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16 agosto 2021

Morada de Gaia - Investcorp Empreendimentos

 Natureza e jardim integrados

 

Quando um jardim é mais que um jardim. O projeto de paisagismo deste empreendimento rompeu conceitos e integrou o jardim do empreendimento com a área de bosque. O que era um talude íngreme com poucas arvores e uma vegetação rala ganhou vida com uma proposta arrojada, que incorpora completamente o morro ao empreendimento “Morada de Gaia”.

Poder recuperar uma área verde desta importância e tamanho no centro da cidade é um privilégio e um desafio. A topografia do terreno exigiu soluções técnicas complexas para permitir a integração dos espaços naturais e construídos.

Muros de pedra, cascatas, um bosque e um pomar com arvores nativas formam um conjunto harmônico projetado para ser usado pelas famílias da “Morada de Gaia”. Além do pomar a recuperação da mata com Palmitos e outras plantas de frutos comestíveis para a avifauna urbana compõem o conjunto. 
























"Estamos comemorando 50% das unidades vendidas em 3 meses de lançamento. Um sucesso que só foi possível por termos um projeto tão incrível, desenvolvido pelos melhores profissionais da cidade. Agradecemos pela dedicação e parceria. Que venham muitos projeto! 

Com carinho,

Equipe Investcorp Empreendimentos"










































Crédito: Investcorp Empreendimentos



Crédito: Investcorp Empreendimentos



Crédito: Investcorp Empreendimentos



Crédito: Investcorp Empreendimentos




Para saber mais sobre o empreendimento, acesse: https://investcorpempreendimentos.com.br/joinville/morada-de-gaia/

21 julho 2021

Quanto custa um jardim? 2021




Antes de contratar o projeto, o cliente sempre pergunta: quanto vai custar o jardim? A resposta não é simples, porque dependerá de muitas variáveis. O tamanho da área, a complexidade da obra, o padrão e os tipos de plantas, o lugar ou aspectos técnicos, como a disponibilidade de materiais e insumos perto do local. 

Um jardim de 50 m² numa cobertura não terá o mesmo custo que outro de 10,000 m² numa fazenda. Temos que calcular sempre o preço por m² e não nos deixar influenciar pelo preço total. Isso porque quando falamos de preço total para jardins diferentes acabamos gerando mal entendidos e distorcemos o conceito de valor e preço.

O setor da construção civil utiliza o CUB (Custo Unitário Básico) como uma referência de preço e custo, e é importante entender este conceito. O cliente sabe que o preço da sua obra será o resultado de multiplicar o número de metros quadrados pelo valor do CUB. Poderá ainda calcular alguns ajustes de acordo com o padrão da obra, mas terá uma base de cálculo para poder orçar com precisão antes de iniciar a construção.





No paisagismo isso nem sempre acontece. Imaginemos uma floreira numa cobertura, em que todos os materiais têm que subir pelo elevador. Muitos condomínios residenciais definem horários rígidos para entrada de materiais e para a realização de trabalhos de manutenção, o que reduz muito o tempo útil de trabalho. O resultado é que a obra acaba custando mais. A mesma floreira, se estivesse alocada na planta baixa do mesmo edifício, poderia chegar a custar até 40% menos, utilizando as mesmas plantas e materiais. O mesmo acontece com o tipo de jardim. Um canteiro com bromélias, orquídeas ou plantas de alto valor unitário terá um custo por m² superior a um jardim com grama ou forrações. O tamanho e a qualidade das plantas tem um peso importante na hora de calcular o custo final do jardim. Podemos especificar árvores de 2,00 m de altura e um DAP (Diâmetro a Altura do Peito) de 2 a 3 cm, ou árvores de 4,00 a 5,00 m e um DAP de 15 a 20 cm, e o preço poderá variar de poucas dezenas de reais a milhares de reais por unidade.




Certa vez, tivemos duas situações interessantes. No projeto de uma indústria, o cliente nos informou que teríamos um orçamento de R$ 150 mil para o projeto e a execução. O cliente estava nos dizendo que poderíamos elaborar um bom projeto e que não faltariam recursos para fazer um bom jardim. Olhando a planta e num cálculo rápido, comentei que a área total a ser trabalhada seria de mais de 100.000 m² e que mesmo com grandes áreas de gramado, como estava previsto, o custo não seria inferior a R$ 1 milhão e que provavelmente ficaria mais perto do R$ 1,5 milhão. No primeiro momento ficou surpreso. Achava que tinha previsto um orçamento suficiente para o projeto de paisagismo e o jardim. Fizemos algumas contas e na hora percebeu que com o orçamento previsto nem conseguiria colocar grama em toda a área, sem considerar nenhum outro investimento adicional.

