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20 setembro 2021

Os benefícios da arborização no paisagismo




Além da sombra da sua copa, das cores das suas flores e frutos e de marcar o passo das estações as arvores cumprem muitas outras funções num projeto. Saber aproveitá-las e tirar partido delas faz toda a diferença num projeto.



1-PROTEGEM DOS VENTOS DOMINANTESÁrvores protegem dos ventos dominantes, quando plantados formando linhas ou conjuntos nos pontos certos, as arvores criam barreiras verdes que reduzem a velocidade do vento, reduzem seu efeito negativo e protegem as outras plantas do jardim do efeito do vento forte. Ao atuar como uma barreira permeável, as arvores tem um efeito redutor da velocidade do vento, melhoram o microclima do jardim e podem ser utilizados para proteger também construções e estruturas.

Árvores de folha perene cumprem sua função, durante todo o ano, e são a alternativa recomendada para locais com ventos fortes permanentes, principalmente em áreas de litoral. Em locais em que os ventos sejam mais suaves e esporádicos se pode optar pelo uso de arvores de folha caduca, lembrando que neste caso, o efeito de proteção será menor nas épocas de inverno ou de seca. A escolha de arvores de folha caduca é interessante em locais de clima mais frio porque permitem que no inverno o jardim mantenha uma insolação melhor.



2- REDUZEM RUÍDOS

Árvores reduzem a quantidade de ruído e por isso a formação de barreiras acústicas com arvores é uma alternativa quando em volta do jardim há polos geradores de ruído, como ruas movimentadas, avenidas ou atividades econômicas que pelas suas características são focos de poluição sonora. Neste caso é aconselhável escolher arvores ou arvoretas, lembrando que a proteção oferecida pelas arvores jovens pode se perder ao longo do tempo, na medida que as arvores cresçam e suas copas deixem de oferecer a proteção projetada. 


Árvores de folhas menores oferecem uma redução maior e as copas frondosas proporcionam uma eficiente barreira acústica que reduz a propagação das ondas sonoras e ameniza o ruído em alguns casos em até 30%, de acordo com estudos técnicos. É importante lembrar que a eficiência das barreiras vegetais para reduzir o ruído dependerá de muitas variáveis, desde a topografia do terreno, as espécies selecionadas, a distância das fontes geradoras de poluição sonora e o tipo e volumem de sonido.

Uma situação especifica que merece estudos mais aprofundados é a utilização da arborização urbana para reduzir ou minimizar a poluição sonora produzida pelo trânsito de veículos nas ruas e avenidas verticalizadas. A propagação das ondas sonoras em campo aberto ou em cidades densamente ocupadas e verticalizadas é diferente e segue padrões diferentes. Em áreas abertas as ondas sonoras se propagam num padrão mais horizontal, enquanto em ruas com edifícios verticalizados há além de uma propagação vertical um efeito sonoro aumentado pelo efeito da própria reverberação das ondas sonoras rebotando na superfície das fachadas dos prédios. 



 3- PROPORCIONAM PRIVACIDADE

Árvores protegem de vistas indesejadas, tanto de dentro para fora, como de fora para dentro do jardim. Usamos arvores para aumentar ou garantir a privacidade. Árvores proporcionam barreiras visuais que ocultam ou dissimulam as construções, janelas ou elementos construtivos do entorno que preferiríamos não ver o que tem um impacto negativo sobre o quotidiano. 

Árvores nos permitem não ver e não ser vistos. A mesma barreira que protege visualmente em uma direção, também garante a privacidade na outra. Árvores e arvoretas de folha perene são mais adequadas porque cumprem a sua função todo o ano e durante todas as estações. 

Quando projetemos barreiras visuais devemos levar em conta o desenvolvimento das espécies escolhidas para assegurar que o objetivo pretendido se mantenha ao longo do tempo. Com frequência espécies de porte maior, que cumprem bem seu objetivo nos primeiros anos, com o tempo crescem demais e perdem o efeito pretendido, ou precisam de manutenção constante para manter o porte e a densidade de galhos e folhas necessário para cumprir sua função. 



4- PROPORCIONAM MELHOR MICROCLIMA

Proporcionar um microclima melhor. Proteger do sol intenso e manter a temperatura mais amena durante o verão ou nas horas do dia de maior intensidade solar. Da mesma forma que uma arvore ou um conjunto de arvores protege dos ventos dominantes, reduz a intensidade do ruído, também protege do calor intenso, proporcionando uma sombra que reduz a temperatura em até 8 a 10 graus. 

