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07 fevereiro 2022

Central de Vendas Plaenge/ Vanguard


O projeto de paisagismo de um espaço urbano deve ir além do verde e promover o convívio das pessoas que utilizam o espaço projetado. Hoje há uma maior demanda por espaços abertos e com uma maior conexão com a natureza.


Por isso quando a Plaenge – Vanguard nos convidou para projetar a sua Central de Vendas em Joinville a proposta incluía uma praça. Uma gentileza urbana para melhorar a qualidade de vida de quem mora perto, para quem passa na frente todos os dias, para quem gosta de sentar-se num banco sob a sombra acolhedora de uma árvore.


O projeto da Central de Vendas propõe um espaço verde de uso publico emoldurando o edifício, uma proposta que mostra a forma diferente de ver e sentir a cidade que a Plaenge – Vanguard tem. Para nosso escritório é um desafio que encaramos com prazer, porque como nosso cliente, temos carinho por Joinville e queremos ver esta cidade se desenvolver.


Obras Central de Vendas da Plaenge, Novembro de 2021.



Obras Central de Vendas da Plaenge, Novembro de 2021.


Obras Central de Vendas da Plaenge, Novembro de 2021.


Central de Vendas Plaenge, Dezembro de 2021


Central de Vendas da Plaenge 




















04 fevereiro 2022

Residencial Guarujá - Hupi Construtora

Projeto de paisagismo desenvolvido para a Hupi Construtora, em Lages (SC).


Imagem disponibilizada pela Construtora 
























A arborização tem um destaque especial neste projeto. Permite que as árvores proporcionem sombra, privacidade, melhorem a qualidade do ar e criem ambientes mais humanos.

Os detalhes se encontram desde a escolha das espécies até a paginação dos pisos. Para o estacionamento, o piso especificado permite a infiltração das águas diretamente para o solo e reduz significativamente o volume de escoamento superficial.


Projeto de paisagismo


Imagem disponibilizada pela Hupi Construtora


























Imagem disponibilidade pela Hupi Construtora







12 janeiro 2022

Concurso Nacional para o Centro Histórico do Casarão Gallotti - Tijucas SC

Proposta para o entorno do Cine Theatro Manoel Cruz













Concurso nacional para proposta de desenho urbano e de paisagismo para o entorno do Casarão Gallotti. 

Lançado pela Secretaria de Cultura, Juventude e Turismo de Tijucas em 31 de agosto de 2021, com edital desenvolvido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil - Departamento de Santa Catarina. 


PROPOSTA DA EQUIPE

Em parceria com Of7 Projetos, desenvolvemos uma proposta que prioriza o pedestre com o nivelamento do passeio e da rua. A medida proporciona acessibilidade em todas as vias para pessoas com mobilidade reduzida e prioriza a mobilidade ativa e em eventos especiais a via poderá ser fechada para o trânsito de veículos. O calçadão prevê o uso compartilhado dos passeios por parte de ciclistas e pedestres, a proposta inclui a integração com o passeio linear projetado por Victor Hugo Orsi, com uma ciclofaixa ao longo de toda a via. 





Proposta para a rua Coronel Gallotti. 














































O corredor diferenciado para veículos mantém a segurança e reduz riscos. E o traçado prioriza o pedestre. Passeios largos intercalam-se ao longo da via e estimulam a apreciação das principais edificações. O traçado contribui também para a redução da velocidade dos veículos. Pensando em segurança, a proposta inclui elementos para proteger ciclistas e pedestres em pontos com maior potencial de risco. O trânsito na Rua Maria Gallotti passa a ser em sentido único, formando um binário com a Rua João Bayer. A alteração facilita o acesso desde a Avenida Valério Gomes, por onde passará o transporte público.

No paisagismo o partido adotado foi beleza, segurança e baixo custo de manutenção. A proposta prevê árvores nativas e de porte médio e grande, com pouca variação de espécies. Passeios e calçadões mantém um visual limpo, seguro e verde, enquanto promove a identidade do espaço e reduz os gastos com manutenção. A cobertura de árvores com folha perene, cria sombra durante todo o ano, aumentando a atratividade dos calçadões e deixa o ambiente mais fresco e bonito.

Toda a proposta valoriza a história da cidade e contribui para a sustentabilidade, com o reaproveitamento dos materiais existentes no local, como os paralelepípedos. Outro ponto forte é também a utilização de materiais de produção local, como porcelanatos, na elaboração de bancos e parte do mobiliário urbano.


Proposta para a rua Maria Gallotti.














