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06 outubro 2025

Jordi Castan faz palestra no Plantarum Summit

 


Paisagista de Joinville foi um dos palestrantes do Plantarum Summit, um dos mais importantes eventos do setor no Brasil. Falando sobre o uso da cor, Jordi Castan destacou que o paisagismo não é estático, mas arte viva.




O que aconteceu à cor no paisagismo? E por que a cor desapareceu da vida cotidiana? Foi a partir dessas reflexões que o paisagista Jordi Castan fez uma palestra no Plantarum Summit 2025, evento realizado no Jardim Botânico Plantarum, em Nova Odessa (SP). É um encontro que todos os anos reúne alguns dos maiores nomes da botânica, paisagismo e jardinagem do Brasil.

 

Tendo a cor como tema central, Jordi Castan falou das tendências mais recentes na arquitetura e no paisagismo, que apontam para tons suaves e menos saturados. E fez um alerta a partir de dados estatísticos. Segundo estudos, os ambientes de trabalho neutros reduzem a produtividade em até 10%, enquanto os ambientes mais alegres, com mais verde e mais cores aumentam a eficiência.

 

Também ressaltou que o excesso de jardins monocromáticos contrasta com a exuberância da natureza brasileira. “Os projetos hoje buscam uma reaproximação com a natureza, e essa é uma tendência que veio para ficar. A pandemia mudou muitas coisas e uma delas é a necessidade que o ser humano tem de estar mais em contato com o verde, com as plantas e com a natureza”, defendeu Castan.

 

O paisagista admite que as paletas mais neutras transmitem calma e elegância, mas alerta para o risco de empobrecer a experiência estética. Destacou que, num país como o Brasil, a própria natureza e a cultura são ricas em cores vivas. Jordi Castan acrescentou ainda que o paisagismo não deve temer as cores intensas, vivas ou vibrantes. Não é apenas decoração, mas uma questão de identidade, defendeu.

 

Num auditório lotado por especialistas do setor, a palestra fez parte do ciclo “Conectando Natureza, Ciência e Paisagismo”. O paisagista finalizou a intervenção expondo um conceito de trabalho. “O paisagismo é arte. A expressão artística que se desenvolve ao longo de mais tempo, que é dinâmica, mutante e em constante evolução. Não se mantém estática. É arte viva”, defendeu o criador da Boavista Arquitetura Paisagista.

09 novembro 2010

Revista Natureza

Em breve mais projetos da A Boa Vista Paisagismo publicados na Revista Natureza!!!!!!
Veja a novidade no Blog da Aida!!!!

"Paisagista espanhol que ama o Brasil e adotou Joinville como sua terra para morar. Eu já o conhecia, adorei revê-lo e mais ainda de ter apresentado ele para o Valerio. O dia rendeu e os dois mais falaram sobre botânica do que outra coisa. Agora temos um jardim bem legal dele fotografado e conhecemos vários outros para, na próxima visita, fotografar. "

Jordi Castan (paisagista), Tiago Bergman (Agricola da Ilha) e Valerio Romahn

23 abril 2010

VERDE VERTICAL


Painel de bambu é uma boa opção de suporte para jardim
vertical externo.



Na cozinha, o quadro com plantas aromáticas traz beleza e praticidade


Cristiane Bonin - Jornal de Piracicaba - Sábado, 10 de Abril de 2010


Verde que te quero verde. Os jardins verticais são uma ótima opção para quem quer ter plantas dentro de casa ou não possui grandes espaços físicos para aquela suntuosa jardineira. Da alta tecnologia a técnicas simples de cultivo, houve muita evolução nesse modelo de paisagismo utilizado já na década de 70 pelo arquiteto, paisagista e artista plástico Roberto Burle Marx.
O último grito em jardins verticais são os produtos oferecidos pela empresa Quadro Vivo, localizada na cidade de São Paulo. Com objetivo de inserir a natureza em ambientes internos, a empresa projetou e patenteou uma técnica para fixar plantas em quadros feitos em material reciclado e que possuem irrigação eletrônica. “E no compartimento de rega, nossos produtos levam um cristal que tem como objetivo energizar a água para as plantas. Esse cristal emana para todo o ambiente as mais positivas energias necessárias para o equilíbrio e a harmonia”,
conta a diretora de marketing da Quadro Vivo, Izabel Possatto. Definido por Izabel como um híbrido entre a arte e a natureza, as plantas emolduradas requerem cuidados como qualquer outro jardim. “São seres vivos que precisam de atenção, cuidado e dedicação. Devem ser regadas com a quantidade e periodicidade necessárias, feitas podas e aplicação de adubo e fertilizantes orgânicos.”
Com menos tecnologia também é possível trazer a natureza para dentro de casa.A paisagista e engenheira agrônoma Marilney Saipp sugere como opções para ambientes internos as plantas rhipsalis (um gênero da família dos cactos), as heras, jibóias, singônio e peperômia-filodendro.
“Também as epífitas,como orquídeas e bromélias, são boas opções porque captam os nutrientes do ar. Essas plantas devem ser pulverizadas com água e adubo foliar”, informa Marilney. Para paredes em varandas, locais com iluminação indireta, são recomendáveis samambaias, avencas e chifre de veado, indica a paisagista.
Segundo a profissional, as plantas para ambientes internos devem ser fixadas em placas de fibra de coco ou em pequenos troncos. E tanto as placas como os troncos, assim como vasos específicos para paredes externas, devem ser fixados em painéis que podem ser feitos em bambu, madeira de demolição, treliça de madeira ou armações de ferro. “A parede deve ter uma boa impermeabilização para não haver problemas com a água da rega”, diz a paisagista. Ela sugere também a colocação em meio ao jardim vertical de uma minifonte, uma boa opção para curtir o barulho da água.

