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06 agosto 2025

Profissionalizar é o único caminho


Durante o mês de julho, Holambra foi palco de mais uma edição da Garden Fair, evento que vem se consolidando no calendário do setor com crescimento notável em estrutura, conteúdo e público. Um dos destaques foi o congresso "Paisagismo para Todos", que mais uma vez se firmou como um importante ponto de encontro para profissionais e entusiastas do paisagismo.

Arquitetos, agrônomos, biólogos, paisagistas, jardineiros e profissionais de áreas correlatas reuniram-se para debater caminhos, compartilhar experiências e fortalecer o mercado. Nesta edição, um tema emergiu com força: a urgente necessidade de profissionalização no setor.

O mercado está mais exigente, técnico e competitivo. Para se destacar, é essencial que os profissionais estejam preparados, com domínio de diversas disciplinas que compõem o universo do paisagismo — do planejamento à execução, do conhecimento botânico ao entendimento das necessidades do cliente.

O congresso proporcionou um espaço verdadeiramente plural, onde profissionais renomados, com décadas de experiência, dividiram o mesmo ambiente com iniciantes, estudantes e curiosos. Esse ambiente de troca, acessível e democrático, é um dos maiores ativos do evento: todos aprendem, todos ensinam.

Mas participar vai além de assistir às palestras. É preciso mergulhar no conteúdo oferecido, frequentar os workshops, visitar os estandes da feira, conversar com os expositores, fazer perguntas e ouvir com atenção. Em um setor em constante evolução, ninguém tem todas as respostas — e, muitas vezes, ainda não formulamos as perguntas certas.

Um bom congresso é aquele que nos provoca. Aquele do qual saímos com mais dúvidas do que certezas, impulsionados pelo desejo de saber mais. O conhecimento é um processo contínuo, e é nele que reside o verdadeiro motor de crescimento do setor.

Hoje, é inegável: o paisagismo ainda representa um dos elos mais frágeis da cadeia de flores e plantas ornamentais.

Enquanto a produção se profissionalizou de forma significativa nas últimas décadas, o paisagismo e a jardinagem ainda convivem com realidades desiguais — profissionais altamente capacitados atuando lado a lado com outros sem a formação necessária. E o prejuízo, muitas vezes, recai sobre o cliente, que só percebe a má execução quando o jardim já está pronto e o investimento, perdido.

Quando um projeto mal feito compromete a imagem do setor, todos pagam a conta. Por isso, a valorização da capacitação deve ser uma bandeira de todos nós.


Que possamos continuar estudando, trocando experiências, participando de congressos e apoiando eventos que promovam o desenvolvimento do paisagismo. Um mercado mais profissional, mais técnico e mais ético é, sem dúvida, melhor para todos.

07 novembro 2024

Barra Home Resort - Itapoá SC

 

 O nosso escritorio projeto o paisagismo do Barra Home Resort da construtora Rottas em Itapoá, Santa Catarina. 

Entre outros escritorios tivemos a oportunidade de trabalhar com a equipe da Rottas, da Realiza Arquitetura, e da Jatto Urbano. 

06 agosto 2024

Cor, mais cor.

 Por que a cor desapareceu da nossa vida?




Lembra como antes a vida era mais colorida? Os jardins tinham flores, as fachadas tinham cores. As crianças brincando no pátio da escola representavam um universo multicolorido e alegre. Os carros nas ruas apresentavam um leque muito maior de cores. Hoje nosso pantone quotidiano ficou enfastiante, sem graça, quase monocromático, o máximo da ousadia é propor tons e sobre tons das mesmas cores anódinas e monótonas.

Por que a cor desapareceu do nosso dia a dia? É só olhar na nossa volta para perceber que a cor desapareceu. Olhe o corredor do escritório, as fachadas dos edifícios na nossa volta, os moveis, tapetes, os elementos que estão na nossa volta. Não é só ai, as ruas, a moda, a decoração, a arquitetura, os jardins, a cor desapareceu do nosso entorno.