Este exemplo não é um caso isolado. No projeto de um condomínio residencial o orçamento era de pouco mais de R$ 60 mil para aproximadamente 2.000 m² de jardim. O investimento do empreendimento foi de mais de R$ 15 milhões e para paisagismo o total representa menos de 0,5% do total do investimento. Outra situação é a que encontramos na hora de projetar ou executar um jardim pequeno. Às vezes, do tamanho de uma floreira. Nestes casos, os custos básicos de visita, trabalho de escritório e acompanhamento, representam um valor significativo para um trabalho pequeno em área, mas complexo e envolvente. Neste caso o custo por m² de jardim pode chegar a milhares de reais.


Estes são parte dos dilemas que enfrentamos na hora de responder a pergunta: quanto custa o jardim? Com mais de 30 anos de experiência e quase mil projetos executados, temos compartilhado com os nossos clientes a lógica do CUP (Custo Unitário de Paisagismo). Ela nos permite informar na hora em que contrata o projeto qual será o custo aproximado da execução. Desenvolvemos três níveis de custo, de acordo com as variáveis que devem ser consideradas e logicamente estes valores mudam de região para região, mas mantém a sua lógica e proporção.











Nível A – Jardins mais simples

Uso de plantas de menor porte, menor densidade de plantio e espécies mais rústicas. São jardins com extensões maiores de grama ou forrações. Com árvores de porte menor, até 2 m de altura e menor quantidade de canteiros de flor. Basicamente são jardins com plantas perenes e baixo custo de manutenção. É o padrão para grandes áreas, para projetos imobiliários mais econômicos. Incluem alguns bancos e áreas de pisos, mas preferencialmente utilizam pisos permeáveis de pó de brita ou saibro compactado para os caminhos e circulações.


Nível B – Jardins de padrão médio

Uso de árvores de porte médio, com canteiros de flor e arbustos floríferos. Maior densidade de plantio e utilização de plantas e flores de maior qualidade e preço. Árvores de até 4 metros de altura, palmeiras de 3 a 4 metros e arbustos de mais de 1 metro de altura. Plantas bem desenvolvidas e com maior padrão. Com utilização de chips, adubos de lenta liberação e materiais de acabamento diferenciados. Incorporam equipamentos básicos como bancos e playgrounds de baixa complexidade.


Nível C – São os jardins de alto padrão

Uso de plantas exemplares. Árvores de mais de 5 metros de altura, que requerem, na construção, da utilização de equipamentos pesados como guindastes e escavadeiras, com obras de complexidade como lagos, córregos, pergolados, áreas de lazer e playgrounds.

Quais os valores para cada nível?

Um jardim do nível A terá um custo entre R$75 e R$90 por m². Um jardim de nível B custaria entre R$110 e R$145 por m² e para os de nível C o custo por m² se situa entre os R$150 e os R$280 também por m². Entendendo que neste último caso o céu é o limite. Um jardim vertical com orquídeas pode custar até 10 vezes este preço. O objetivo não é definir uma “tabela” de preços e sim compartilhar os preços praticados pelo mercado na região norte de Santa Catarina.


Um alerta

Desconfie de preços muito baixos. Preços abaixo dos custos significam problemas ou na qualidade das plantas, ou na troca das plantas especificadas por outras de preço e tamanho inferior. Preços baixos demais significam economia no preparo do solo, nas quantidades de fertilizante, na profundidade de preparo, ou trabalhar com funcionários sem registro, sem equipamentos de segurança e sem treinamento adequados. Não há milagres. Investir num projeto para depois economizar centavos na hora da execução é um erro muito comum. Um erro cometido na maioria das vezes por desconhecimento. Quando não se dispõe de muito dinheiro é preferível investir no preparo do solo e comprar mudas menores, que depois crescerão. O preparo do solo é o alicerce de todo bom jardim. Um bom projeto especifica as quantidades, os tamanhos, as embalagens e as densidades de plantio. Assim é mais fácil evitar problemas posteriores.





04 setembro 2019

Quanto custa um jardim? 2019




Este post tem sido um dos mais acessados aqui no blog e resolvemos atualizar os valores para mantê-lo atualizado.


Quanto custa um jardim?

Antes de contratar o projeto, o cliente sempre pergunta: quanto vai custar o jardim? A resposta não é simples, porque dependerá de muitas variáveis. O tamanho da área, a complexidade da obra, o padrão e os tipos de plantas, o lugar ou aspectos técnicos, como a disponibilidade de materiais e insumos perto do local. Um jardim de 50 m² numa cobertura não terá o mesmo custo que outro de 10,000 m² numa fazenda. Temos que calcular sempre o preço por m² e não nos deixar influenciar pelo preço total. Isso porque quando falamos de preço total para jardins diferentes acabamos gerando mal entendidos e distorcemos o conceito de valor e preço.

O setor da construção civil utiliza o CUB (Custo Unitário Básico) como uma referência de preço e custo, e é importante entender este conceito. O cliente sabe que o preço da sua obra será o resultado de multiplicar o número de metros quadrados pelo valor do CUB. Poderá ainda calcular alguns ajustes de acordo com o padrão da obra, mas terá uma base de cálculo para poder orçar com precisão antes de iniciar a construção.

