Mostrando postagens com marcador redução de custos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador redução de custos. Mostrar todas as postagens

10 maio 2019

Como reduzir os custos de manutenção no jardim (6) - Uso de materia orgánica como cobertura morta


Outono é tempo de folhas secas no jardim.

A cada nova estação o jardim muda, cada mudança é uma oportunidade de melhora e cada estação tem seu encanto. Outono é tempo de folhas secas, de ocres, marrões, tons avermelhados, amarelados e cores quentes.

Enquanto há quem reclama da queda das folhas e do trabalho adicional que representa ter que recolhê-las, há quem lembra que as folhas secas são um adubo natural, abundante e gratuito. Que utilizar folhas secas como cobertura morta sobre os canteiros tem muitas vantagens.

Protege o solo das mudanças bruscas de temperatura e mantem a temperatura do solo mais estável, menos frio no inverno e protege do calor excessivo no verão.

Amortece o impacto da chuva sobre a terra, evitando assim a compactação excessiva do solo.

Facilita a infiltração de água de chuva ou da irrigação de forma mais lenta o que permite que penetre melhor, sem provocar erosão.

Matéria orgânica utilizada como cobertura morta se transforma em adubo orgânico e melhora a estrutura do solo, além de fornecer nutrientes necessários para o desenvolvimento das plantas.

Ajuda a reduzir o crescimento do mato e facilita a retirada do inço.

Evita a erosão provocada pelas chuvas intensas.

Estimula o desenvolvimento da vida microbiana do solo e aumenta a fertilidade pela presença de minhocas e outros insetos benéficos, que mantem o solo vivo e sadio.

Além das folhas, restos de material orgânico do jardim, que não contenham sementes de mato, podem ser usados como cobertura morta e contribuirão a redução do volume de lixo gerado.

A cobertura morta não tem custo, decompõe mais rapidamente que os chips e as aparas de madeira e tem um melhor resultado para o solo e as plantas.

Economiza em adubos e fertilizantes.

Grama cortada, folhas e galhos de pequeno porte, resultantes das podas de outono e inverno são outros materiais recomendados para usar como cobertura morta ou “mulching”.

19 fevereiro 2019

Como reduzir os custos de manutenção no jardim - Adubação (5)

Como reduzir os custos no jardim – Adubação (5)

Do mesmo jeito que precisamos nos alimentar todos os dias as plantas precisam ser nutridas regularmente. Uma boa adubação é o melhor caminho para um jardim bonito, florido e sadio.

Adubação

Há muitas alternativas para manter um jardim bem adubado, mas o melhor conselho é manter a frequência da adubação. De nada serve fazer uma adubação forte uma única vez ao ano, é melhor adubar periodicamente, no mínimo seria recomendável adubar a cada estação, assim o jardim receberá adubo quatro vezes ao ano, coincidindo com a primavera, o verão, o outono e o inverno. O ideal seria que a adubação fosse ainda mais frequente, quando possível a cada mês.

Muitas pessoas, inclusive profissionais, acham que adubar todos os meses é um exagero. O que precisamos entender é que se a opção for por adubar mensalmente, não quer dizer que utilizaremos uma maior quantidade de fertilizante, quer dizer que distribuiremos a quantidade certa de adubo em 12 doses ou em 12 aplicações. Adubar mais vezes não quer dizer gastar mais em adubo, quer dizer que estaremos garantindo uma adubação melhor, reduziremos as perdas por lixiviação, o desperdício e o risco de sobre adubação, tão comum quando se fazem menos adubações, porem utilizando uma quantidade de adubo maior em cada aplicação. Exagerando o ideal seria, como alguns produtores fazem, adubar todos os 365 dias do ano, porem em pequenas dosagens. Assim cada planta recebe diariamente a quantidade exata de adubo que precisa.

Há uma grande variedade de adubos que podem ser utilizados no jardim, a primeira decisão é escolher entre adubos orgânicos ou adubos químicos. Cada um tem suas vantagens e a escolha não deve ser vista só desde a perspectiva de custo. As vezes o barato sai caro.

