Aos poucos começam a ser replantadas algumas arvores na Avda. Beira Rio, a iniciativa que é digna de elogio, vem também com algumas inconsistências, provavelmente na esteira da febre ambientaloide que toma conta de alguns gabinetes de Joinville.
Confundir arborização urbana com reflorestamento ou recuperação ambiental é um erro comun, motivado quase que a partes iguais pelo desconhecimento e pela ansia de recuperar decadas de descaso ambiental. Em geral se recomenda que na arborização urbana se utilizem para a escolha das arvores criterios que facilitem a manutenção. Em geral todas as arvores de uma rua são da mesma espécie, o que permite programar as podas e as manutenções na mesma época do ano. Tambem a racionalização da escolha permite que todas tenham um desenvolvimento semelhante o que ajuda a obter um resultado melhor.
Imaginar que numa faixa de pouco mais de um metro de largura seja possível recriar a biodiversidade da mata atlântica, não parece boa idéia, ainda mais quando a poucos metros viceja ainda a diversidade do maior pulmão que Joinville preserva, o Morro do Boa Vista.
Fazer as escolhas corretas ajuda e evitar problemas futuros e permitirá utilizar melhor os recursos públicos.
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15 julho 2010
26 agosto 2009
Os Ficus do Rio

A cidade do Rio de Janeiro pelas suas condições de litoralidade, nível freático alto e clima tropical é o paraíso das figueiras, é difícil encontrar uma rua, largo ou praça que não conte com alguns exemplares.
Ao contrario dos ataques furibundos que alguns ecologistas de araque realizam aqui no sul e mais concretamente em Joinville ( Santa Catarina) os Ficus, quando mantidos, são árvores de excelente resultado para arborização urbana, as suas folhas coriaceas resistem bem a poluição produzida pela fumaça dos carros e ónibus. A sua enorme capacidade de purificar o ar, faz deles verdadeiros pulmões verdes.
Alem dos Ficus benjamina, também os Ficus religiosa, os gigantescos Ficus elastica decora e os Ficus lirata, formam parte da paisagem verde da cidade do Rio de Janeiro. A cidade continua replantando os exemplares que eventualmente tenham se perdido por conta de obras ou outras intervenções urbanas. Um belo exemplo é a rua Visconde de Albuquerque, com a formidável cobertura que os Ficus religiosa proporcionam e que recebe a zelosa manutenção e reposição do serviço de Parques e Jardins do Rio.
24 agosto 2009
Arborização urbana
Quando delimitadas por meio fio adequado, dificilmente as raízes das árvores, mesmo as mais vigorosas como as Figueiras (Ficus) chegam a ocasionar algum problema. Na maioria dos casos a má qualidade das calçadas e a falta de manutenção são as causas principais dos problemas que as árvores ocasionam.A escolha adequada, deve ser complementada com uma manutenção regular e adequada. A maioria das cidades tem neglicenciado a manutenção de parques e jardins o que ocasiona uma perda significativa da qualidade de vida das pessoas e das cidades.
Em cidades como Joinville (Santa Catarina) as árvores não tem nenhuma manutenção e as plantas parasitas como a erva de passarinho, estão acabando com a arborização urbana. Sem podas de manutenção as árvores e plantas crescem sem controle e acabam ocasionando problemas em ruas e praças.
14 agosto 2009
As Figueiras de Beria Rio

Audiência Publica sobre as Figueiras
A maioria dos participantes na audiência publica convocada para debater o futuro das figueiras da beira rio, ficou decepcionada com o baixo nível técnico das apresentações feitas pelos técnicos e especialistas convocados pelo poder publico. Se por um lado as apresentações feitas pelo poder publico se centraram em justificar o corte das figueiras, faltou qualidade e sobrou parcialidade nas apresentações.
No caso da Fundema, faltou dizer que entre 60 e 70 % das arvores plantadas pelo poder publico me ruas, parques e praças tambem são exóticas e que o seu desenvolvimento em geral é melhor do que as arvores nativas utilizadas em arborização urbana.
