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24 junho 2019

Vegetação para plantio em taludes



Em áreas inclinadas como taludes e encostas não é recomendado o plantio de grama que precise de cortes freqüentes. Gramas como zoysias, axonopus, cynodon e semelhantes requerem cortes freqüentes, normalmente entre 10 e 12 cortes por ano. O que representa um custo elevado e regular. Corte de gramas em taludes representa ainda um custo maior, porque não pode ser feito com maquinas com rodas ou tracionadas, com o que a única alternativa é o corte com roçadeiras costais, de menor produtividade e de consumo maior. Além de exigir uma manutenção mais freqüente e onerosa. Só por este aspecto o uso de gramas é desaconselhado, além de outros que passaremos a considerar a seguir.

Gramas não devem ser confundidas com forrações, forrações são vegetações de porte baixo, algumas vezes floríferas, que se diferenciam das gramas rasteiras utilizadas para formação de gramados, pela menor resistência a pisoteio das forrações, porem pelo seu menor custo de manutenção e beleza. Algumas forrações são conhecidas comercialmente e entre os aficionados como “gramas”, como é o caso da grama amendoim (Arachis próstata, Arachis próstata, Arachis pintoi) grama preta (Ophiopogon japonicum) o que aumenta ainda mais a confusão entre leigos.

O uso de espécies utilizadas para gramados em jardins, áreas de jogos ou parques para vegetação de taludes e encostas não tem se mostrado a melhor alternativa, porque seu sistema radicular não é suficientemente profundo e resistente, o seu crescimento horizontal e a sua reprodução por estolões não tem o mesmo vigor e desenvolvimento quando em areas inclinadas e ainda a necessidade de cortes freqüentes que asseguram o seu fechamento denso, são outra das desvantagens.

Entre as plantas mais recomendadas para plantio em jardins inclinados estão as Arachis spp, Wedelia spp, Hedera spp entre outras. Para grandes áreas podem ser usadas também plantas perenes e arbustos de porte baixo como Lantana, Seemania, Agapanthus, Hemerocallis privilegiando as mais rústicas e de desenvolvimento mais vigoroso. A escolha de cada espécie dependerá das condições de solo, luminosidade, umidade e desenvolvimento esperado.

31 outubro 2018

Como reduzir os custos de manutenção do jardim - Gramados e forrações (2)

O maior problema com a manutenção do jardim são os custos crescentes, para minimizar o impacto destes custos alguns pontos podem ser considerados já na concepção do projeto do jardim.



Gramados e forrações

Normalmente a maior parte da área do jardim é composta por gramados e forrações, por isso é importante reduzir os custos de manutenção. Áreas maiores de gramado continuo são sempre mais econômicas para manter, que a mesma quantidade de metros quadrados divididos em pequenos canteiros. Devem ser evitadas áreas gramadas de menos de 100 m2. Áreas grandes permitem corte com maior facilidade, podem ser utilizados equipamentos maiores e mais eficientes. Prefira aqueles que tenham tração própria ou ainda em grandes espaços devem ser priorizados pequenos tratores ou roçadeiras autoportantes que permitam ser conduzidas pelo operador, porque tem maior velocidade e tem melhor rendimento. 
O corte de grama ou de forrações com equipamentos manuais ou costais deve ser evitado ou no pior dos casos restrito as áreas menores ou em que a inclinação, o acesso ou as características topográficas não permitam o uso de outro tipo de maquinas e equipamentos. Roçadeiras que utilizam fio de nylon para corte tem baixa produtividade e proporcionam um corte de péssima qualidade, mas tem como vantagem principal o seu baixo custo de aquisição e a sua resistência e o baixo custo de operação, sempre que possível escolha maquinas com corte que permita afiação, assim o corte será mais limpo, a planta sentirá menos e a recuperação será melhor e mais rápida.

O custo de manutenção das áreas gramadas tem uma relação direta entre a superfície, o tipo de planta escolhida e a frequência de corte. Ponto importante a considerar é o número de vezes que um gramado ou um canteiro de forração precisará ser cortado ao longo do ano. Em geral um gramado com grama esmeralda ou similar deverá ser cortado em média 12 vezes ao ano. A cada 21 dias no verão, uma vez por mês na primavera e no outono e a cada 45 dias em inverno, em locais com invernos mais rigorosos. em regiões mais quentes será preciso uma frequência maior. Maior frequência quer dizer mais custos, custos de energia, de combustível e principalmente de mão de obra. Dependendo do formato, do tamanho e do tipo de jardim o trabalho será ainda maior e será preciso fazer recortes e manutenções mais frequentes.



