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24 janeiro 2021

Jardim numa cobertura em Joinville SC

Projetar um jardim numa cobertura representa considerar muitos aspectos e principalmente prestar atenção aos detalhes. Além do próprio projeto das floreiras, das especificações da vegetação é preciso considerar os aspectos técnicos, como a irrigação, drenagem e a necessidade de garantir a perfeita impermeabilização da cobertura.



Floreiras e vasos representam volumes limitados de substrato e a escolha de plantas que se adaptem e desenvolvam nestas condições. Também deve ser considerada a manutenção adequada, com a utilização de fertilizantes de lenta liberação e a inclusão de corretores de solo no substrato para manter a estrutura física do substrato por muito mais tempo.



Este projeto de um jardim numa cobertura em Joinville SC é uma boa amostra como é possível alcançar bons resultados escolhendo as opções certas.

19 fevereiro 2019

Como reduzir os custos de manutenção no jardim - Adubação (5)

Como reduzir os custos no jardim – Adubação (5)

Do mesmo jeito que precisamos nos alimentar todos os dias as plantas precisam ser nutridas regularmente. Uma boa adubação é o melhor caminho para um jardim bonito, florido e sadio.

Adubação

Há muitas alternativas para manter um jardim bem adubado, mas o melhor conselho é manter a frequência da adubação. De nada serve fazer uma adubação forte uma única vez ao ano, é melhor adubar periodicamente, no mínimo seria recomendável adubar a cada estação, assim o jardim receberá adubo quatro vezes ao ano, coincidindo com a primavera, o verão, o outono e o inverno. O ideal seria que a adubação fosse ainda mais frequente, quando possível a cada mês.

Muitas pessoas, inclusive profissionais, acham que adubar todos os meses é um exagero. O que precisamos entender é que se a opção for por adubar mensalmente, não quer dizer que utilizaremos uma maior quantidade de fertilizante, quer dizer que distribuiremos a quantidade certa de adubo em 12 doses ou em 12 aplicações. Adubar mais vezes não quer dizer gastar mais em adubo, quer dizer que estaremos garantindo uma adubação melhor, reduziremos as perdas por lixiviação, o desperdício e o risco de sobre adubação, tão comum quando se fazem menos adubações, porem utilizando uma quantidade de adubo maior em cada aplicação. Exagerando o ideal seria, como alguns produtores fazem, adubar todos os 365 dias do ano, porem em pequenas dosagens. Assim cada planta recebe diariamente a quantidade exata de adubo que precisa.

Há uma grande variedade de adubos que podem ser utilizados no jardim, a primeira decisão é escolher entre adubos orgânicos ou adubos químicos. Cada um tem suas vantagens e a escolha não deve ser vista só desde a perspectiva de custo. As vezes o barato sai caro.

Adubos químicos tem maior pureza, fornecem maior quantidade de nutrientes por quilo ou volume de adubo, mas na maioria dos casos não fornecem os microelementos indispensáveis a saúde das plantas e pela sua maior pureza em alguns casos são absorvidos rapidamente, quando pode ser melhor utilizar adubos de lenta liberação. No caso dos adubos orgânicos há uma boa lista disponíveis no mercado que melhoram a fertilidade do solo. Como os estercos, o húmus de minhoca, o compost e os substratos de origem vegetal como as turfas, os restos de folhas decompostas, os fertilizantes resultado da compostagem de produtos agroflorestais como as cascas de pinus ou arroz, a fibra de coco. Também devem ser utilizados fertilizantes como o Calcário de Conchas que possui teor mínimo de 96% de CaCO3, o que resultará em 54% de CaO. Trata-se então de um Calcário Calcítico de alta solubilidade e concentração, o que o torna muito importante como corretivo de acidez e como regulador da relação Ca : Mg.

A quantidade de adubo dependerá de cada planta, do seu porte, da sua idade, da época do ano, do estado vegetativo e do clima da região. Plantas maiores, como arvores e palmeiras podem ser adubadas com 300 a 500 g por planta e ano. Arbustos de porte grande com 200 a 350 g por planta e ano e para plantas perenes 100 a 300 g por metro quadrado e ano fornecem uma boa quantidade de nutrientes. Plantas mais vigorosas e de desenvolvimento mais rápido precisaram de dosagens maiores e a formulação adequada dependerá do tipo de plantas, as plantas de flor precisam menos N (nitrogênio) e de mais P (fosforo) e K (potássio). As plantas em fase de crescimento ou de folhagem intenso, responderão melhor a adubações com mais Nitrogênio. 