Para ajudar a lembrar aos leitores e recordar aos técnicos da prefeitura, os gêneros exoticos que dominam as nossas ruas e praças são:
* Koelreuterias
* Roysotneas
* Archantophoenix
* Lagerstroemias
* Hibiscus
* Ligustrum
Intencionalmente não inclui na lista os Fícus, tão criticados pelos técnicos da prefeitura, porque os Fícus não formam parte de um gênero exótico no Brasil. Em termos de desenvolvimento as arvores nativas presentes nas nossas ruas e praças apresentam um desenvolvimento sofrível.
As perguntas da platéia que participou da audiência publica faltou responder que os Fícus estão listados entre as 10 melhores plantas para filtrar os mais de 100 poluentes que se encontram no ar das grandes cidades, o trabalho realizado pelo Plants for Clean Air Council e que contou com o apoio da NASA e da EPA (Agencia Americana para a Proteção do Meio Ambiente), identificou as plantas que mais contribuem a melhorar a qualidade do ar. Também no trabalho realizado pelo Bloemen Bureau Holland em parceria com outras 6 entidades européias os fícus aparecem entre as 10 melhores plantas para produzir oxigeno, fixar poluentes e melhorar a qualidade do ar. Dados estes que não foram citados pelos técnicos da Fundema, que alias não conseguiram citar nenhuma utilidade para as Figueiras da Beira rio.
A empresa Geoforma, convidada pela Fundema, iniciou a sua apresentação destacando que mesmo sem as figueiras o talude é instável e oferece risco, o apresentador a pesar de justificar a sua falta de conhecimento sobre arborização, dedicou uma boa parte do seu tempo para propor o corte dos Ficus, alegando motivos pessoais, por não gostar da planta. Faltou técnica e seriedade, principalmente entre aqueles que forma convocados para informar e o que fizeram foi tergiversar e omitir informações importantes.
23 dezembro 2008
Arborização Urbana
A prefeitura Municipal de Joinville, por médio da Fundema, Fundação Municipal do Meio Ambiente, publicou recentemente no jornal do Município a portaria 007 /08 que Estabelece as normas necessárias para implantação da arborização em vias e áreas verdes de domínio público no Município de Joinville.
O documento comete vários erros que devem ser evitados, por outros municípios que eventualmente tomem a iniciativa de utilizar este documento como referencia. Para auxiliar procedemos a algumas considerações técnicas:
Não é aconselhável a publicação de listas de plantas que funcionem como uma camisa de força restritiva, para a elaboração de projetos de paisagismo sejam públicos ou privados, o objetivo da portaria deveria ser a de estabelecer as normas e critérios técnicos e nada mais, se perde o autor da portaria ao entrar em detalhes, que permitem identificar a falta de conhecimento técnico e principalmente a falta de conhecimento da realidade local.
Não vamos cometer o erro de iniciar a discussão espécie por espécie, porem escolhemos alguns exemplos para evidenciar o risco de numa portaria determinar que as espécies podem ou não ser utilizadas.
Como exemplos mas gritantes:
Camelia, ( Camellia japonica)
Urucum, ( Bixa arborea)
Aroeira, ( Schinus terebentifolius)
Topete de Cardeal ( Calliandra tweedii)
Esponja de Ouro ( Stifftia chrysantha)
Manaca (Brunfelsia uniflora)
Todas elas espécies citadas exigem de poda regular e forte para evitar que se convertam em invasoras do espaço publico, por tanto em desacordo com os principio determinados na própria portaria, que recomenda a escolha de espécies de pouca manutenção. Fica ainda a duvida de porque a Calliandra tweedii e não a C. haemantocephala ou a C. brevipes ou a C. inaequilatera, por citar algumas.
Para facilitar a compreensão dos nossos leitores anexamos as imagens de algumas das plantas indicadas pela portaria da Fundema para que possam tirar as suas próprias conclusões.