A utilização de forrações é uma alternativa interessante, porque permite ter custos menores e principalmente agregam cor, textura e criam um diferencial que pode ser bem explorado no projeto. A diferencia entre gramados e forrações basicamente tem a ver com o uso que se dará ao espaço, se houver um pisoteio intenso será preciso usar grama, mas para a maioria das situações as forrações são a melhor alternativa. É bom prestar atenção porque há plantas que são chamadas por jardineiros e aficionados de “gramas” mas que na realidade são forrações, este é o caso de grama preta (Ophiopogon japonicus) ou da grama amendoim (Arachis próstata) a pesar de ser denominadas “gramas” são forrações que não aguentam o pisoteio intenso. A maior vantagem das forrações é seu baixo custo de manutenção, a maioria precisa de um ou dois cortes por ano e algumas nem precisam de outro cuidado que adubações periódicas e o controle eventual do mato.

10 julho 2015

Sustentabilidade no bolso


Sustentabilidade é um tema que não podemos deixar de fora na hora de falar do jardim e a sustentabilidade tem vários pontos a ser considerados, o primeiro é o da nossa responsabilidade ambiental, o compromisso com um ambiente mais sustentável, que utilize menos recursos, que aproveite melhor os insumos e que ainda acabe custando menos, porque um projeto de paisagismo sustentável é um projeto que tem também um custo de manutenção menor.
Perceber que um bom projeto custa menos e que um jardim sustentável oferece melhor resultado para todos não é sempre bem percebido pelo cliente que facilmente cai na armadilha do barato que sai caro. Economizar no preparo do solo, na escolha das plantas ou na regularidade da manutenção acaba sendo um péssimo negocio. O risco pode ser até de perder todo o investimento.
Na hora de pensar no jardim é necessário pensar no custo mensal. Escolher plantas que exijam menos manutenção e que não precisem ser trocadas com tanta frequência. Não é necessário abrir mão de um jardim florido, é possível usar flores perenes que não precisam ser trocadas e reservar as plantas anuais para os pontos de maior destaque.
Pequenos arbustos de flor são também uma boa alternativa para um bom jardim, requerem pouca manutenção, não precisam ser trocados e se bem escolhidos nos permitem ter um jardim florido durante todo o ano.
A grama, especialmente em áreas excessivamente pequenas, com menos de 50 m2, por exemplo, exige muita mão de obra e cortes regulares, em geral devemos calcular entre 12 e 14 cortes por ano, o corte da grama representa além de um elevado custo da mão de obra, custos adicionais de energia ou combustível. Para estas áreas a melhor opção é utilizar as forrações, plantas que tem o aspecto e o desenvolvimento das gramas e que podem ser cortadas até uma única vez ao ano e que ainda podem acrescentar cor e textura ao jardim.
Não esqueça a sustentabilidade começa no projeto e se sente no bolso.





14 maio 2010

Gramados e forrações


Gramados e Forrações

É difícil encontrar um jardim que não tenha um gramado. Desde os grandes espaços públicos até os jardins residenciais sempre encontraremos uma área de gramado.

O gramado permite interagir com o jardim, caminhar descalço na grama é uma experiência única, não tem melhor forma de sentir o jardim, o verde, a natureza que caminhando na grama. Cada tipo de grama proporciona sensações e resultados diferentes, algumas gramas são mais resistentes ao pisoteio, agüentam estoicamente os jogos de futebol da criançada, outras são mais exigentes e respondem com dificuldade a um uso mais intensivo. Algumas gramas toleram melhor a sombra suave, a maioria precisa de sol intenso para desenvolver.

Em alguns jardins de pequeno porte, são mais aconselháveis as forrações, plantas de porte rasteiro que podem ser confundidas com gramas, e que na maioria dos casos agregam a sua rusticidade a beleza adicional de flores, que converte o jardim num tapete colorido. Em outros casos a sua principal vantagem é o baixo custo de manutenção, pois muitas vezes só precisam ser podadas uma vez ao ano.

Escolher a grama adequada para cada situação requer o conhecimento de um especialista e a grande variedade de ofertas, pode servir para confundir ainda mais a cabeça de um aficionado pouco experiente. Faça a sua lista de opções e anote as melhores:

1.- A Campeã indiscutível a grama esmeralda, pela rusticidade, desenvolvimento e pela maciez da sua vegetação. (Zoysia japonica)

2.- A grama coreana, insubstituível em espaços pequenos, só precisa de um corte ao ano. (Zoysia tenuifolia)

3.- Grama amendoim ( Arachis próstata) a melhor para taludes e jardins com baixa manutenção, porem pouco resistente ao pisoteio.

4.- Grama preta anã, (Ophiopogon japonicum “Dwarf Kioto”) a sua cor verde escura a faz a melhor para jardins de sombra. Sem precisar corte, mantém o seu porte durante anos.