Formulações comuns no mercado são a 4-14-08 para floração e frutificação, outra facilmente encontrada é 07-11-09 que uma boa formulação para desenvolvimento geral, contem 7% de Nitrogênio (N), 11% de Fósforo (P2O5), 9% de Potássio (K20) e outros elementos indispensáveis como: Boro, Zinco, Cálcio, Magnésio, Enxofre, Ferro, tanto para crescimento, como para floração. Para manter as plantas verdes e obter um bom desenvolvimento a melhor alternativa é um fertilizante granulado e concentrado, de ação verdejante notável, 45% de Nitrogênio. É especialmente indicado para aplicações em solução. Como é rápido e totalmente solúvel, pode ser aplicado diretamente na água da rega. Quando diluído, em doses convenientes também pode ser aplicado em pulverização foliar, e não deixa resíduo nem entope os bicos dos pulverizadores. Como a UREIA contém nitrogênio sob forma orgânica, abastece as plantas de nitrogênio durante muito tempo.


O conselho é adubar com pouca quantidade de fertilizante, mas faze-lo com frequência. Escolher a mistura adequada de adubos orgânicos e químicos que forneçam a melhor proporção de macro e micronutrientes e lembrar que plantas bem adubadas são plantas sadias e menos sujeitas a doenças e ataques de pragas. 

17 agosto 2015

Hora de mexer no Jardim?


Sempre há uma hora em que é preciso mexer no jardim. Por boa que seja a manutenção é normal que o jardim com o tempo sofra algum tipo de depreciação e que seja necessário mudar algumas coisa.E quando chega a hora como proceder?

Primeiro passo é analisar o que deve e não ser feito. Precisa mesmo trocar as plantas? Ou uma poda mais forte e uma boa adubação resolve? Quanto tempo faz que foi feita a última manutenção? Quais são as causas do deterioro? Responder a estas perguntas é vital para não cair em despesas desnecessárias.

Algumas dicas:

1.- Algumas plantas tem um prazo de validade e não vão durar para sempre, será preciso substitui-las, mas a maioria de plantas, desde que bem mantidas, duram muitos anos. Escolha plantas perenes que durem mais tempo e use flores de estação só nos lugares de maior destaque do jardim.





2.- economizar na manutenção, quase sempre, acaba custando mais caro. Podas, adubações periódicas, a retirada de flores velhas e a limpeza do mato mantém o jardim bonito por mais tempo e reduz a necessidade e o custo de reformas maiores ou de substituição de plantas. Um jardim sadio precisa de cuidados regulares, adubação deve ser feita no mínimo a cada 3 meses.



3.- cuidado com os jardineiros que só querem trocar plantas. Só trocar as plantas sem preparar bem os canteiros e recompor a fertilidade do solo pode ser um mal negocio. É melhor gastar R$ 5 no preparo do solo e R$ 1 numa planta que vai desenvolver melhor, que economizar no preparo do solo e gastar numa planta que não vai desenvolver.


como-melhorar-solo-do-seu-jardim

Finalmente consulte sempre bons profissionais, não sempre as plantas mais caras são as melhores para cada jardim, há muitas plantas de baixo custo que dão bom resultado. Plantas com flores ou folhas coloridas são sempre uma boa alternativa e plantas que precisam de podas constantes como os buxinhos, acabam tendo um custo de manutenção elevado.



Os meses de julho e agosto são os melhores para preparar o jardim para a primavera e o verão. Aproveite as dicas.

24 maio 2010

Nutrição e Fertilizantes

Nutrição

Muitas vezes ao visitar um jardim projetado alguns anos atrás nos encontramos com uma triste surpresa, o jardim não apresenta o estado que desejávamos, duas são as causas: A falta de uma manutenção adequada e principalmente a falta de fertilização.

Se entendermos o jardim como um complexo sistema orgânico, composto por dezenas ou centenas de organismos vivos, que precisam de água, luz e alimento para o seu desenvolvimento, é fácil compreender que as plantas, como nos mesmos precisam de adubação regular.

Que adubos usar, em que quantidade e com que freqüência? São as perguntas que devemos nos fazer. Do mesmo modo que não podemos comer um rodízio de carne uma vez por mês e jejuar todo o restante do mês, tampouco as plantas podem recebem uma adubação exagerada uma vez ao ano, ou o que é mais comum, uma única vez quando o jardim é implantado e nunca mais. Ainda que possa parecer improvável, esta é uma pratica mais comum do que imaginamos.

Tampouco podemos nos alimentar exclusivamente de arroz e feijão, precisamos de outros alimentos, como frutas, carne, pescados, ovos e leite, do mesmo modo as plantas precisam de uma nutrição balanceada que forneça ao mesmo tempo os macro elementos como N – P – K, Nitrogênio, fósforo e potássio e os micro elementos como Boro, magnésio, enxofre entre outros imprescindíveis para a construção dos tecidos celulares, a formação de botões florais e brotos de crescimento.

A quantidade dependerá de cada planta, do seu porte, do seu desenvolvimento, do se ciclo de vida, do solo ou substrato em que seja cultivada. O importante é entender que as plantas como seres vivos que são, parecem muito com os demais seres vivos, que precisam de uma boa nutrição balanceada para poder desenvolver-se sadias e vigorosas.

Em resumo, é mais importante a freqüência que a quantidade e manter o equilíbrio entre fertilizantes orgânicos e químicos ajuda a obter os melhores resultados.