimento popular se mostra sábio.

A manutenção de um jardim, requer disciplina e organização (método). Cada uma das tarefas e rotinas devem ser feitas no seu momento e com atenção, não é um trabalho para apressados. A adubação deve ser regular, é melhor colocar menos adubo mais vezes, que colocar muito uma ou duas vezes por ano. Como aquele que nos domingos vai num rodízio e fica semana toda comendo frutas e bebericando água. Do mesmo jeito as plantas sentem o excesso de adubação, como a falta.

Igual acontece com podas, deixar de podar durante anos e depois proceder a podas radicais, alem de comprometer a imagem do jardim, também compromete o desenvolvimento das plantas e pode provocar até a sua morte. É recomendável fazer podas de menor intensidade y com uma freqüência maior, em alguns casos uma vez ao ano, em outros a cada dois anos. O objetivo deve ser que pareça que nada foi cortado, que nenhuma intervenção foi feita.

Os gramados merecem uma atenção especial, quem quer cortar menos vezes para poupar uns trocados, acaba em geral, gastando muito mais para recuperar todo o gramado. Em geral o mato não consegue desenvolver em gramados bem desenvolvidos e viçosos, mais gramados magros ou com cortes muito radicais, permitem que as sementes do mato se desenvolvam e progridam. No verão o corte pode ser a cada 3 semanas, no inverno em geral pode ser a cada 6 ou 7 semanas. Devemos calcular uns 12 cortes ao ano. Não esqueça de um cortador de grama com facas bem afiadas, o resultado compensa.

Para canteiros de flor de época, nada é mais recomendável que a alternância de espécies e das cores, estar a cada nova estação testando novas cores, novas combinações e escolhendo as flores adequadas para cada estação.

15 junho 2009

Falta de manutenção...



Ocasiona problemas nas arvores das cidades. A falta de manutenção e principalmente a falta de profissionalismo na gestão do verde urbano são problemas piores e mais graves que as pragas que atacam as plantas.

09 fevereiro 2009

Custo de manutenção em foco



Ao projetar um jardim, um espaço verde, devemos considerar os custos de manutenção posteriores a sua implantação. Não só como um custo econômico, também o custo da complexidade, o custo de reposição dos canteiros de flores anuais e a capacidade e quantidade da mão de obra disponível.

Imaginar um jardim de topiaria, sem dispor de uma mão de obra adequada, pode ser um contra-senso e o que é pior um risco para o futuro do jardim, porque mais rápido do que podemos imaginar, as formas e as proporções previstas no projeto, podem se perder completamente.

Propor grandes canteiros de flor de época, para um lugar ou um cliente que não queira ou não tenha previsto fazer frente a elevados custos de manutenção é uma garantia quase certa, que em pouco tempo o jardim se desvirtuará. Os canteiros de plantas anuais serão substituídos por outras alternativas menos custosas e a qualidade do espaço e do jardim declinaram rapidamente.

Projetar espaços compostos por áreas gramadas, que exijam cortes freqüentes e principalmente recortes abundantes é também uma forma de aumentar os custos. Áreas gramadas maiores representam custos menores se adequadamente projetadas, a utilização de gramas menos exigentes ou de forrações é uma alternativa que deve ser melhor explorada. Pequenas áreas com grama representam quase sempre custos elevados de manutenção, tanto em mão de obra como em equipamentos e maquinários.

A escolha das melhores plantas para cada local é o resultado de uma equação complexa, que deve contemplar diversas variáveis e o custo de manutenção é uma das que cada vez mais esta adquirindo maior importância.

26 agosto 2008

Podar ou não podar...esta é a questão


Sempre que se fala de podas, surgem as duvidas, precisa podar ou não precisa? Como podar? É neste momento que podemos facilmente identificar quem entende, quem conhece, quem é profissional e quem fica na duvida.
É preciso podar a maioria das plantas, até porque no jardim as plantas muitas vezes estão em condições e situações que são diferentes das que teriam na natureza.
Para aumentar a floração, para manter o porte, para formar a planta mais harmónica, para evitar deformações ou simplesmente para renovar uma planta que esta envelhecendo, pode ser preciso podar.
Quanto podar, dependera de cada espécie e de qual o objetivo que busquemos, algumas plantas, como Plumbago ou Penthas podem morrer, como resultado de uma poda mal feita.
Outras como as Hortensias ( Hidrangea macrophylla) aumentaram a sua floração como resultado de uma poda correta.
Também a escolha das ferramentas certas e do tipo de corte, podem ter um peso forte na qualidade final do trabalho, utilize só ferramentas de boa qualidade e no caso de cortes maiores use sempre uma pasta cicatrizante.
Conheça as plantas do seu jardim, respeite a natureza e nunca faça podas radicais sem necessidade, em geral as podas muito fortes, ocasionarão um stress na planta que poderá ocasionar danos maiores que os benefícios pretendidos.