Um estudo britânico há comparado a cor de sete mil objetos do nosso quotidiano o resultado não poderia ser outro o preto, o cinza e o branco que em 1.8oo representavam aproximadamente 15% das cores do quotidiano das pessoas. Hoje representam mais de 40%, as cores dominantes são o preto, o cinza e o branco.

De cada quatro carros, três são brancos, cinzas ou pretos o que representa 75% de todos os carros das nossas ruas. Em 1952 ¾ dos carros fabricados eram vermelhos, azuis ou verdes. A justificativa pode ser que um carro com uma cor mais neutra é mais fácil de revender. A indústria se adaptou a esta situação, em 2010 os carros brancos representavam 5% do mercado, hoje representam mais de 1/3 do total. Em outras palavras a produção em massa há estandardizado os produtos e poucas cores dominam o mercado.

O mesmo sucede com as cores usadas em decoração, as cores usadas em 1970, 80 e 90 foram substituídas pelas cores neutras. Cores neutras, mais puras quer dizer cores impessoais, anódinas. Também a moda segue a mesma tendencia, todos os grandes expoentes da moda passaram a usar a cor preta como uniforme, numa tendencia que nos leva de volta a monotonia maoista, da cor única e da ausência de criatividade. De Jean Paul Gaulthier que abandonou as cores e a temática náutica, para mergulhar no preto omnipresente. É verdade que a moda e as cores tem uma relação de permanente amor e ódio, passando de um extremo ao outro com velocidade e paixão surpreendentes. Foi em 1926 que Coco Chanel popularizou o “Pretinho básico”. Nos anos 60 o laranja tomou conta, nos anos da moda disco foi o vermelho que tomou conta. No final dos 80 e 90 foi a época das “Cores de Benetton” A vida era alegre e colorida. Em 2010 as cores sóbrias tomam conta das vitrines e dos armários.

Por que as cores desapareceram? Simplesmente porque esquecemos ou desaprendemos a usar cores. Quanto menos usamos as cores, mais temos medo de usa-las. Pela manhã ao escolher a roupa, sabemos que se nos vestimos numa cor crua, azul marinho, beige ou preto não estaremos cometendo erros. Quanto menos cor há no nosso entorno, menos temos vontade de usar cor.

A pergunta que devemos nos fazer é porque tudo ao nosso redor tem a cara e a cor de um domingo chuvoso de julho? Precisamos olhar além deste cenário monocromático e voltar nossos olhos para a arte e a teoria das cores. Em 18 de Julho de 1993, o escultor escocês David Batchelor, trabalhando num novo projeto de uma escultura toma a iniciativa de usar uma cor rosa intenso e o resultado o impacta fortemente, percebe neste momento como tudo na sua volta está dominado predominantemente pelas cores branco, cinza e principalmente pelo preto. A partir deste impacto passa a estudar e se aprofundar no estudo e na percepção da Cromofobia, o medo da cor. Neste ponto é importante destacar que este é um movimento predominantemente ocidental. Que identifica a cor como algo decadente, poco elegante, vulgar.  Já no século XIX entre os críticos prosperou a teoria que uma obra devia ser avaliada pela sua forma, pelo seu desenho, e desconsiderando a cor. As cores se associavam ao oriente e não ao ocidente, ao feminino e não ao masculino, ao infantil e não ao maduro. A Cromofobia não é por tanto um movimento novo.

Nos anos 20 do século passado, do pretinho básico de Chanel a arquitetura de Le Corbusier, de Theo Van Doesburg ou da escola Bauhaus a cor desaparece. O desejo de alguns arquitetos russos da época é construir um edifício sem nenhuma cor.  É verdade que nos anos 50 e 60 le Corbusier volta a cor. Por um lado destacando o concreto como material bruto, mas usando de forma atrevida a cor nos seus projetos. Um bom exemplo é la Cité Radieuse a Marselha onde cada porte tem uma cor.

É do filosofo Ludwig Wittgenstein a frase “Uma cor só se destaca num ambiente determinado, da mesma forma que os olhos só sorriem num rosto.”

O resultado é que a partir dos anos 80 o vidro, o concreto, o metal tomam conta do cenário urbano. Tanto o exterior como o interior são tomados por tons neutros, brancos, cinzas e preto dominam os espaços.