Adubos químicos tem maior pureza, fornecem maior quantidade de nutrientes por quilo ou volume de adubo, mas na maioria dos casos não fornecem os microelementos indispensáveis a saúde das plantas e pela sua maior pureza em alguns casos são absorvidos rapidamente, quando pode ser melhor utilizar adubos de lenta liberação. No caso dos adubos orgânicos há uma boa lista disponíveis no mercado que melhoram a fertilidade do solo. Como os estercos, o húmus de minhoca, o compost e os substratos de origem vegetal como as turfas, os restos de folhas decompostas, os fertilizantes resultado da compostagem de produtos agroflorestais como as cascas de pinus ou arroz, a fibra de coco. Também devem ser utilizados fertilizantes como o Calcário de Conchas que possui teor mínimo de 96% de CaCO3, o que resultará em 54% de CaO. Trata-se então de um Calcário Calcítico de alta solubilidade e concentração, o que o torna muito importante como corretivo de acidez e como regulador da relação Ca : Mg.

A quantidade de adubo dependerá de cada planta, do seu porte, da sua idade, da época do ano, do estado vegetativo e do clima da região. Plantas maiores, como arvores e palmeiras podem ser adubadas com 300 a 500 g por planta e ano. Arbustos de porte grande com 200 a 350 g por planta e ano e para plantas perenes 100 a 300 g por metro quadrado e ano fornecem uma boa quantidade de nutrientes. Plantas mais vigorosas e de desenvolvimento mais rápido precisaram de dosagens maiores e a formulação adequada dependerá do tipo de plantas, as plantas de flor precisam menos N (nitrogênio) e de mais P (fosforo) e K (potássio). As plantas em fase de crescimento ou de folhagem intenso, responderão melhor a adubações com mais Nitrogênio. 

Formulações comuns no mercado são a 4-14-08 para floração e frutificação, outra facilmente encontrada é 07-11-09 que uma boa formulação para desenvolvimento geral, contem 7% de Nitrogênio (N), 11% de Fósforo (P2O5), 9% de Potássio (K20) e outros elementos indispensáveis como: Boro, Zinco, Cálcio, Magnésio, Enxofre, Ferro, tanto para crescimento, como para floração. Para manter as plantas verdes e obter um bom desenvolvimento a melhor alternativa é um fertilizante granulado e concentrado, de ação verdejante notável, 45% de Nitrogênio. É especialmente indicado para aplicações em solução. Como é rápido e totalmente solúvel, pode ser aplicado diretamente na água da rega. Quando diluído, em doses convenientes também pode ser aplicado em pulverização foliar, e não deixa resíduo nem entope os bicos dos pulverizadores. Como a UREIA contém nitrogênio sob forma orgânica, abastece as plantas de nitrogênio durante muito tempo.


O conselho é adubar com pouca quantidade de fertilizante, mas faze-lo com frequência. Escolher a mistura adequada de adubos orgânicos e químicos que forneçam a melhor proporção de macro e micronutrientes e lembrar que plantas bem adubadas são plantas sadias e menos sujeitas a doenças e ataques de pragas. 

15 janeiro 2019

Como reduzir os custos de manutenção do jardim - Flores e cores (4)


Flores e cores.

“Flores de época ou de estação são caras e devem ser evitadas para reduzir custos.” Cuidado isso não sempre é verdadeiro. Um jardim deve ter cor e flores são uma das melhores formas de ter um jardim colorido. Não são a única alternativa, porque podemos utilizar também plantas com folhagem colorida para dar cor ao jardim. Quando escolhemos utilizar flores, podemos faze-lo com flores de época ou com plantas perenes de flor, cada uma das alternativas tem seus pontos fortes e pontos fracos.



Cor no jardim

Manter um jardim florido é o sonho de todos nos. Ainda que possamos ter um jardim colorido sem flores, a opção de utilizar flores é a que nos proporciona um resultado que nos permite maiores alternativas ao longo do ano e um leque mais amplo de cores, tons e sobre tons. Jardins monocromáticos, de uma única cor, são alternativas interessantes e podem ser utilizadas, mas a escolha natural é a de manter o jardim colorido ao longo de todo o ano, alternando as diferentes floradas ao longo de cada estação.

Um jardim com folhagem de cores diversas terá um custo menor de manutenção, porque não requer trocas e plantas de folhagem coloridas na sua maioria são perenes. A seu favor o menor custo de manutenção, contra o fato que o jardim se mantenha sempre igual, sem as mudanças sazonais e sem alternância de cores ao longo do ano.

