Mostrando postagens com marcador preço do jardim. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador preço do jardim. Mostrar todas as postagens

08 setembro 2025

Um jardim é caro?

 


Um jardim é caro?

A ideia de que ter um jardim é um privilégio restrito a quem tem alto poder aquisitivo ainda persiste no imaginário coletivo. Muitos desistem do sonho de cultivar plantas ou de contratar um profissional de paisagismo justamente por acreditarem que os custos são proibitivos. De fato, existem projetos que envolvem altos investimentos, mas generalizar essa percepção é prejudicial a toda a cadeia produtiva da floricultura e do paisagismo. Combater esse mito é essencial — e isso se faz com dados, exemplos práticos e resultados concretos.

O jardim como expressão democrática

Ao contrário do que muitos pensam, não há nada mais democrático do que cultivar flores e plantas. Quem não dispõe de um quintal pode começar com um simples vaso na varanda, no peitoril da janela ou até mesmo dentro de casa, criando sua própria urban jungle. Além disso, é comum que jardineiros e aficionados troquem mudas, sementes e galhos, formando uma rede de solidariedade que torna o hobby ainda mais acessível.

Investimento inteligente, resultado garantido

É verdade que contratar um projeto de paisagismo pode representar um custo inicial, mas começar não exige grandes gastos. Muitas vezes, a diferença está no conhecimento aplicado. Como dizia meu avô — a quem devo a paixão pela jardinagem —, “o erro é gastar R$ 10 na planta e apenas R$ 1 na cova. O certo é investir R$ 1 na planta e R$ 10 no preparo do solo”. Plantas bem-posicionadas, canteiros bem-preparados e cuidados regulares transformam o jardim em fonte de satisfação contínua.

Economizar em substrato, adubação, podas ou regas é, em longo prazo, um mau negócio. O resultado são jardins que não se desenvolvem e clientes frustrados. Já o investimento consciente, mesmo que modesto, gera prazer, beleza e bem-estar.



Valor além do preço

A pergunta persiste: um jardim é caro? Quando bem planejado, a resposta é não. O custo de cultivar um espaço verde é amplamente compensado pelo benefício emocional que proporciona. O que se gasta com plantas, insumos e manutenção dificilmente se compara ao que se economiza em terapias e ansiolíticos. Afinal, qual o valor de ver uma flor se abrir ou de contemplar o verde que acalma e inspira?

Em uma sociedade que tantas vezes confunde preço com valor, o jardim se revela um investimento dos mais econômicos. Ele oferece paz, energia e tranquilidade, além de aproximar pessoas que compartilham a mesma paixão.

Definitivamente, não há nada mais acessível — e ao mesmo tempo tão precioso — quanto desfrutar desse contato direto com a natureza. O universo das plantas é vasto, repleto de espécies, formas, cores e aromas que ainda temos muito a explorar. Cada jardim é um convite ao aprendizado constante: sempre há uma nova técnica, uma flor desconhecida, uma estação que revela algo diferente. O único lamento possível é perceber que o tempo é curto diante de tantas possibilidades, e que ainda temos um mundo inteiro de conhecimentos a cultivar.

20 outubro 2022

Quanto custa um jardim? 2022

 

Antes de contratar o projeto, o cliente sempre pergunta: quanto vai custar o jardim? A resposta não é simples, porque dependerá de muitas variáveis. O tamanho da área, a sua complexidade, o padrão e os tipos de plantas, a localização, a topografia, os aspectos técnicos envolvidos, como a disponibilidade de materiais e insumos perto do local. 


Um jardim de 50 m² numa cobertura não terá o mesmo custo, por metro quadrado (m²) que outro de 10,000 m² numa fazenda. Temos que calcular sempre o preço por m² e não nos deixar influenciar pelo preço total. Isso porque quando falamos de preço total para jardins diferentes acabamos gerando mal-entendidos e distorcemos o conceito de valor e preço.
O setor da construção civil, no Brasil, utiliza o CUB (Custo Unitário Básico) como uma referência de preço e custo, e é importante entender este conceito. O cliente sabe que o preço da sua obra será o resultado de multiplicar o número de metros quadrados pelo valor do CUB. Poderá ainda calcular alguns ajustes de acordo com o padrão da obra, mas terá uma base de cálculo para poder orçar com precisão antes de iniciar a construção.