Sabemos da importância das cores para a formação e o desenvolvimento psicomotor das crianças. As cores tem significado. Vestir vermelho mostra liderança, azul confiança e lealdade. A teoria e o significado das cores precisa ser estudada e conhecida. Precisamos voltar a sala de aula e perder o medo de usar a cor.

Qual será o resultado de uma sociedade sem cor, especialmente depois de ter sofrido uma pandemia, de viver em ambientes anódinos, tristes e impessoais. Precisamos da cor. Ambientes criativos precisam de cores, de luz, de alegria. Silicon Valley é um bom exemplo disso. A maioria de espaços de coworking são alegres e usam cada vez mais cores. Está comprovado que produzimos menos em ambientes com cores frias e somos mais criativos e produtivos em ambientes com cores quentes.

O universo das flores e plantas é um universo colorido, alegre. Projetamos e construímos ambientes melhores para as pessoas, ambientes de trabalho mais produtivos, ambientes mais aconchegantes. Com identidade própria, vitais e coloridos

20 dezembro 2023

Cidade das Aguas - Bairro planejado - Joinville SC



 A Cidade das Aguas convidou nosso escritorio a participar do projeto do parque do bairro planejado. 

Em parceria com o escritorio J8 de Florianopolis, a Boavista Paisagismo elaborou o projeto do parque, una area com aproximadamente 10.000 m² metade deles com mata nativa. O parque é o pulmão verde do empreendimento. 




07 dezembro 2023

Biofilia nunca saiu de moda, mas voltou com força

 


Jordi Castan –paisagista da Boavista Paisagismo, que assina o projeto paisagístico de empreendimentos do Grupo ABC Embralot – palestrou para corretores sobre tendência que tem ganhado a preferência de moradores e investidores


Morar ou trabalhar em um ambiente que integra a natureza aos espaços internos tem ganhado cada vez mais foco quando o assunto é arquitetura e design. Estudos divulgados pela Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, mostram que viver em áreas mais verdes trazem benefícios à saúde.

Do ponto de vista paisagístico, a necessidade de trazer elementos naturais para o dia a dia tem feito crescer o interesse pela biofilia, que conecta seres humanos à natureza, promovendo bem-estar, relaxamento e conforto emocional. Prédios com arquitetura biofílica desempenham a função de melhorar o ambiente, filtrando poeira, servindo de barreira à radiação solar, absorvendo a poluição sonora do trânsito de veículos e pessoas, além de aumentar a umidade e o fornecimento de oxigênio nas cidades.

a materia completa publicada no Jornal Folha do Litoral esta no link 

06 dezembro 2023

Projetar é basicamente olhar e escutar

Projetar é aprender a olhar, a escutar, a perceber e só a partir desta leitura do entorno e da realidade que os espaços servem e são aproveitadas pelas pessoas.

Olhar e ver. Escutar e ouvir. Perceber e sentir. Para projetar espaços verdes precisamos nos colocar constantemente no lugar daquele para quem estamos projetando. Aquele que usará o espaço que se cria a partir do projeto.

Quando não o fazemos o resultado é este de Antuérpia  na Bélgica.





20 março 2023

Projeto de Paisagismo

 Projeto de paisagismo, do nosso escritorio, em parceria com a metroquadrado arquitetura em Joinville SC


https://www.galeriadaarquitetura.com.br/projeto/metro-quadrado_/casa-sch/2123

13 dezembro 2021

Cidade das Aguas, Joinville SC




Lançamento do Projeto Cidade das Aguas em Joinville, Santa Catarina. Nosso escritório é responsável pelo projeto de paisagismo do parque e a JA8 pela praça central e as ruas. 

Um trabalho feito em parceria com os melhores escritórios e profissionais de arquitetura do pais.





09 setembro 2021

Chalés Joinville Country Club

 



O jardim é o fio condutor que integra os chalés ao campo de golfe, ao mesmo tempo que proporciona privacidade e cria uma forte ligação com a natureza do entorno. 