DICAS:

O paisagista Jordí Castan dá os seguintes conselhos para quem quer ter um jardim vertical em casa,seja no espaço aberto ou fechado. Em primeiro lugar, o profissional pontua a escolha do local. “Identifique se o local reúne as condições ideais para a implantação do projeto.”
O segundo é a iluminação. O local deve ter iluminação em ângulo vertical ou receber luz natural de grandes janelas e aberturas.“Se o jardim for externo, prestar muita atenção ao excesso de insolação, as plantas que prosperam bem nos jardins verticais normalmente não toleram muito sol direto.”
Com relação à rega, o sistema deve permitir manter a umidade das plantas do jardim. “Em geral, nos jardins verticais, temos muita drenagem, e perda de água, o que pode levar a algumas plantas epífitas facilmente ao estresse hídrico.” Castan informa que um jardim vertical exige um elevado nível de atenção, o que não quer dizer que exija muita manutenção se o projeto for bem concebido. “Contrate um bom profissional com experiência. O seu risco de errar será muito menor.”

29 outubro 2009

Palestra - Intervenções em paisagens residenciais


Cada vez com maior frequência temos oportunidade de participar de debates e palestras sobre paisagismo. Esta semana, o convite é da PUC Curitiba. Uma boa oportunidade para intercambiar conhecimentos e experiências.

23 junho 2008

VIII Flor Pará


Nos dias 26 a 29 de junho de 2008 acontecerá em Belém a VIII Flor Pará, semana de fruticultura, floricultura e agroindústria.

Estrutura do evento
A FRUTAL AMAZÔNIA/VIII FLOR PARÁ englobará um conjunto de ações de divulgação, capacitação e negócios do setor, com a seguinte composição:
  • Feira de produtos e serviços para a fruticulltura;
  • Feira de produtos e serviços para floricultura – VIII FLOR PARÁ
  • Encontro de negócios organizado em conjunto com o SEBRAE/PA
  • Processo de qualificação técnica:

- Cursos;
- Palestras;
- Painéis;
- Seminários;
- Fóruns

Expectativas
32.000 visitantes
300 estandes

Local do evento
HANGAR

A FRUTAL AMAZÔNIA/VIII FLOR PARÁ, edição 2008 será realizada no moderno e confortável HANGAR - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, empreendimento que está consolidando o Pará no roteiro do turismo nacional e internacional voltado para o ramo de eventos e negócios. O Centro foi erguido na Av. Dr. Freitas, local do antigo Parque da Aeronáutica, numa área total de 65.000m². A alta tecnologia e a versatilidade de utilização qualificam o Centro como um dos mais modernos e bonitos do país.


Dentre as palestras e seminários destacamos dois temas no qual irão contar com o palestrante Jordi Castan.

26 de junho - 14h às 17h
Seminário Setorial
Tema: Mercado, tendências e perspectivas para cadeia produtiva de flores e plantas ornamentais.
Subtema: Mercaflor - um caso de sucesso de mercado

27 de junho - 14h às 15:30h
Palestra
Tema: Uso do paisagismo como instrumento de incremento de mercado para plantas e flores tropicais.

Para outras informações acesse: www.frutal.org.br

24 março 2008

Prêmio de reportagem sobre a biodiversidade da mata atlântica.


BRA-84: Bendita mata

Por: Simone Yukie Kikuchi

Revista: Paisagismo & Jardinagem

São Paulo / SP abril 2006


Mata Atlântica no jardim

Jordi Castan, paisagista de Joinville, SC, nasceu na Espanha e vive no Brasil há mais de 20 anos. Ele conta que sentiu um choque cultural muito grande ao se deparar com um litoral totalmente diferente com o que estava acostumado a ver nas paisagens mediterrâneas. "A imagem do verde da mata chegando até o mar, com toda sua exuberância, chamou-me muito a atenção",lembra. "A Mata Atlântica é riquíssima em biodiversidade e muitos pesquisadores, produtores e paisagistas estão ainda pesquisando novas plantas a serem introduzidas comercialmente."