No paisagismo isso nem sempre acontece. Imaginemos uma floreira numa cobertura, em que todos os materiais têm que subir pelo elevador. Muitos condomínios residenciais definem horários rígidos para entrada de materiais e para a realização de trabalhos de manutenção, o que reduz muito o tempo útil de trabalho. O resultado é que a obra acaba custando mais. A mesma floreira, se estivesse situada na planta baixa do mesmo edifício, poderia chegar a custar até 40% menos, utilizando as mesmas plantas e materiais. O mesmo acontece com cada tipo de jardim. Um canteiro com bromélias, orquídeas ou plantas de alto valor unitário terá um custo por m² superior a um jardim com grama ou forrações. O tamanho e a qualidade das plantas têm um peso importante na hora de calcular o custo final do jardim. Podemos especificar árvores de 2,00 m de altura e um DAP (Diâmetro a Altura do Peito) de 2 a 3 cm, ou árvores de 4,00 a 5,00 m e um DAP de 15 a 20 cm, e o preço poderá variar de poucas dezenas de reais a milhares de reais por unidade.

Certa vez, tivemos duas situações interessantes. No projeto de uma indústria, o cliente nos informou que teríamos um orçamento de R$ 150 mil para o projeto e a execução. O cliente estava nos dizendo que poderíamos elaborar um bom projeto e que não faltariam recursos para fazer um bom jardim.
Olhando a planta e num cálculo rápido, comentamos que a área total a ser trabalhada seria de mais de 100.000 m² e que mesmo com grandes áreas de gramado, como estava previsto, o custo não seria inferior a R$ 1 milhão e que provavelmente ficaria mais perto do R$ 1,5 milhão. No primeiro momento ficou surpreso. Achava que tinha previsto um orçamento suficiente para o projeto de paisagismo e a execução do jardim. Fizemos algumas contas rápidas e na hora percebeu que com o orçamento previsto nem conseguiria colocar grama em toda a área, sem considerar nenhum outro investimento adicional.


Este exemplo não é um caso isolado. No projeto de um condomínio residencial o orçamento era de pouco mais de R$ 60 mil para aproximadamente 2.000 m² de jardim. O investimento do empreendimento foi de mais de R$ 15 milhões e para paisagismo o total representava menos de 0,5% do total do investimento, um valor desproporcionalmente baixo para um empreendimento de aquele padrão. Outra situação é a que encontramos na hora de projetar ou executar um jardim pequeno. Às vezes, do tamanho de uma floreira. Nestes casos, os custos básicos de visita, trabalho de escritório e acompanhamento, representam um valor significativo para um trabalho pequeno em área, mas complexo e envolvente. Neste caso o custo por m² de jardim pode chegar a milhares de reais.

Estes são parte dos dilemas que enfrentamos na hora de responder a pergunta: quanto custa o jardim? Com mais de 35 anos de experiência e mais de mil projetos executados, temos compartilhado com os nossos clientes a lógica do CUP (Custo Unitário de Paisagismo). Ela nos permite informar quando contrata o projeto qual será o custo aproximado da execução. Desenvolvemos três níveis de custo, de acordo com as variáveis que devem ser consideradas e logicamente estes valores mudam de região para região, mas mantém a sua lógica e proporção. No nosso caso a nossa base de calculo é Santa Catarina.



Nível A – Jardins mais simples
Uso de plantas de menor porte, menor densidade de plantio e espécies mais rústicas. São jardins com extensões maiores de grama ou forrações. Com árvores de porte menor, até 2 m de altura e menor quantidade de canteiros de flor. Basicamente são jardins com plantas perenes e baixo custo de manutenção. É o padrão para grandes áreas, para projetos imobiliários mais econômicos. Incluem alguns bancos e áreas de pisos, mas preferencialmente utilizam pisos permeáveis de pó de brita ou saibro compactado para os caminhos e circulações.

Nível B – Jardins de padrão médio
Uso de árvores de porte médio, com canteiros de flor e arbustos floríferos.
Maior densidade de plantio e utilização de plantas e flores de maior qualidade e preço. Árvores de até 4 metros de altura, palmeiras de 3 a 4 metros e arbustos de mais de 1 metro de altura. Plantas bem desenvolvidas e com maior padrão. Com utilização de chips, adubos de lenta liberação e materiais de acabamento diferenciados. Incorporam equipamentos básicos como bancos e playgrounds de baixa complexidade.

Nível C – São os jardins de alto padrão
Uso de plantas exemplares. Árvores de mais de 5 metros de altura, que
requerem, na construção, da utilização de equipamentos pesados como
guindastes e escavadeiras, com obras de complexidade como lagos,
córregos, pergolados, áreas de lazer e playgrounds.