Canteiros de flor são as pinceladas de cor no meio das árvores nativas e dos arbustos que reforçam a individualidade de cada um dos chalés. Assim o jardim é ao mesmo tempo o elemento que integra e da identidade ao conjunto, quando a vegetação cria barreiras, que permitem ordenar e manter a intimidade dos espaços de convívio.  


Para a piscina localizada na área comum, foi desenvolvido um projeto de paisagismo específico em que Philodendrons e arbustos de flor proporcionaram a intimidade e privacidade que os moradores buscavam. 


O projeto de arquitetura é da Metro Quadrado Arquitetura. 

























































































19 julho 2021

Revitalização da Avenida Juscelino Kubitschek


Primeiro dia de obra na Avenida JK. Julho de 2021.


Inicia hoje, dia 19 de Julho a implantação do projeto de paisagismo da Avenida JK, em Joinville SC. A Ambiental que é a empresa que adotou a Avenida JK contratou nosso escritorio para revitalizar a iconica rua. O projeto do nosso escritório tem como propósito recuperar o paisagismo desta importante avenida. Os trabalhos executados pela Operserv iniciam com a retirada da vegetação existente, a retirada do solo e sua substituição por terra de jardim adubada, para assegurar o bom desenvolvimento do jardim.

Foram escolhidas plantas de flor, arbustos de porte baixo e selecionadas as espécies mais adequadas para que a cidade recupere a cor, a alegria e a qualidade de vida que tem perdido ao longo dos anos. Listamos algumas das espécies para esse projeto, que trazem a garantia de que teremos um jardim florido em todas as estações do ano, entre elas:

  • Lantanas
  • Medinillas
  • Galphimias
  • Ixoras
  • Begonias

O desafio de manter florida e colorida uma avenida de fluxo intenso de veículos levou a escolha de plantas de flor perenes e a seleção de diversas espécies de flores e folhas coloridas para que possamos ter cor e vida ao longo de todo o ano.



Primeiro dia obra na Avenida JK. Julho 2021.










18 janeiro 2021

Projeto Breeze, Cliente Vanguard. Joinville SC

 


A Construtora Vanguard confiou o projeto de paisagismo do Breeze para o nosso escritório. O resultado é um projeto diferente, integrado no verde do entorno e com espaços surpreendentes. 

Um trabalho em que a sintonia entre todos os profissionais que participaram do projeto resultou numa proposta mais verde, mais sustentável e que oferece melhores opções de lazer que empreendimentos de categoria similar.

Mais verde, melhor qualidade de vida e um trabalho profissional são as premissas que contribuíram para o resultado deste projeto.


09 dezembro 2020

Devemos fazer mais pelo verde urbano


Quanto mais o verde urbano está ameaçado mais precisamos fazer para mantê-lo ou melhor ainda o aumentar. Quanto maior a sanha contra o verde maior o esforço. Mesmo que algumas vezes o sentimento seja o de estar arando o mar e pareça uma batalha perdida precisamos olhar o verde com outros olhos. Cada arvore conta, cada canteiro é importante, cada flor tem o seu espaço.

As vezes nos sentimos transbordados pela sensação de que estamos fazendo só acupuntura, quando o ideal seria uma intervenção radical e profunda. As nossas cidades estão doentes e aumentar a área verde disponível para os cidadãos é o desafio que precisamos enfrentar. Cidades mais verdes, mais permeáveis, mais sustentáveis, com maior biodiversidade são cidades mais sadias. Cidades melhores para se viver.

Projetar cidades melhores deve ser a prioridade de qualquer administrador público, de qualquer empreendedor imobiliário, de todos a cada um dos que pensa no médio e longo prazo. Para sair do imediatismo precisamos plantar mais arvores em nossas ruas e praças.


22 setembro 2020

Alameda América o nosso projetos mais recente.