Um jardim florido exige um maior conhecimento das plantas, das estações e das cores. É preciso considerar quais as flores que estarão em flor ao mesmo tempo, escolher as ideais para cada espaço e época. Utilizando um disco de cores para desenvolver um projeto que aproveite os contrastes, faça analogias, explore mais as cores primarias que as secundarias, trabalhe e destaque os tons e sobre tons. Para isso podemos utilizar tanto plantas perenes, como plantas de época ou anuais. Lembrando ainda que uma escolha não anula a outra. Assim num mesmo jardim poderemos utilizar uma ou outra alternativa ou ambas ao mesmo tempo, sempre que consideremos ou tenhamos em conta alguns critérios.

Para grandes áreas, as plantas perenes têm um custo menor de manutenção, são mais rústicas, menos exigentes e menos suscetíveis a pragas e doenças. Porem florescem menos vezes ao ano e dificilmente terão uma florada que dure mais de 4 meses, podendo em casos excepcionais manter algumas flores por até 6 meses, mas sem tanta intensidade. Entre as plantas perenes de flor, mais utilizadas, encontramos Lantanas, Hemerocallis, Agapanthus, Ixoras, Alamandas, Plumbago, Begonias entre muitas outras.

Plantas de flor de época devem ser utilizadas nos locais mais nobres do jardim, aqueles mais próximos da passagem de pessoas. A intensidade da floração e a gama de cores proporcionam um atrativo adicional ao jardim. Ideais para destacar entradas, para ser utilizadas em canteiros menores e em vasos e floreiras. Sua florada pode durar de 4 a 6 meses e em alguns casos excepcionais como nos Sunpatiens chegam a florescer durante 12 meses, precisando ser repostos uma única vez ao ano. Entre as flores de época mais utilizadas para paisagismo estão Tagetes, Petunias, Begonias, Mini Dahlias, Salvias e Impatiens.

Na lista das plantas de folhas coloridas para utilizar em paisagismo as mais utilizadas são os Penisetum, Ophiopogon, Syngonium, Pilea, Clorphytum, entre muitas outras.


Para aumentar a duração da floração é importante retirar sempre as flores e folhas murchas, adubar regularmente e manter um regime adequado de regas. 

17 dezembro 2018

Como reduzir os custos de manutenção do jardim - Podas (3)

Como reduzir os custos de manutenção do jardim (3)

Podar ou não podar? esta é a questão. Se acompanhamos atentamente o trabalho do jardineiro veremos que cada vez mais, mais tempo é dedicado a poda dos arbustos. A moda da topiaria tem feito que os jardins tenham cada dia mais plantas topiadas e esta é uma atividade que toma tempo e tem um custo elevado. Mas é preciso podar? É mesmo necessário podar do jeito e com a frequência que o estamos fazendo, ou tudo isso não é mais que um desperdício de tempo e principalmente de mão de obra e por tanto de dinheiro? Uma manutenção mais econômica e mais natural deve reduzir as podas ao mínimo necessário.




Podas

Nada contra os buxinhos (Buxus sempervirens) nem contra as murtas (Murraya paniculata) ou contra as mini pitangas (Eugenia matosii) mas nenhuma destas plantas e tantas outras, não precisariam ser topiadas. A topiaria alias teve seu início no império romano e era trabalho feito por escravos, depois teve seu auge nos jardins franceses de Versailles, onde os arbustos que formavam os canteiros e as cercas vivas eram cuidadosamente podados por um exercito de jardineiros que com milimétrica precisão não permitiam que uma única folha estivesse fora do alinhamento perfeito.




A nossa realidade hoje não pode conviver com este tipo de jardins, sua manutenção é custosa e exige a presença constante de jardineiros que preservem a forma e o tamanho de cada um dos arbustos. Para um jardim sustentável devemos considerar um projeto mais natural, com formas menos rígidas e que não precise de podas constantes.
A pergunta seguinte é logica: “Então não é preciso podar?” Sim. Precisamos podar regularmente. Para manter um jardim em boas condições de sanidade e para manter a escala ou até para ter uma melhor floração e desenvolvimento as plantas devem ser podadas. Para isso devemos entender que há diversos tipos de podas e que cada uma delas tem a sua função e importância. As podas mais importantes são:

- Manutenção

- Formação

- Floração

A poda de manutenção tem como objetivo que a planta mantenha o tamanho previsto no projeto, na sua etapa adulta. Além de manter o tamanho e o porte a poda de manutenção busca manter a forma natural de cada planta, corrigindo deformações resultado da sua localização, da insolação ou de manutenções incorretas, inclusive por acidentes naturais. A poda de manutenção não tem uma frequência preestabelecida, mas podemos considerar que seja necessária no máximo uma única vez ao ano.