Quais os valores para cada nível?
Um jardim do nível A terá um custo entre R$85 e R$115 por m². Um jardim de nível B custaria entre R$125 e R$150 por m² e para os de nível C o custo por m² se situa entre os R$175 e os R$300 também por m². Entendendo que neste último caso o céu é o limite. Um jardim vertical com orquídeas ou bromélias pode custar até 10 vezes este preço. O objetivo não é definir uma “tabela” de preços e sim compartilhar os preços praticados pelo mercado no estado de Santa Catarina.


Um alerta
Desconfie de preços muito baixos. Preços abaixo dos custos significam
problemas ou na qualidade das plantas, ou na troca das plantas
especificadas por outras de preço e tamanho inferior. Preços baixos demais significam economia no preparo do solo, nas quantidades de fertilizante, na profundidade de preparo, no tamanho das covas, ou trabalhar com funcionários sem registro, sem equipamentos de segurança e sem treinamento adequados. Não há milagres. Investir num projeto para depois economizar centavos na hora da execução é um erro muito comum. Um erro cometido na maioria das vezes por desconhecimento. Quando não se dispõe de muito dinheiro é preferível investir no preparo do solo e comprar mudas menores, que depois crescerão. O bom preparo do solo é o alicerce de todo bom jardim. Um bom projeto especifica as quantidades, os tamanhos, as embalagens e as densidades de plantio. Assim é mais fácil evitar problemas posteriores.


18 agosto 2017

Quanto custa um jardim? 2017


Quanto custa um jardim?

Antes de contratar o projeto de paisagismo é cada vez mais comum que o cliente pergunte: quanto vai custar o jardim? A resposta não é simples, dependerá de muitas variáveis:
- O tamanho da área,
- A complexidade da obra,
- O padrão e tipo de plantas,
- O lugar ou aspectos técnicos como a disponibilidade de materiais e insumos perto do local. 

Não vai ter o mesmo custo um jardim de 50 m² numa cobertura que um de 10,000 m² numa chácara. Temos que calcular sempre o preço por m² considerando todas as variáveis e não nos deixar influenciar pelo valor total. Jardins maiores custam sempre muito mais. Quando comparamos o preço total para jardins diferentes acabamos gerando mal entendidos e distorcemos os conceitos de valor e preço.

O setor da construção civil utiliza o CUB (Custo Unitário Básico) como uma referencia de preço e custo, e é importante compreender o impacto deste conceito. O cliente sabe que o preço da sua obra será o resultado de multiplicar o numero de metros quadrados pelo valor do CUB. Poderá ainda calcular e adequar o valor de acordo com o padrão da obra, poderá até fazer ajustes, mas terá uma base de calculo para poder orçar com precisão antes de iniciar a construção.

No paisagismo isso não sempre acontece. Imaginemos uma floreira numa cobertura, em que todos os materiais têm que ser trazidos pelo elevador. Muitos condomínios residenciais definem horários rígidos para entrada de materiais e para a realização de trabalhos de manutenção, o que reduz muito o tempo útil de trabalho. O resultado é que a obra acabara custando muito mais.  A mesma floreira, se estivesse locada na planta baixa do mesmo edifício, poderia custar até 60% menos, utilizando as mesmas plantas e materiais. O mesmo acontece com o tipo de jardim, um canteiro com bromélias, orquídeas ou plantas de alto valor unitário terá um custo por m² superior a um jardim com grama ou forrações de menor custo. O tamanho e a qualidade das plantas tem um peso importante na hora de calcular o custo final do jardim. Podemos especificar arvores de 2,00 m de altura e um DAP (Diâmetro a Altura do Peito) de 2 a 3 cm, ou arvores de 4,00 a 5,00 m e um DAP de 15 a 20 cm, e o preço poderá variar de poucas dezenas de Reais a milhares de Reais por unidade.

Recentemente tivemos duas situações interessantes. No projeto de uma indústria, o cliente nos informou que teríamos um orçamento de R$ 150.000 para o projeto e a execução. O cliente estava nos dizendo que poderíamos elaborar um bom projeto e que não faltariam recursos para fazer um bom jardim. Olhando a planta e num calculo rápido, comentei que a área total a ser trabalhada seria de mais de 100.000 m² e que mesmo com grandes áreas de gramado, como estava previsto, o custo não seria inferior a R$ 1.000.000 e que provavelmente ficaria mais perto do R$ 1.500.000. No primeiro momento ficou surpreso. Achava que tinha previsto um orçamento suficiente para executar um bom projeto de paisagismo e para a implantação do jardim. Ao fazer algumas contas rápidas, na hora percebeu que com o orçamento previsto nem conseguiria colocar grama em toda a área, sem considerar nenhum outro investimento adicional. Não seria possível executar um jardim daquele tamanho pelos valor inicialmente estimado.
Este exemplo não é um caso isolado. Em outro projeto para um condomínio residencial o orçamento foi estimado inicialmente em pouco mais de R$ 60.000 para aproximadamente 2.000 m² de jardim. O investimento total previsto para todo o empreendimento era de mais de R$ 15.000.000 o peso para o projeto de paisagismo representava menos de 0,5% do total do investimento. Um valor baixo demais para um condomínio daquele padrão.