 



Trazendo a natureza para dentro do empreendimento, o Alameda América tem uma área exclusiva com bosque e queda d’água para quem ama passear e relaxar.
Venha conhecer e se encantar pelo novo lançamento #altopadrão, o Edifício Alameda América!
H. Marcato - Empreendimentos por quem vive #joinville !
(47) 3017-5300 ou contate seu corretor de confiança.
Projeto Arquitetônico: @victorbomtempoaugusto
Arquitetura de Interiores: @estudiokza
Projeto de Paisagismo: @boavistapaisagismo
🎥: @elephant_skin


20 dezembro 2018

Memorial Técnico para a manutenção de Jardins Industriais e Comerciais



MEMORIAL DESCRITIVO DOS SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO DE JARDINS INDUSTRIAIS E COMERCIAIS


GRAMADO

Os trabalhos necessários para a manutenção de um gramado são os seguintes:

Corte de grama

A frequência variará ao longo do ano, podendo estabelecer de todo modo as seguintes frequências máximas:

- Verão: um corte à cada 10 dias.
- Primavera e Outono: um corte à cada 15 dias.
- Inverno: um corte à cada 25 dias.

A altura da grama deverá ter no mínimo +/- 2 cm e no máximo +/- 3,5 cm. As aparas de grama deverão ser recolhidas depois de cada corte em todos os canteiros, calçadas e meio fio deverão ser cortados de forma que a grama não os cubra, mas sem deixar uma valeta entre o gramado e o meio fio.

Os cortes deverão ser mais frequentes nas épocas de crescimento da grama de modo que a grama não exceda a altura máxima recomendável, as variações permitidas serão de /- 15 %, para este capítulo específico.

Adubação

As frequências e quantidades de adubo à serem usados dependerão da época do ano e do tipo de adubo à ser usado, podemos considerar como válidas as frequências e quantidades seguintes:


500 Kg por cada 10.000 m2 por ano distribuídos da forma seguinte: 250 Kg de adubo composto tipo 10-10-10 ou similar em duas aplicações anuais, sendo uma no início da primavera e outra no inicio do verão, e 250 Kg. de Urea aplicada diluída com água na proporção de 2% e em 10 aplicações anuais, não aplicando nos meses em que se use outro tipo de adubo.

Inseticidas, acaricidas e fungicidas

Aplicação de inseticidas, acaricidas e fungicidas, se aplicarão ao longo do ano conforme as necessidades, ficando estabelecido que serão feitos tratamentos preventivos mensalmente com fungicidas no outono, e com inseticidas e acaricidas na primavera e verão, independentemente dos tratamentos que se façam necessários. Todas as normas de segurança serão executadas pela contratada cabendo a ela a única responsabilidade por acidentes que mal uso possam vir a produzir. Todos os produtos fitossanitários deverão ser submetidos a aprovação pela contratante
.

Controle do mato

O maior problema em grandes áreas de grama é a aparição do mato, de tal forma que a sua falta de controle possa vir a ocasionar até a perda total dos gramados, para evitar que isto aconteça, o mato deverá ser arrancado até a raiz com uma ferramenta apropriada, em caso de que o mato seja persistente e não possa ser controlado por estes meios, será preciso fazer aplicações localizadas de herbicidas seletivos, ou de herbicidas sistêmicos tipo Roundup ou similar a base de Glifosato. No caso que a falta de manutenção ocasione a perda do gramado, poderá ser responsabilizada a empresa contratada, para que fique caracterizada a responsabilidade. Deverá ficar registrado oportunamente no relatório semanal se não forem tomadas medidas oportunas e suficientes. Nunca poderá ser deixado florescer o mato e segmentar, caso isto aconteça deverá ser registrado no relatório semanal e terá um peso decisivo para poder determinar a responsabilidade da contratada nos problemas que eventualmente possam vir a acontecer, que já foram anteriormente enumerados.

Rega

A rega do gramado será necessário quando persista uma seca que comprometa o desenvolvimento das plantas

Cobertura

Anualmente e naquelas áreas que precisem deverá ser feita uma cobertura com barro de jardim peneirado, acrescentado esterco e areia nas seguintes proporções:
30 % barro de jardim
20 % de esterco curado e esterilizado, podem ser usadas outras fontes de materia organica
50 % de areia de rio lavada
Esta cobertura deverá ser feita no inverno e deve formar uma camada uniforme de 1,5 a 2,5 cm. este serviço deverá ser feito no mínimo em cada área de 5 em 5 anos.

