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02 maio 2009

Paseo El Prado - Cochabamba



Viajei a trabalho a Bolívia e Peru, uma das cidades visitadas é Cochabamba. Não é o que poderíamos chamar uma cidade bonita. Chegando de avião chama à atenção a aridez da paisagem do altiplano andino, quase sem árvores, no começo do outono os pastos começam a amarelar e as poucas árvores perdem a intensidade do verde.

Cochabamba porem surpreende ao visitante, as ruas arborizadas, as suas praças e espaços públicos, contrastam com a primeira impressão, na Avd. Ballivian, que todos conhecem pelo nome de Paseo El Prado, uma rua arborizada com quase um quilometro de extensão que inicia e conclui em grandes praças, com um enorme canteiro central, calçadas largas, com coretos, pergolados, um piso confortável e seguro para pedestres, jardins bem mantidos, árvores podadas, canteiros com flores e grama.

Nada sofisticado, bem cuidado e limpo, com um capricho que chama a atenção de quem já quase esqueceu o que pode ser um espaço publico bem mantido. Aos domingos a população ocupa o passeio, pais empurrando os carrinhos dos bebes, crianças com bicicletas e triciclos, casais de diversas idades caminhando devagar. Aqui e acolá grupinhos de adolescentes barulhentos.

Nós nem podemos sonhar com algo parecido, todo o projeto de parques e praças que Joinville planeja ter para as próximas décadas, são espaços áridos, sem verde, sem flores, sem vida e quase sem árvores. Espaços projetados de costas para as pessoas. Construções caras em que domina o cinza do concreto e o abandono dos espaços sem vida, que a população na sua sabedoria, refuga e ignora.

Em quanto os políticos, os de antes e os de agora, se esforçam em querer nos convencer que teremos parques e espaços públicos para o lazer, para caminhar ou para paquerar, eu fico com saudade do Paseo El Prado em Cochabamba.

E porque Cochabamba? Porque se falo de Paris, Munique ou Barcelona, sou acusado de elitista e sonhador, então busco exemplos menos sofisticados e também são melhores que a nossa realidade.

04 março 2009

Aterro do Flamengo RJ

Os parques como espaços de lazer, de contemplação, para a pratica de desportiva ou como espaço de convívio, formam parte do tecido urbano e contribuem para o fortalecimento da rede social.
É impensável que a grandes cidades, e Joinville SC, com mais de 500.000 habitantes, possam continuar sem dispor de espaços públicos e parques.
A falta de visão dos administradores públicos tem privado a cidade de espaços adequados e os projetos executados nos últimos tempos, alem de não atender as necessidades e anseios da população, representam um modelo de espaço publico, duro, sem verde, sem sombra, de elevado custo de implantação e que não atende aos anseios da sociedade.
O Arquiteto Catalão Joaquim M. Casamor i d´Espona, considera o jardim como uma paisagem idealizada e o projeto do Aterro do Flamengo, realizado por Roberto Burle Marx é um exemplo de tudo o que deve ser um espaço verde urbano, um parque rico, com uma vegetação diversa e com espaços adequados para o lazer, o convívio e a pratica desportiva.

22 abril 2008

Um parque para Joinville

Que o jornal A Notícia, e os demais veículos do grupo RBS na região norte do estado, tenham decidido abraçar o projeto de “Um parque para Joinville” é uma boa notícia, quem sabe, se a partir desta iniciativa Joinville passa a poder contar com uma área verde pública que esteja orientada ao lazer dos seus habitantes.

Se Joinville hoje não tem um parque digno deste nome, e não devemos cometer o erro de confundir os parques ecológicos como o Parque Caieras ou o Parque Morro do Finder, como os parques que Joinville quer e precisa. É porque simplesmente nunca foi uma prioridade dos nossos governantes de plantão.

A construção da Arena Joinville, do Boulevard Cachoeira, ou as reformas milionárias das praças Nereu Ramos e do Mercado, tem sido algumas das prioridades que a administração municipal tem escolhido.

Pode parecer que numa cidade que enfrenta ainda sérios problemas nas áreas de saúde, segurança e infra-estrutura, a implantação de um parque não deva ser uma prioridade, como laias nunca tem sido.

Mas alguns dados podem ajudar a complementar a campanha, liderada pelo Jornal A Notícia. O primeiro e que de acordo com estudos feitos as cidades que tem e fazem uma manutenção adequada de parques, praças e áreas verdes públicas em bom estado, reduzem a violência urbana, porque espaços públicos de qualidade afugentam os marginais e são utilizados pela população.

Também as cidades que tem parques, melhoram a saúde da sua população, ao estimular a prática de caminhadas, de exercícios aeróbicos e de esportes ao ar livre. Do mesmo modo as cidades em que a prefeitura cuida das praças e parques, mantem os jardins dos edifícios e residências melhores, mais bonitos e contribui a melhoria da qualidade de vida.

Ainda a cidade que tem parques públicos e ruas arborizadas, ganha uma melhor qualidade do ar, melhora o micro clima, ao amenizar o calor do verão, e reduz o barulho, pela capacidade que as árvores tem absorver as ondas sonoras.

As cidades com mais e melhores áreas verdes, vem nas suas ruas e jardins, um maior número de pássaros e outros animais da fauna nativa, que passa a dispor de espaços verdes seguros e adequados.

Bem vinda a iniciativa, agora vamos trabalhar para que tenha êxito.

Fonte: http://comentariosdejoinville.blogspot.com/2008/04/um-parque-para-joinville.html