Outra situação que encontramos na hora de projetar ou executar um jardim pequeno é o peso desproporcional que uma pequena intervenção acaba tendo no conjunto. O tamanho de uma unica floreira se acrescidos os custos básicos de visita, trabalho de escritório e acompanhamento o detalhamento representam um valor significativo para um trabalho pequeno em área, mas complexo e envolvente. Neste caso o custo por m² de jardim pode chegar a milhares de Reais o que acaba criando desconforto com os clientes que acham o preço desproporcional.

Estes são parte dos dilemas que enfrentamos na hora de responder a pergunta: Quanto custa o jardim? Com mais de 30 anos de experiência e um milhar de projetos executados temos acabando desenvolvendo e compartilhando com os nossos clientes a logica do CUP (Custo Unitário de Paisagismo) que nos permite informar-lhes na hora em que contrata o projeto qual será o custo aproximado da execução. Desenvolvemos três níveis de custo, de acordo com as variáveis que devem ser consideradas e logicamente estes valores mudam de região para região, mas mantem a sua logica e proporção.

- Nível A – Jardins mais simples, com plantas de menor porte, menor densidade de plantio e utilizando espécies mais rusticas. São jardins com extensões maiores de grama ou forrações. Com arvores de porte menor, até 2 m de altura e menor quantidade de canteiros de flor. Basicamente são jardins com plantas perenes e baixo custo de manutenção. É o padrão para grandes áreas, para projetos imobiliários mais econômicos. Incluem alguns bancos e áreas de pisos, mas preferencialmente utilizam pisos permeáveis de pó de brita ou saibro compactado para os caminhos e circulações.

- Nível B – Jardins de padrão médio. Com arvores de porte médio, com canteiros de flor e utilização de arbustos floríferos. Maior densidade de plantio e utilização de plantas e flores de maior qualidade e preço. Arvores de até 4 metros de altura, palmeiras de 3 a 4 metros e arbustos de mais de 1 metro de altura. Plantas bem desenvolvidas e com maior padrão. Com utilização de chips, adubos de lenta liberação e materiais de acabamento diferenciados. Incorporam equipamentos básicos como bancos e playgrounds de baixa complexidade.

- Nível C – São os jardins de alto padrão, com plantas exemplares. Arvores de mais de 5 metros de altura, que requerem, na construção, da utilização de equipamentos pesados como guindastes e escavadeiras, com obras de complexidade como lagos, córregos, pergolados, áreas de lazer e playgrounds.

Quais os valores para cada nível? No segundo semestre de 2017
Um jardim do nível A,terá um custo entre R$ 55 e R$ 75 por m².
Um jardim de nível B custaria entre R$ 75 e R$ 110 por m²
e para os de nível C o custo por m² se situa entre os R$ 110 e os R$ 170 também por m².
Entendendo que neste ultimo caso o céu seja o limite. Um jardim vertical com orquídeas pode custar até 10 vezes este preço por m². O objetivo não é definir uma “tabela” de preços e sim compartilhar os preços praticados pelo mercado na região norte de Santa Catarina.


Um alerta: desconfie de preços muito baixos. Preços abaixo dos custos reais significam problemas. Ou na qualidade das plantas, ou na troca das plantas especificadas por outras de preço e tamanho inferior. Preços baixos demais significam economia no preparo do solo, nas quantidades de fertilizante, na profundidade de preparo, ou trabalhar com funcionários sem registro, sem equipamentos de segurança e sem treinamento adequados. Não há milagres. Investir num projeto para depois economizar centavos na hora da execução é um erro muito comum. Um erro cometido na maioria das vezes por desconhecimento. Quando não se dispõe de muito dinheiro é preferível investir no preparo do solo e comprar mudas menores, que depois crescerão. O preparo do solo é o alicerce de todo bom jardim.  Um bom projeto especifica as quantidades, os tamanhos, as embalagens e as densidades de plantio. Assim é mais fácil evitar problemas posteriores.



Para ter acesso ao post atualizado (2021): https://aboavistapaisagismo.blogspot.com/2021/07/quanto-custa-um-jardim-2021.html