Bosque

Os trabalhos de manutenção do bosque serão os seguintes:
Roçada do mato
Corte do mato com roçadeira costal o foice, mantendo uma altura máxima de 10 cm., mas deixando todas as árvores novas que estejam brotando de um modo natural, para a recuperação do bosque natural.

Poda

Efetuar as podas de formação e desbastes necessários para o perfeito desenvolvimento das árvores e do bosque como um todo.

Retirada e corte de árvores

As árvores mortas deverão ser cortadas e retiradas do local, podendo a contratante exigir que sejam arrancadas até as raízes se assim for preciso, qualquer corte que represente a supressão de mais de 1/3 da copada de uma árvore deverá ser autorizada por escrito.

ÁRVORES

Cada árvore deverá ser submetida ao longo do ano a uma série de trabalhos de manutenção que a seguir relacionamos:

Poda

As árvores de folha caduca, as de flor e outras que possam vir a precisar deverão ser podadas anualmente, a poda dependerá do tipo de árvore e do resultado desejado, as podas poderão ser de dois tipos: de formação e de limpeza. A primeira só poderá ser realizada no inverno o na época de repouso vegetativo da planta, a de limpeza poderá ser realizada ao longo de ano, sempre que não represente perda de mais de 1/5 de copa de uma árvore.
Todas as feridas deverão ser fechadas com uma pasta cicatrizante com fungicida na sua composição, para evitar ataque de fungos nas feridas abertas.

A poda deverá sempre seguir os padrões e as normas que existem e que deverão ser de conhecimento da contratada, podendo ser responsabilizada a mesma pela perda de uma árvore como resultado de uma poda mal realizada,
correspondendo como penalidade neste caso a obrigação de repor a planta por outra de igual espécie e tamanho similar, na sua impossibilidade, ter descontada a diferença em dinheiro

Adubo

As árvores podem ser adubadas 2 vezes por ano, com 200 gr. de adubo composto tipo 10-10-10 ou similar, em duas aplicações anuais uma, no início da primavera e outra no início do verão, a quantidade adubo pode mudar de árvore à árvore dependendo do tamanho, idade e localização, as quantidades só servem a nível indicativo.

Limpeza

Periodicamente, sempre dependendo das necessidades, as árvores serão limpas, escovando o tronco e os galhos para eliminar parasitas e incrustações, estes trabalhos formam parte da manutenção geral do jardim.

Inseticidas, acaricidas e fungicidas

Aplicação de inseticidas, acaricidas e fungicidas, se aplicarão ao longo do ano conforme as necessidades, ficando estabelecido que serão feitos tratamentos preventivos mensalmente com fungicidas no outono, e com inseticidas e acaricidas na primavera e verão, independentemente dos tratamentos que se façam necessários. Todas as normas de segurança serão executadas pela contratada cabendo a ela a única responsabilidade por acidentes que mal uso possam vir a produzir. Todos os produtos fitossanitários deverão ser submetidos a aprovação pela contratante.

FLOR DE ÉPOCA ou ANUAIS

Os canteiros de flor de época precisaram dos seguintes serviços:

Preparação dos canteiros

Cada vez que sejam plantados de novo, os canteiros precisarão serem refeitos, arrancando primeiro todas as plantas remanescentes, e cavando a terra superficialmente para retirar as raízes restantes e ao mesmo tempo enterrar os restos de matéria orgânica usados como cobertura morta, uma vez feita esta operação, procederemos a colocar esterco curado e esterilizado na proporção de 40 litros por 10 m², procedendo depois a um novo trabalho de enterrar o esterco, devendo nesta ocasião trabalhar a terra a uma profundidade mínima de 20 cm, depois de destorroado o barro e conformado o canteiro, se procederá a plantação propriamente dita, se o barro estiver muito seco é aconselhável regar nas 48 horas que antecederão a plantação, não poderão os jardineiros caminhar sobre os canteiros preparados, só poderão se apoiar com ajuda de tábuas, para não compactar o solo. Uma vez plantadas as flores de época, deverão ser regadas de novo e manter uma boa umidade durante os primeiros 10 dias. É importante combater a aparição de mato entre as plantas para isto é aconselhável usar cobertura morta entre as plantas, no caso de usar serragem ou casca de arroz deverá se molhar a cobertura morta com Urea diluída em água a 2 % ao menos uma vez por mês, para facilitar o processo de nutrificação. Aquelas plantas de flor de ciclo longo que precisem ser despontadas ou deverão ser depois da formação do primeiro botão, este trabalho deverá ser feito manualmente e indicadas as plantas que precisem.