O projeto mantém as cotas de topografia dos passeios e imóveis existentes. Também foram mantidos todos os acessos aos imóveis e valorizados os usos e atividades atuais. O uso de soluções, materiais e mobiliários simples de serem encontrados e executados, além de duradouros, permitem que a proposta seja executada por etapas e mesmo assim mantenha a integridade. A proposta pode ser implantada em fases.


Proposta para a rua João Bayer. 



Proposta para a rua Coronel Gallotti


Proposta para a rua Coronel Gallotti



Proposta de ocupação temporária na rua Maria Gallotti








17 setembro 2021

Central de Vendas da Plaenge-Vanguard em Joinville




















O projeto de paisagismo de um espaço urbano deve ir além do verde e promover o convívio das pessoas que utilizam o espaço projetado. Hoje há uma maior demanda por espaços abertos e com uma maior conexão com a natureza.


Por isso quando a Plaenge – Vanguard nos convidou para projetar a sua Central de Vendas em Joinville a proposta incluía uma praça. Uma gentileza urbana para melhorar a qualidade de vida de quem mora perto, para quem passa na frente todos os dias, para quem gosta de sentar-se num banco sob a sombra acolhedora de uma árvore.


O projeto da Central de Vendas propõe um espaço verde de uso publico emoldurando o edifício, uma proposta que mostra a forma diferente de ver e sentir a cidade que a Plaenge – Vanguard tem. Para nosso escritório é um desafio que encaramos com prazer, porque como nosso cliente, temos carinho por Joinville e queremos ver esta cidade se desenvolver.

21 setembro 2018

+ Árvores



O dia da arvore coincide com o inicio da primavera. Uma boa oportunidade para refletir da importância das arvores no ambiente urbano, de como contribuem a melhorar a qualidade de vida, de como o verde melhora nosso estado de espirito, nossa saúde e até nossos negócios.

Estudos comprovam que ambientes arborizados geram um sentimento de felicidade. Arvores melhoram a qualidade do ar retirando poluentes do ar das cidades e contribuindo a melhorar a saúde. Arvores ajudam a abafar o barulho, massas arbóreas funcionam como abafadores de som e proporcionam ambientes mais silenciosos e agradáveis. A temperatura em ruas arborizadas é mais amena no verão e em alguns casos a redução de calor pode chegar até 9°C menos de temperatura.

Outros estudos mostram que o comercio em ruas arborizadas vende mais e é mais movimentado que em ruas sem arvores. Mais arvores significam mais e melhores negócios. Cidades mais verdes estimulam as pessoas a caminhar mais e ruas arborizadas são mais atrativas para caminhar. Pessoas que moram em cidades mais verdes ficam mais tempo ao ar livre e praticam mais esportes.

O resultado de cidades, parques, praças e espaços mais arborizados é uma sociedade mais sadia, mais alegre e feliz e um incremento nos negócios. Se tudo isso está demostrado e não é nenhum segredo a pergunta que deveríamos nós fazer no dia da arvore é por que não plantamos mais arvores? Por que ainda vemos as arvores como geradores de sujeira e como um problema para nossas cidades? Vamos plantar mais arvores, proteger as que bravamente teimam em sobreviver no ambiente urbano e fazer nossa parte para construir uma sociedade mais feliz.

19 setembro 2018

Faltou calçada?

Quando se quer plantar uma arvore sempre se pode. Se o passeio é estreito demais, devemos lembrar que há espaço na rua.


09 agosto 2011

Árvores Artificiais são destaque em Plano de Reurbanização na Cingapura


"A área da Marina Bay de Cingapura está passando por um processo de reurbanização. Quem está na região já observa o esqueleto do complexo botânico Gardens by the Bay, que deverá ficar pronto em 2012. O projeto, assinado pelo escritório de arquitetura britânico Grant Associates, engloba 101 hectares e tem a pretensão de transformar a área no maior jardim botânico do país. Duas estufas serão construídas para abrigar mais de 200 mil plantas e flores, de oito mil espécies diferentes. Uma delas será voltada aos biomas secos do Mediterrâneo, enquanto a outra para os úmidos subtropicais.







As estrelas do projeto, no entanto, são 18 árvores artificiais e solares com até 50 metros de altura, que formarão um belíssimo jardim vertical. Elas serão a base para plantas tropicais como bromélias e orquídeas, e contarão com placas fotovoltaicas capazes de produzir energia para o local. Além disso, um sistema ventilará as estufas e armazenará água da chuva para abastecê-las. Para os visitantes, uma trilha de arvorismo permitirá passear pela copa das árvores e em uma delas um restaurante garantirá a vista panorâmica do complexo."