No seu estagio juvenil a maioria de plantas precisam de podas de formação para ajudar a que se desenvolvam bem, se mantenham mais sadias e possam alcançar o estado adulto em perfeitas condições. Esta poda implica a retirada do excesso de galhos, a priorização dos galhos principais e a supressão de galhos magros, doentes ou em duplicidade. Deve ser feita na fase de formação da planta, período que dependerá da vida útil de cada planta. No máximo uma ou duas vezes ao ano. Algumas vezes esta poda se faz necessária para corrigir, no momento imediatamente posterior ao plantio, os defeitos que possam ser resultado de um mal cultivo inicial ou de deformações naturais.

Cada planta tem características próprias e a maioria delas precisa, para ter uma maior floração, ser podada na época adequada e da forma certa. Há uma relação direta entre poda e floração, plantas que não sejam podadas corretamente florescem menos, se desenvolvem pior e acabam muitas vezes morrendo ou perdendo vigor até o ponto que seja necessário substitui-las por outras novas ou mais sadias. Para poder realizar estas podas da forma adequada é preciso conhecer cada planta, saber a época de floração, saber quando e como podar e lamentavelmente a maioria dos jardineiros não profissionais não tem este conhecimento. Por isso é comum ver plantas não florescer por falta de poda na época certa, o até morrer por podas incorretas. 




Bons exemplos de plantas que precisam de podas para florescer melhor são as roseiras (Rosa sp), as espirradeiras (Nerium oleander) Hortensias (Hidrangea macrophylla) ou os resedás (Lagerstroemia indica), Hemerocallis, Russelias, Plumbagos e Alamandas são outras que precisam ser podadas uma vez ao ano para manter o vigor e intensidade das suas florações.

Nem a poda de manutenção, nem a de formação, nem a de floração devem ser confundidas com a poda estética ou topiaria que tem como único objetivo manter uma planta com um tamanho e uma forma que não lhe são naturais, mas que tem um objetivo estético e não vegetativo ou funcional. Assim que seria melhor esquecer um pouco a topiaria como uma alternativa e permitir que as plantas adquiram seu porte, forma e características naturais.


31 outubro 2018

Como reduzir os custos de manutenção do jardim - Gramados e forrações (2)

O maior problema com a manutenção do jardim são os custos crescentes, para minimizar o impacto destes custos alguns pontos podem ser considerados já na concepção do projeto do jardim.



Gramados e forrações

Normalmente a maior parte da área do jardim é composta por gramados e forrações, por isso é importante reduzir os custos de manutenção. Áreas maiores de gramado continuo são sempre mais econômicas para manter, que a mesma quantidade de metros quadrados divididos em pequenos canteiros. Devem ser evitadas áreas gramadas de menos de 100 m2. Áreas grandes permitem corte com maior facilidade, podem ser utilizados equipamentos maiores e mais eficientes. Prefira aqueles que tenham tração própria ou ainda em grandes espaços devem ser priorizados pequenos tratores ou roçadeiras autoportantes que permitam ser conduzidas pelo operador, porque tem maior velocidade e tem melhor rendimento. 
O corte de grama ou de forrações com equipamentos manuais ou costais deve ser evitado ou no pior dos casos restrito as áreas menores ou em que a inclinação, o acesso ou as características topográficas não permitam o uso de outro tipo de maquinas e equipamentos. Roçadeiras que utilizam fio de nylon para corte tem baixa produtividade e proporcionam um corte de péssima qualidade, mas tem como vantagem principal o seu baixo custo de aquisição e a sua resistência e o baixo custo de operação, sempre que possível escolha maquinas com corte que permita afiação, assim o corte será mais limpo, a planta sentirá menos e a recuperação será melhor e mais rápida.