Tampouco é recomendado que um documento publico como a citada portaria cometa erros, com referencia aos nomes das espécies citadas, com certeza compromete a imagem da equipe técnica que realizou o trabalho.
Em outro artigo da portaria, se relacionam as árvores recomendadas, de novo surpreende que depois de tantas criticas e tão fortes ao plantio de Figueiras, a própria Fundema recomende as espécies Ficus guarinitica e Ficus organensis, que pelo seu porte e pelo tamanho das suas folhas, não parece que se adaptem as recomendações da própria portaria, de novo fica a pergunta e porque não outras espécies de reconhecido uso ornamental. Igual recomendação para a escolha de Flamboyant ( Delonix regia) que pelo seu porte e principalmente pelas características de seu cerne e do seu sistema radicular, apresenta não poucos problemas para o seu uso em solos como os de Joinville.
Fica ainda a pergunta e as plantas que tenham ficado fora da lista de Schindler? Todas as demais Erythrinas, Tibouchinas, Tabebuias e Caesalpineas, devem ser vetadas das nossas ruas e praças, não poderão ser consideradas em nossos parques e jardins?
O documento comete vários erros que devem ser evitados, por outros municípios que eventualmente tomem a iniciativa de utilizar este documento como referencia. Para auxiliar procedemos a algumas considerações técnicas:
Não é aconselhável a publicação de listas de plantas que funcionem como uma camisa de força restritiva, para a elaboração de projetos de paisagismo sejam públicos ou privados, o objetivo da portaria deveria ser a de estabelecer as normas e critérios técnicos e nada mais, se perde o autor da portaria ao entrar em detalhes, que permitem identificar a falta de conhecimento técnico e principalmente a falta de conhecimento da realidade local.
Não vamos cometer o erro de iniciar a discussão espécie por espécie, porem escolhemos alguns exemplos para evidenciar o risco de numa portaria determinar que as espécies podem ou não ser utilizadas.
Como exemplos mas gritantes:
Camelia, ( Camellia japonica)
Urucum, ( Bixa arborea)
Aroeira, ( Schinus terebentifolius)
Topete de Cardeal ( Calliandra tweedii)
Esponja de Ouro ( Stifftia chrysantha)
Manaca (Brunfelsia uniflora)
Todas elas espécies citadas exigem de poda regular e forte para evitar que se convertam em invasoras do espaço publico, por tanto em desacordo com os principio determinados na própria portaria, que recomenda a escolha de espécies de pouca manutenção. Fica ainda a duvida de porque a Calliandra tweedii e não a C. haemantocephala ou a C. brevipes ou a C. inaequilatera, por citar algumas.
Para facilitar a compreensão dos nossos leitores anexamos as imagens de algumas das plantas indicadas pela portaria da Fundema para que possam tirar as suas próprias conclusões.
Tampouco é recomendado que um documento publico como a citada portaria cometa erros, com referencia aos nomes das espécies citadas, com certeza compromete a imagem da equipe técnica que realizou o trabalho.
Em outro artigo da portaria, se relacionam as árvores recomendadas, de novo surpreende que depois de tantas criticas e tão fortes ao plantio de Figueiras, a própria Fundema recomende as espécies Ficus guarinitica e Ficus organensis, que pelo seu porte e pelo tamanho das suas folhas, não parece que se adaptem as recomendações da própria portaria, de novo fica a pergunta e porque não outras espécies de reconhecido uso ornamental. Igual recomendação para a escolha de Flamboyant ( Delonix regia) que pelo seu porte e principalmente pelas características de seu cerne e do seu sistema radicular, apresenta não poucos problemas para o seu uso em solos como os de Joinville.
Fica ainda a pergunta e as plantas que tenham ficado fora da lista de Schindler? Todas as demais Erythrinas, Tibouchinas, Tabebuias e Caesalpineas, devem ser vetadas das nossas ruas e praças, não poderão ser consideradas em nossos parques e jardins?
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