04 agosto 2011

A Rua mais Bonita do Mundo 2ª Parte

" O papel dos espaços verdes das cidades no sequestro do carbono era ainda muito desconhecido e subestimado. A promoção de árvores nos espaços verdes urbanos pode ser a medida chave para os objetivos de redução de emissões de carbono.
As árvores urbanas desempenham um papel muito mais relevante na fixação de carbono da atmosfera do que, mesmo cientificamente, tem sido considerado. O recente estudo para quantificar o carbono fixado pela vegetação urbana foi ainda um projeto pioneiro e revelou a verdadeira importância deste papel da vegetação nas cidades.
O trabalho realizado no Reino Unido, sugere que a vegetação urbana pode ser a chave para o cumprimento das metas ambiciosas de redução das emissões de CO2. Os resultados obtidos demonstram que
a vegetação urbana fixa cerca de 3,16 kg de carbono por m2. A grande maioria do carbono é fixo nas árvores e principalmente nas árvores de grande porte.








27 julho 2011

A Rua mais Bonita do Mundo 1ª Parte

Trata-se da Rua Gonçalo de Carvalho situada na cidade de Porto Alegre, que foi decretada como Patrimônio Histórico, Cultural, Ecológico e Ambiental de Porto Alegre, no dia 5 de Junho de 2006.

Conheçam a luta dos seus moradores para preservar este exemplo no blog Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho.











09 março 2011

Priorizando o verde urbano

Priorizar o verde

A luz do resultado das ultimas intervenções urbanas na rua XV, em que as arvores existentes foram removidas e nenhuma arvore nova foi reposta, parece que os nossos técnicos do planejamento não acham que seja possível que Joinville tenha de voltas arvores nas suas ruas. O resultado até agora é de uma derrota fragorosa do verde e a vitoria dos abestalhados da moto-serra. As imagens mostram que é absolutamente possível arborizar as ruas da cidade, com um pouco de criatividade e utilizando a técnica correta.


As soluções utilizadas pela prefeitura, não permitem que as arvores possam desenvolver um sistema radicular adequado para o seu desenvolvimento e provocam ainda a asfixia das raízes que sem espaço para se desenvolver estouram as calçadas. O tamanho das covas em Joinville é inadequado e as poucas arvores que sobrevivem a os projetos de requalificação do centro, tem os seu futuro comprometido.


Em Lima (Peru) a prefeitura estimula o plantio de arvores, compartilhando espaço com os carros, sem concorrer com a fiação elétrica e aumentando a permeabilidade do solo. A solução limenha é simples, permite que as arvores se desenvolvam bem e garante uma área verde suficiente.


O resultado futuro é arvores frondosas, calçadas sombreadas e frescas.

01 novembro 2010

Especificações Técnicas para Árvores em Vias Públicas


A necessidade de promover a arborização publica, tem levado a prefeituras e outros órgãos públicos a fazer licitações para adquirir arvores e plantas ornamentais para o plantio em ruas e praças. Em geral existe pouco conhecimento entre os responsáveis por elaborar estas licitações sobre quais as especificações. O resultado é na maioria das vezes que as plantas adquiridas, principalmente as arvores não atendem aos padrões de qualidade que seriam necessários e ainda a falta de critérios técnicos objetivos permitem que fornecedores, com a conivência de funcionários inescrupulosos, forneçam gato por lebre. O resultado é árvores fora do padrão, maiores perdas e um maior índice de vandalismo.


Para facilitar este trabalho sugerimos neste texto alguns critérios técnicos que podem ajudar a elaboração de licitações corretas, com parâmetros técnicos adequados e facilmente verificáveis. A sugestão ainda é que as licitações incluam entre os seus documentos os desenhos, documentos e especificações necessárias para que seja fácil verificar se a qualidade das plantas fornecidas é a mesma solicitada.


Para facilitar a compreensão consideraremos árvores as plantas de grande porte e as arvoretas aquelas recomendadas para plantio em baixo de fiação elétrica, por tanto de menor desenvolvimento e porte mais baixo.



ESPECIFICAÇÕES DE TAMANHO PARA ÁRVORES E ARVORETAS






Devem ser preparados locais adequados para o armazenamento de mudas que não forem plantadas no dia da sua chegada. Para tanto procede-se da seguinte maneira: abre-se o envoltório das mudas com cuidado e coloca-se as mesmas regadas previamente no fosso. Este fosso é feito da seguinte maneira: faz-se um talude artificial a 45o e vai-se encostando as mudas, para depois cobri-las com terra fina fixada com os pés. A plantação e, por sua vez, a compra das plantas deve realizar-se dentro desta seqüência: árvores, arvoretas.

Exigir que todas as mudas compradas saiam do viveiro devidamente etiquetadas com o nome científico e a cor correspondente.