O custo de manutenção das áreas gramadas tem uma relação direta entre a superfície, o tipo de planta escolhida e a frequência de corte. Ponto importante a considerar é o número de vezes que um gramado ou um canteiro de forração precisará ser cortado ao longo do ano. Em geral um gramado com grama esmeralda ou similar deverá ser cortado em média 12 vezes ao ano. A cada 21 dias no verão, uma vez por mês na primavera e no outono e a cada 45 dias em inverno, em locais com invernos mais rigorosos. em regiões mais quentes será preciso uma frequência maior. Maior frequência quer dizer mais custos, custos de energia, de combustível e principalmente de mão de obra. Dependendo do formato, do tamanho e do tipo de jardim o trabalho será ainda maior e será preciso fazer recortes e manutenções mais frequentes.



A utilização de forrações é uma alternativa interessante, porque permite ter custos menores e principalmente agregam cor, textura e criam um diferencial que pode ser bem explorado no projeto. A diferencia entre gramados e forrações basicamente tem a ver com o uso que se dará ao espaço, se houver um pisoteio intenso será preciso usar grama, mas para a maioria das situações as forrações são a melhor alternativa. É bom prestar atenção porque há plantas que são chamadas por jardineiros e aficionados de “gramas” mas que na realidade são forrações, este é o caso de grama preta (Ophiopogon japonicus) ou da grama amendoim (Arachis próstata) a pesar de ser denominadas “gramas” são forrações que não aguentam o pisoteio intenso. A maior vantagem das forrações é seu baixo custo de manutenção, a maioria precisa de um ou dois cortes por ano e algumas nem precisam de outro cuidado que adubações periódicas e o controle eventual do mato.

29 outubro 2018

Como reduzir e manter baixos os custos de manutenção de um jardim? Mão de obra (1)

Os custos de manutenção são como o cabelo e as unhas, nunca deixam de aumentar e para não reduzir a qualidade de um jardim, cortando onde não se deve reduzir é necessário saber o que devemos fazer para manter os custos dos serviços de jardinagem baixos e estáveis.
O projeto feito pelo paisagista terá um forte impacto no custo posterior de manutenção por isso é importante compreender que um jardim inicialmente barato, pode converter-se num pesadelo no futuro. O velho dito de que o barato sai caro é especialmente verdadeiro quando se trata de um jardim.

É comum que as incorporadoras e construtoras, quando se trata de prédios e conjuntos residenciais, se concentrem em reduzir os custos de implantação do jardim, sem considerar os custos posteriores de manutenção e reposição. Por isso é importante que haja uma preocupação de todos em não só projetar um jardim bonito, mas em que este jardim possa ser mantido com custos baixos que não acabem comprometendo seu desenvolvimento futuro e sua sustentabilidade.

Quais são os custos a considerar?

Mão de obra

O custo que mais peso tem na manutenção de qualquer projeto paisagístico é o da mão de obra. Salários e obrigações trabalhistas aumentam constantemente e devem ser repassados ao cliente. Por isso é importante dispor de todos os equipamentos e ferramentas que permitam um serviço mais eficiente. Neste ponto o projeto joga um papel determinante, áreas de grama pequenas que exijam cortes frequentes são caras de manter, muitos canteiros de flor que precisem ser repostas com frequência também tem custo alto e com o tempo tendem a ser trocados por plantas perenes o que acabam modificando o projeto original. Arbustos mantidos em forma de bola ou canteiros que exijam podas constantes também devem ser evitados porque exigem muito tempo e trabalho da equipe de jardinagem.

Quantos jardineiros são necessários? Como medir a produtividade? Como melhorar a produtividade da equipe sem perder a qualidade do jardim ou deturpar completamente o projeto original são os maiores desafios. Como base de referência, devemos considerar que precisaremos de um jardineiro profissional, para cada 1,25 Has de jardim, ou para cada 12.500 m2.

Neste ponto é importante entender que pode não ser bom negocio contratar “roçadores de grama” sem qualificação em lugar de jardineiros, porque o custo de refazer completamente o jardim depois de um tempo será muito maior que a economia que foi feita. Um mal profissional pode destruir completamente um jardim, comprometendo-o para sempre. Por isso a premissa que o barato sai caro neste caso volta a ser verdadeira.

Há no mercado cursos para qualificação de jardineiros, que não devem ser confundidos com os cursos de paisagismo, um jardineiro deve saber quando e como podar, com que frequência adubar e qual o tipo e a quantidade de adubo necessária, quais são as flores adequadas para cada estação e local e como utilizar corretamente cada ferramenta e equipamento de forma segura. Sem esquecer que deve estar equipado adequadamente para fazer o seu trabalho corretamente.


Continuará...