Helicônias, filodendros, calatéas, marantas e palmeiras como as dos gêneros Euterpe e Arecastrum, além de árvores como as Caesalpinea e arbustos como as do gênero Tibouchina são plantas que marcam os trabalhos de Castan. "Para alcançar um belo efeito e ter plantas com bom desenvolvimento, o importante é que sejam usadas no contexto de seu hábitat natural", destaca. "A abrangência desse bioma no País é variada. Ao implantar projetos em diferentes regiões é imprescindível conhecer a vegetação original do local. Quanto mais conhecermos, melhor será o resultado. O uso de qualquer planta em paisagismo deve considerar sua adaptação e sua necessidade."

Sonia complementa: "Devemos sempre conhecer suas necessidades quanto à luminosidade, nutrição, quantidade de água (se hidrófita ou xerófita), resistência a ventos, resistência à maresia e outros fatores. Um ótimo resultado paisagístico só é possível em uma planta verdadeiramente adaptada ao local."

Segundo Castan, existe um grande desenvolvimento do paisagismo na faixa litoral do País. "Portanto, o potencial e as oportunidades que a vegetação de Mata Atlântica oferecem aos profissionais que executam projetos paisagísticos nas áreas que formam ou formavam parte da Mata Atlântica são extraordinárias. Elas também podem ser usadas em outros ambientes, onde estejam adaptadas."

Para eles, é indiscutível o papel de educador ambiental exercida pelo paisagista, possibilitando que as pessoas conheçam melhor a vegetação, aprendam a apreciá-la e conviver com elas. "Nossa missão é preponderante,buscando o equilíbrio inclusive com o uso de outras plantas que, não sendo nativas, são originárias de outros biomas similares, mas podem ser usadas com excelentes resultados", diz Castan.

Tsuji sugere amplas atividades de conscientização: "É preciso incentivar ações que contribuam para a conservação da biodiversidade, o fomento e divulgação dos conhecimentos tradicional e científico e a promoção do desenvolvimento sustentável na área da Mata Atlântica, evitando a prática extrativista e o problema com os recursos naturais esgotáveis", diz.

"Outro fator importante é a formação de corredores de biodiversidade ou ecológicos,que consistem em extensas áreas geográficas, onde atividades como a agropecuária e florestas produtivas, assim como cidades e infra-estrutura,convivem com o meio natural, gerando a possibilidade de conectar os indivíduos de diversos fragmentos florestais. Seria uma solução que geraria a otimização para evitar processos de extinção, bem como outros fatores conservacionistas já existentes."

Mais Mata Atlântica:
www.sosma.org.br
www.clickarvore.com.br
www.florestasdofuturo.org.br
www.rededasaguas.org.br


- Para conferir a matéria na íntegra, acesse:
http://www.premioreportagem.org.br

21 fevereiro 2008

As figueiras vão ficar!

As figueiras vão ficar
Prefeito desiste de cortar as 46 árvores às margens do rio Cachoeira



As 46 figueiras que estão às margens do rio Cachoeira, no trecho entre a ponte azul e a Casa da Cultura, não serão derrubadas pela Prefeitura. Não na gestão do prefeito Marco Tebaldi (PSDB). “As árvores vão continuar onde estão. Agora, sinceramente, espero que não haja nenhuma tragédia”, afirma Tebaldi. A decisão foi anunciada ontem, pouco mais de um mês depois de o prefeito declarar que cortaria as figueiras, o que provocou reações contrárias da comunidade.

Desafio: Técnicos vão procurar agora alternativas para amenizar os estragos provocados pelas raízes das árvores no asfalto.

Apesar da determinação de não cortar as árvores, a Prefeitura mantém a tese de que elas não são adequadas para o local, por serem muito grandes, terem raízes pesadas que pressionam o solo e causam erosão. Estudos informais produzidos por engenheiros do Instituto de Pesquisa e Planejamento para o Desenvolvimento Sustentável de Joinville (Ippuj) e da Secretaria de Infra-estrutura (Seinfra) respaldam a teoria de que é necessário tomar providências. “O perigo é real”, alerta o presidente do Ippuj, Geovah Amarante.