Reduzindo a incidência da insolação nas fachadas das construções, ou em partes do jardim poderemos criar espaços com microclima específico, mais frescos no verão e até eventualmente mais quentes no inverno. Neste caso também, a escolha das espécies adequadas potencializará o efeito desejado. 

Árvores de folha caduca proporcionam sombra no verão intenso e permitem que os raios do sol mais suaves do inverno cheguem sem interferências e aumentem a temperatura das construções nos meses mais frios do ano. A sombra de uma arvore frondosa substitui com vantagem guarda-sois e proporciona um efeito equivalente ao de um pergolado. Cidades com ruas densamente arborizadas reduzem a sua temperatura média no nível da rua e reduzem a formação das chamadas ilhas de calor. 


12 maio 2010

Tecnicas de Transpante

Uma imagem com mais de um seculo, para lembrar o quanto a técnica de transplante de arvores grandes não é nada novo.

02 maio 2010

Não corte, Transplante


Desde o ano 1800 esta disponível a técnica de transplante de arvores e palmeiras.
Não seria preciso cortar ou derrubar o verde urbano exceto em casos extremos.

Aqui em Joinville - SC, os casos extremos são os de preservação, a pratica comum é o corte indiscriminado, começando pelos órgãos públicos que deveriam servir de modelo de preservação.t

29 outubro 2009

Transplante de arvores de grande porte

O transplante de árvores de grande porte é uma tecnologia que esta disponível no Brasil. Empresas especializadas realizam este tipo de trabalho. Algumas vezes ainda se opta por cortar as árvores, sem valorizar o patrimonio que representam.

Cortar árvores que já tem décadas de plantadas, que se encontram bem desenvolvidas e oferecem sombra e beleza é um contra senso. Aproveitar as árvores que já existem é uma solução mais inteligente.

Muitas cidades, principalmente as do interior, pela falta de conhecimento, ainda preferem derrubar as árvores de grande porte e plantar árvores novas, de menor desenvolvimento antes que investir em preservar o património vegetal e arbóreo.

06 agosto 2009

As arvores de Joinville SC


A polêmica que tem se desatado na cidade por conta da proposta de corte e retirada das figueiras da Beira-rio tem servido para que a sociedade se manifeste de uma forma clara sobre a arborização urbana, sobre as praças e parques que a cidade não tem e deveria ter e sobre o estado geral das nossas áreas verdes.

Dados divulgados pela Fundema indicam que Joinville tem 80 mil arvores em ruas e praças públicas. Mas me permito duvidar desta informação. Só é preciso percorrer algumas ruas centrais, como a Max Colin, para ver que aproximadamente a metade das árvores que um dia foram plantadas não existem mais. Morreram, foram arrancadas ou simplesmente sumiram, sem que tivessem sido repostas. No caso da rua 15 de Novembro, a calçada na frente da Conurb não pode ser considerada um modelo de cuidado e beleza.

Na rua Blumenau, ainda permanecem aproximadamente 60% das árvores, porém na rua João Colin praticamente nenhuma árvore sobreviveu aos anos de descaso e abandono, e os pedestres são obrigados a caminhar no sol, sem poder contar com a sombra protetora, que todos elogiam nas figueiras da Beira-rio. O curioso é que tanto a rua Blumenau quanto a João Colin, são duas ruas com a mesma largura, com sentido único, com estacionamento e com transito de ônibus. Uma manteve boa parte das arvores, a outra não.

Exemplo semelhante ocorre na rua Ottokar Doerffel, que já perdeu mais de 50% da arborização feita no final da década de 1980. Sem falar da avenida Marquês de Olinda, que ainda não recebeu nenhuma árvore em todo o trecho novo.

Isso só citando alguns eixos importantes e conhecidos. Se fôssemos percorrer os bairros, mesmo nas suas ruas principais e nos seus eixos, a arborização urbana, praticamente inexiste, está deteriorada e não tem nenhuma manutenção regular.

O que evidencia o descaso com que este tema tem sido abordado pela administração municipal e a importância que tem a movimentação da sociedade, que se manifesta a favor do verde e de uma cidade melhor.

Publicado no jornal A Noticia

24 agosto 2008

Um espaço para a tranquilidade


A menos de uma quadra de uma das ruas mais movimentadas de Joinville SC, um recanto de paz e tranquilidade, aproveitando a sombra de uma Spathodea. Com espaço para uma rede, uma mesa com algumas cadeiras e principalmente um espaço para curtir.
Os jardins devem ser espaços para ser vividos, oportunidades para desligar um pouco da nossa vida atribulada. Com a utilizaçào de plantas de sombra e criando um espaço livre em volta do tronco, uma area que estava perdida ganhou vida e passou a integrar a familia.
Espaços para serem vividos.