Rega

A rega dos canteiros será necessário quando persista uma seca que comprometa o desenvolvimento das plantas.

Adubação

Trimestralmente e por ocasião da renovação dos canteiros será colocado adubo químico tipo 10-10-10 ou similar na proporção de 15 gr. por m², no caso que os canteiros somente sejam trocados quadrimestralmente esta adubação será feita também quadrimestralmente.

Limpeza

Serão retiradas constantemente todas as partes necrosadas e que possam apresentar risco de desenvolvimento de fungos ou de doenças, ou que possam servir como hospedeiras de insetos patogenos.

Inseticidas, acaricidas e fungicidas

Aplicação de inseticidas, acaricidas e fungicidas, se aplicarão ao longo do ano conforme as necessidades, ficando estabelecido que serão feitos tratamentos preventivos mensalmente com fungicidas no outono, e com inseticidas e acaricidas na primavera e verão, independentemente dos tratamentos que se façam necessários. Todas as normas de segurança serão executadas pela contratada cabendo a ela a única responsabilidade por acidentes que mal uso possam vir a produzir. Todos os produtos fitossanitários deverão ser submetidos a aprovação pela contratante.


ARBUSTOS

Operações indicadas

Poda e corte

Os arbustos deverão ser podados periodicamente, se considerarão três tipos básicos de poda dentro das operações normais de manutenção, a primeira é a poda de manutenção que tem como função manter o tamanho da planta dentro das características dela própria e do lugar onde foi plantada, esta poda pode ser feita em qualquer época do ano, sempre que não comprometa a floração; a segunda poda é a de formação, que deverá ser feita preferivelmente na época de repouso da planta, serve para desenvolver corretamente a planta corrigindo eventuais malformações e defeitos; a terceira poda é a de recorte que se utilizará para cerca viva, e deverá ser feita cada vez que a planta exceda em 1/10 a sua altura ou a sua largura.

Adubo

Os arbustos podem ser adubados 2 vezes por ano, com 100 gr. de adubo composto tipo 10-10-10 ou similar, em duas aplicações anuais, uma no início da primavera e outra no início do verão, a quantidade de adubo pode variar de planta para planta dependendo do tamanho, idade e localização, as quantidades só servem a nível indicativo.

Limpeza

Periodicamente, sempre dependendo das necessidades os arbustos serão limpos, escovando o tronco e os galhos para eliminar parasitas e incrustações, estes trabalhos formam parte da manutenção geral do jardim.

Inseticidas, acaricidas, fungicidas

Aplicação de inseticidas, acaricidas e fungicidas, se aplicarão ao longo do ano conforme as necessidades, ficando estabelecido que serão feitos tratamentos preventivos mensalmente com fungicidas no outono, e com inseticidas e acaricidas na primavera e verão, independentemente dos tratamentos que se façam necessários. Todas as normas de segurança serão executadas pela contratada cabendo a ela a única responsabilidade por acidentes que mal uso possam vir a produzir. Todos os produtos fitossanitários deverão ser submetidos a aprovação pela contratante.

Rega

A rega dos arbustos será necessário quando persista uma seca que comprometa o desenvolvimento das plantas.

Observações

Em nenhum momento a contratada poderá realizar alterações no paisagismo sem autorização expressa da contratante, especialmente na substituição de plantas, mesmo que estas alterações visem uma melhoria aparente do jardim.
A empresa contratada terá sob sua responsabilidade a manutenção e desenvolvimento do vivero atualmente existente, podendo ser obrigada a manter uma cota mínima de produção para eventuais substituições, estas cotas estabelecidas de comum acordo, deverão contemplar a área física disponível e o pessoal humano envolvido.