  • Árvores

1. Tronco
O tronco deverá ser reto, sem emendas ou fortes curvaturas. Na eventual existência de cicatrizes de poda, elas deverão estar bem saradas.

2. Copa
A pernada primária deverá possuir a forma de forquilha terminando em copa equilibrada e simétrica com um mínimo de 3 pernadas equivalentes, assentadas à curta distância entre si.

3. Raízes

Deverão ser sadias, abundantes, sem enovelamento pronunciado. Deverão ser recusados os exemplares que apresentarem evidente infestação por nematóides.

4. Torrão
Deverá ser compacto, totalmente trespassado pelo raizame, isento de bulbos de tiririca, trevo e alho do mato.

5. DAP (Diâmetro a Altura do Peito)
A medida de diâmetro do tronco no solo, pode ser substituída pelo DAP, neste caso a medida mínima aceita deverá ser de 25 mm. Cuidado para não confundir diâmetro por circunferência.

6. Altura
Não é recomendável utilizar os critérios de altura total, é preferível optar sempre por especificar as medidas do tronco desde o solo até a copa ou copada, ou rama mais baixa. A medida mínima deve ser de 2,00 m para arvores de rua, porem a altura recomendada deve ser de 2,50 m.

  • Arvoretas

1. Tronco
Fuste único e reto, sem tocos nem curvaturas pronunciadas. Na eventual existência de cicatrizes de poda elas deverão estar bem saradas. Em casos em que for desejável arvoretas com fuste múltiplo, serão indicadas no projeto.

2. Copa
Deverá haver ao menos 3 pernadas iniciais, assentadas a certos intervalos, encimadas por copa equilibrada, simétrica e ramificação secundária bem desenvolvida.

3. Raízes
Deverão ser sadias, abundantes, sem enovelamento pronunciado. Deverão ser recusados os exemplares que apresentarem evidente infestação por nematóides.

4. Torrão
Deverá ser compacto, totalmente trespassado pelo raizame, isento de bulbos de tiririca, trevo e alho do mato.

5. Altura
Não é recomendável utilizar os critérios de altura total, é preferível optar sempre por especificar as medidas do tronco desde o solo até a copa ou copada. A medida mínima recomendada é de 1,50 m para arvores para rua.


Clique na imagem para ampliar

19 julho 2010

A quantas anda o nosso verde urbano?

Torto no país dos cegos


Estou começando a me sentir como um torto, vesgo e míope num país de cegos e confesso que não é uma sensação agradável. Por dever de oficio, o meu dia a dia me leva a lidar com o verde, projetando e propondo alternativas que contribuam a melhorar a vida das pessoas, a fazer o seu dia a dia melhor.


Nas cidades, como Joinville, um grupo de profissionais tem a mesma tarefa e uma responsabilidade de fazer desta uma cidade melhor, com mais qualidade de vida, preservando e aumentando a biodiversidade e proporcionando mais verde urbano, na forma de arvores nas ruas, praças, parques e espaços de lazer. O sucesso do trabalho destes profissionais esta a vista de todos. Ainda que pelos comentários, pelas cartas nos jornais e pelas solicitações dos delegados do Orçamento Participativo, a população não anda la muito satisfeita com o resultado.


Quando vi implantar canteiros sobre os asfalto da rua XV, no seu entroncamento com a rua Campos Sales, colocando só umas carradas de barro em volta do meio fio, achei que o resultado não poderia ser grande coisa e ao passar quando vejo o desenvolvimento raquítico de uma grama amarelada, fico triste. Quando plantaram as palmeiras imperiais do Bulevar Cachoeira em tubos de concreto de pequeno tamanho, tive a certeza que as plantas não teriam a menor oportunidade de se desenvolver. Dito e feito. Nem folhas novas não lançaram e as palmeiras sobrevivem no seu tubo de concreto, por ironia na frente dos escritórios da mesma prefeitura que projetou o luxurioso jardim. Quando se propôs implantar em Joinville a dita calçada ecológica, com mirradas faixas de grama, de difícil e custosa manutenção, pela necessidade de cortes constantes, pensei que tampouco era uma boa idéia. Quando os canteiros das poucas praças que temos, são preenchidos com flores de época, que em geral são plantadas na época errada e que duram pouco mais de dois meses, achei que o desperdício de dinheiro publico era excessivo. Mas com o meu silencio cúmplice consenti e tacitamente concordei, me omitindo.


Agora ao ver o absurdo que esta sendo implantado no pórtico de Joinville, a ma qualidade do trabalho, o tamanho dos canteiros, o plantio da grama nova, sem a retirada do mato existente e sem o preparo adequado do solo. Achei que chegou a hora de dizer chega. Vamos começar a fazer as coisas bem feitas!