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14 setembro 2021

Instituto Dona Anna - Jardim Sensorial
























Temos um carinho especial por este projeto. O jardim sensorial do Instituto Dona Anna é um desses projetos em que todos acabamos nos envolvendo e acabamos dedicando-lhe mais tempo que aquele que inicialmente tínhamos previsto. 


Projetar um jardim sensorial para crianças diagnosticadas como PcD e diversos graus de excepcionalidade é ir além do desenho. Exige entender como cada uma das crianças se relacionara e interatuará com o espaço. Cada uma das 17 estações foi projetada para despertar, estimular e provocar sensações novas. 



























O trabalho voluntário da equipe do Instituto lado a lado com todos os pais, mães e amigos do instituto e a contribuição de organizações com o Instituto Guga Kuerten e Instituto Carlos Roberto Hansen tirou da prancheta o sonho da Dona Anna.

O espaço lúdico do jardim sensorial proporciona as crianças atendidas pelo Instituto e a comunidade dos bairros próximos uma oportunidade de brincar com cheiros, cores, texturas, sons, formas e sentir na pele uma experiência nova. O Jardim Sensorial é um projeto que abre, para quem percorre o espaço do jardim, um mundo novo a ser descoberto.












23 julho 2021

Hupi - Residencial Ykua Karanda'y



Projeto de Paisagismo do empreendimento Ykua Karandaý em Assunção no Paraguai desenvolvido por nosso escritorio para a construtora Hupi.


Imagem virtual do projeto finalizado


Imagem virtual do projeto finalizado

Planta baixa do projeto. 

Localizado em Luque, Grande Assunção no Paraguai, o empreendimento da Hupi Construtora traz como diferencial para seus projetos o investimento em paisagismo. O projeto agrega qualidade de vida para os moradores, criando espaços de lazer sombrados com arvores de porte e proporcionando um equilibrio entre espaços de recolhimento e meditação, com areas para a pratica de atividades esportivas e de lazer. 


O projeto de paisagismo inclui quadra de vôlei, tênis de mesa e bicicletário comunitário com bicicletas disponíveis para uso dos moradores. Também formam parte do empreendimento uma lavanderia comum e brinquedoteca e play ground. As arvores escolhidas são preferencialmente Jacaranda mimosifolia, Tibouchina granulosa e Handroanthus heptaphyllus para proporcionar sombra, cor e uma maior privacidade entre as quatro torres do empreendimento.

Areas ajardinadas estimulam um maior uso das areas comuns, favorecem o convivio e a interação entre os moradores e criam um ambiente mais amigavel e descontraido.  


 

Residencial Ykua Karanda'y. Imagem: Hupi Construtora

Projeto em obras. Imagem: Hupi Construtora

Projeto em obras. Imagem: Hupi Construtora

24 maio 2021

Paisagismo ganha mais protagonismo na pandemia


O paisagismo ganha mais protagonismo nesta época de pandemia, os novos projetos imobiliários incorporam mais áreas verdes, há um maior cuidado com a qualidade dos projetos e um maior investimento em escolher profissionais mais qualificados para fazer a implantação dos projetos.

Os novos empreendimentos além de exigir um maior esforço e mais tecnologia e capacidade das equipes multidisciplinares, demandam um maior trabalho de coordenação.

Projetamos e assessoramos construtoras, incorporadoras e investidores que buscam oferecer ao mercado produtos de ponta e para eles temos desenvolvido não só projetos inovadores, também oferecemos consultoria de ponta do projeto até a entrega do jardim. 

06 setembro 2018

Crianças de apartamento (2)

Em Parques, praças, condomínios e escolas é comum que as crianças tenham playgrounds ou espaços para brincar. Playgrounds com balanços, escorregadores, gangorras e outros equipamentos que determinam e definem as brincadeiras das crianças.

Há um movimento internacional que começa a questionar o modelo desses playgrounds que atendem a todas as normas de segurança, mas que não tem nenhum atrativo para as crianças, crianças cansam rápido destes brinquedos que não os estimulam, que no os desafiam. Há um dilema entre a segurança e a neutralização dos riscos dos brinquedos normatizados, arredondados, emborrachados e seguros e o dia a dia das crianças que trepam em arvores, pulam desde alturas cada vez maiores e buscam viver aventuras e superar desafios cada vez maiores.

Como exemplo incluo neste post uma fotografia que tomei no playground de uma escola em Freiburg na Alemanha. Tenho certeza que quem projetou o balanço não previu que um menino de 8 ou 9 anos o utilizaria daquela maneira.



Temos que aceitar que os playgrounds atuais são chatos, as crianças não gostam de brincar neles, alias parece que ninguém lembra mais que os brinquedos são projetados para que as crianças brinquem neles, o ideal seria que não quisessem sair deles, o que vemos hoje são brinquedos que na maior parte do tempo estão vazios e crianças inventando outras brincadeiras ou usando-os de forma bem diferente a como tinham sido projetados.



Há espaço para brinquedos mais desafiadores. Crianças maiores querem e precisam correr riscos maiores, vencer desafios é parte do processo de crescimento e desenvolvimento. Estamos vivendo uma época em que o medo e a preocupação com a segurança das crianças hão pasteurizado e deixado monótonos e sem graça os brinquedos e as brincadeiras. O mercado e as normas técnicas têm estimulado o desenho de brinquedos padrão de plástico com balanços, gangorras e escorregadores que reduziram completamente o risco, mas que não tem graça e são chatos.



Afortunadamente há um movimento que estimula os espaços de aventura, aqueles que apresentam desafios adequados a idade das crianças. Playgrounds feitos com pneus, cordas, tabuas, blocos de concreto. Em alguns casos as crianças podem usar martelos, pregos e até fogo, de forma segura e controlada.




É uma lufada de ar fresco, no meio de toda esta monotonia e mediocridade ver que arquitetos, pesquisadores, paisagistas, pedagogos e especialistas em desenvolvimento de crianças estão considerando a importância do risco para estimular a criatividade, a independência e a capacidade para resolver problemas e tomar decisões. Estes novos espaços de jogo de aventura são só o inicio de um processo que busca questionar o modelo de parques e espaços de lazer e como o desenho urbano deve ir além da visão e do modelo de sobre protetor que estabelecemos como padrão hoje. 

Nem vamos falar da emoção de construir uma casa na arvore. 


05 maio 2008