23 setembro 2015

01 setembro 2015

A primavera bate a porta.



Cada ano a chegada da primavera é o momento de deixar o jardim a ponto. Na verdade o jardim tem que ser deixado “a ponto” antes da chegada da primavera, para que na época certa o jardim alcance seu maior esplendor.
Assim que para ter um jardim florido em primavera os cuidados devem iniciar antes. Ainda há tempo? Boa pergunta. Inverno é o tempo de investimento no jardim e primavera e verão é o tempo de colher o resultado do trabalho feito.




Podar, adubar, limpar e plantar as flores que colorirão o jardim na primavera são os trabalhos a serem feitos durante o inverno. Um jardim florido em primavera depende também de escolher as plantas e flores corretas. Florescem nesta época os Hemerocallis, Agapanthus, Lantanas, Dietes, Quaresmeiras e os jacatirões e entre as flores de época é tempo de plantar petúnias, portulacas e salvias. Lembre-se de escolher os locais de maior destaque no jardim para os canteiros de anuais. Plantas de flor enchem o jardim de cor e devem ser muito bem utilizadas, escolhendo aqueles pontos de maior trânsito de pessoas e os pontos em que os canteiros apareçam mais. Uma boa dica é prestar atenção ao tamanho dos canteiros e aos jogos de cores. Prefira menos canteiros maiores e trabalhe com as cores. Um canteiro de uma única cor terá um efeito mais impactante no jardim que uma serie de pequenos canteiros multicoloridos.


Os arbustos que floresceram no inverno, como as azaleias e as camélias devem ser podados agora para que no próximo ano voltem a florescer com intensidade. A primavera já chegou e é hora de por mãos a obra.




10 julho 2015

Sustentabilidade no bolso


Sustentabilidade é um tema que não podemos deixar de fora na hora de falar do jardim e a sustentabilidade tem vários pontos a ser considerados, o primeiro é o da nossa responsabilidade ambiental, o compromisso com um ambiente mais sustentável, que utilize menos recursos, que aproveite melhor os insumos e que ainda acabe custando menos, porque um projeto de paisagismo sustentável é um projeto que tem também um custo de manutenção menor.
Perceber que um bom projeto custa menos e que um jardim sustentável oferece melhor resultado para todos não é sempre bem percebido pelo cliente que facilmente cai na armadilha do barato que sai caro. Economizar no preparo do solo, na escolha das plantas ou na regularidade da manutenção acaba sendo um péssimo negocio. O risco pode ser até de perder todo o investimento.
Na hora de pensar no jardim é necessário pensar no custo mensal. Escolher plantas que exijam menos manutenção e que não precisem ser trocadas com tanta frequência. Não é necessário abrir mão de um jardim florido, é possível usar flores perenes que não precisam ser trocadas e reservar as plantas anuais para os pontos de maior destaque.
Pequenos arbustos de flor são também uma boa alternativa para um bom jardim, requerem pouca manutenção, não precisam ser trocados e se bem escolhidos nos permitem ter um jardim florido durante todo o ano.
A grama, especialmente em áreas excessivamente pequenas, com menos de 50 m2, por exemplo, exige muita mão de obra e cortes regulares, em geral devemos calcular entre 12 e 14 cortes por ano, o corte da grama representa além de um elevado custo da mão de obra, custos adicionais de energia ou combustível. Para estas áreas a melhor opção é utilizar as forrações, plantas que tem o aspecto e o desenvolvimento das gramas e que podem ser cortadas até uma única vez ao ano e que ainda podem acrescentar cor e textura ao jardim.
Não esqueça a sustentabilidade começa no projeto e se sente no bolso.





09 julho 2015

Matéria Blog da BRCondos

Olá pessoal!

Tudo bem?

   Nos próximos dias estaremos disponibilizando nosso material em parceria com o site do blog da BRCondos. O blog da BRCondos Viva Bem, traz assuntos para pessoas, empresas e condomínios.
Vale a pena conferir, acesse o link:

//blog.brcondos.com.br/category/viver-bem/