Orientado por técnicos e secretários, o prefeito desistiu da intenção de debater o futuro das figueiras entre instituições e sociedade, o que tinha sido anunciado logo depois de o assunto provocar repercussão na comunidade. Nos bastidores, a informação é de que Tebaldi resolveu atender aos apelos da comunidade e evitar que o caso fosse explorado politicamente, principalmente por este ano ser eleitoral.O desafio da Prefeitura, agora, é encontrar alternativas para garantir a segurança dos pedestres e amenizar os estragos que as raízes das árvores estão provocando no meio-fio e no asfalto, que apresenta rachaduras.As duas propostas apresentadas por especialistas ouvidos pelo AN Cidade em 11 de janeiro ­– os paisagistas Roberto Drefahl e Jordi Castan e o arquiteto Sérgio Gollnick – por enquanto são descartadas pelas equipes da Prefeitura.Uma delas, a construção de um deque de madeira às margens do Cachoeira, é inviável na opinião de profissionais do Ippuj. Além de não resolver o problema, há o risco de uma árvore cair sobre a armação, apontam os técnicos.A idéia de construir uma vala de concreto também não é vista com bons olhos, uma vez que seria necessário interromper ao menos uma das pistas da avenida Hermann August Lepper, o que prejudicaria o trânsito. “Essas soluções são paliativas, podem resolver o problema durante um ou dois anos, o que não é o ideal”, argumenta Tebaldi.Um laudo produzido pelo Centro de Engenheiros e Arquitetos de Joinville (Ceaj) e pela Associação Joinvilense de Engenheiros Civis (Aceji) será entregue à Prefeitura em alguns dias. A Seinfra, que é a responsável pela obras, deve aguardar os dados para discutir alternativas e calcular custos. “Alguma contenção tem de ser realizada naquele local”, diz o secretário Roberto Winter.

O caso
Há 46 figueiras em um trecho de 500 metros, entre a ponte azul e a Casa da Cultura, na avenida Hermann August Lepper. Ao longo dos 1.450 metros da avenida, entre a ponte azul e a Itaiópolis, há mais de 120 figueiras. Todas foram plantadas pela Prefeitura em 1996.

OS PROBLEMAS APONTADOS PELA PREFEITURA
*As figueiras são muito grandes, têm raízes pesadas, que pressionam o solo e causam erosão.
*As árvores estão estragando o asfalto com rachaduras.
*As raízes estão estourando canos e o sistema de drenagem.
*A tubulação de gás que passa no local pode ser atingida. Há ainda o risco de uma daquelas figueiras cair dentro do rio ou ainda sobre um carro ou um pedestre.
*O talude (terreno inclinado na margem do rio) é muito íngreme, o que não dá estabilidade para as figueiras.

ALTERNATIVAS APONTADAS
Os paisagistas Roberto Drefahl e Jordi Castan e o arquiteto Sérgio Gollnick apresentaram propostas para manter as figueiras no local
DEQUE DE MADEIRA: A sugestão é de construção de um deque de madeira sobre o rio para que as pessoas pudessem caminhar com segurança e na sombra.O que diz a PrefeituraAs árvores podem cair sobre o deque. Há ainda o custo da obra. Não é qualquer madeira que pode ser usada neste tipo de construção.
VALA DE CONCRETO: Foi proposta a construção de uma vala de concreto no asfalto, a 1,5 metro de distância das árvores e com um metro de profundidade, o que desviaria as raízes para baixo.
O que diz a Prefeitura: A proposta é inviável, porque seria necessário interromper uma das faixas da avenida Hermann August Lepper, o que interferiria no trânsito de veículos pelo centro da cidade, que hoje enfrenta congestionamentos.

QUEM ESTÁ ENVOLVIDO NA DISCUSSÃO
Secretaria de Infra-estrutura (Seinfra)
Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Joinville (Ippuj)
Companhia de Desenvolvimento e Urbanização de Joinville (Conurb)
Centro de Engenheiros e Arquitetos de Joinville (Ceaj)
Associação Joinvilense de Engenheiros Civis (Aceji)

(Matéria publicada no Jornal A Notícia - 14/02/2008)

16 novembro 2007

Jornadas de Floricultura em Salta - Argentina

De 14 a 16 de novembro de 2007, se realizaram, na cidade de Salta, na Argentina, as nonas jornadas de floricultura, o evento que reuniu mais de 220 participantes, de toda a Argentina e ainda do Brasil e do Chile, contou com duas palestras de Jordi Castan, na primeira foi apresentado um panorama da floricultura brasileira, destacando as ações do Ibraflor e o nivel de desenvolvimento do setor no pais. Na segunda o foco, foi o associativismo como ferramenta de desenvolvimento do setor, mostrando o exemplo de Joinville e do Mercaflor.
ainda, como parte da programação, forma feitas visitas a diversos produtores de flores e plantas da região Noroeste da Argentina.
O evento foi organizado pelo INTA, a Universidade de Salta, o Governo da província de Salta e o CFI, e foi um sucesso total em todos os aspectos.