No paisagismo isso nem sempre acontece. Imaginemos uma floreira numa cobertura, em que todos os materiais têm que subir pelo elevador. Muitos condomínios residenciais definem horários rígidos para entrada de materiais e para a realização de trabalhos de manutenção, o que reduz muito o tempo útil de trabalho. O resultado é que a obra acaba custando mais. A mesma floreira, se estivesse alocada na planta baixa do mesmo edifício, poderia chegar a custar até 40% menos, utilizando as mesmas plantas e materiais. O mesmo acontece com o tipo de jardim. Um canteiro com bromélias, orquídeas ou plantas de alto valor unitário terá um custo por m² superior a um jardim com grama ou forrações. O tamanho e a qualidade das plantas tem um peso importante na hora de calcular o custo final do jardim. Podemos especificar árvores de 2,00 m de altura e um DAP (Diâmetro a Altura do Peito) de 2 a 3 cm, ou árvores de 4,00 a 5,00 m e um DAP de 15 a 20 cm, e o preço poderá variar de poucas dezenas de reais a milhares de reais por unidade.

Certa vez, tivemos duas situações interessantes. No projeto de uma indústria, o cliente nos informou que teríamos um orçamento de R$ 150 mil para o projeto e a execução. O cliente estava nos dizendo que poderíamos elaborar um bom projeto e que não faltariam recursos para fazer um bom jardim. Olhando a planta e num cálculo rápido, comentei que a área total a ser trabalhada seria de mais de 100.000 m² e que mesmo com grandes áreas de gramado, como estava previsto, o custo não seria inferior a R$ 1 milhão e que provavelmente ficaria mais perto do R$ 1,5 milhão. No primeiro momento ficou surpreso. Achava que tinha previsto um orçamento suficiente para o projeto de paisagismo e o jardim. Fizemos algumas contas e na hora percebeu que com o orçamento previsto nem conseguiria colocar grama em toda a área, sem considerar nenhum outro investimento adicional.

Este exemplo não é um caso isolado. No projeto de um condomínio residencial o orçamento era de pouco mais de R$ 60 mil para aproximadamente 2.000 m² de jardim. O investimento do empreendimento foi de mais de R$ 15 milhões e para paisagismo o total representa menos de 0,5% do total do investimento. Outra situação é a que encontramos na hora de projetar ou executar um jardim pequeno. Às vezes, do tamanho de uma floreira. Nestes casos, os custos básicos de visita, trabalho de escritório e acompanhamento, representam um valor significativo para um trabalho pequeno em área, mas complexo e envolvente. Neste caso o custo por m² de jardim pode chegar a milhares de reais.

Estes são parte dos dilemas que enfrentamos na hora de responder a pergunta: quanto custa o jardim? Com mais de 30 anos de experiência e quase mil projetos executados, temos compartilhado com os nossos clientes a lógica do CUP (Custo Unitário de Paisagismo). Ela nos permite informar na hora em que contrata o projeto qual será o custo aproximado da execução. Desenvolvemos três níveis de custo, de acordo com as variáveis que devem ser consideradas e logicamente estes valores mudam de região para região, mas mantém a sua lógica e proporção.

Nível A – Jardins mais simples
Uso de plantas de menor porte, menor densidade de plantio e espécies mais rústicas. São jardins com extensões maiores de grama ou forrações. Com árvores de porte menor, até 2 m de altura e menor quantidade de canteiros de flor. Basicamente são jardins com plantas perenes e baixo custo de manutenção. É o padrão para grandes áreas, para projetos imobiliários mais econômicos. Incluem alguns bancos e áreas de pisos, mas preferencialmente utilizam pisos permeáveis de pó de brita ou saibro compactado para os caminhos e circulações.

Nível B – Jardins de padrão médio
Uso de árvores de porte médio, com canteiros de flor e arbustos floríferos. Maior densidade de plantio e utilização de plantas e flores de maior qualidade e preço. Árvores de até 4 metros de altura, palmeiras de 3 a 4 metros e arbustos de mais de 1 metro de altura. Plantas bem desenvolvidas e com maior padrão. Com utilização de chips, adubos de lenta liberação e materiais de acabamento diferenciados. Incorporam equipamentos básicos como bancos e playgrounds de baixa complexidade.

Nível C – São os jardins de alto padrão
Uso de plantas exemplares. Árvores de mais de 5 metros de altura, que requerem, na construção, da utilização de equipamentos pesados como guindastes e escavadeiras, com obras de complexidade como lagos, córregos, pergolados, áreas de lazer e playgrounds.

Quais os valores para cada nível?

Um jardim do nível A terá um custo entre R$60 e R$80 por m². Um jardim de nível B custaria entre R$90 e R$120 por m² e para os de nível C o custo por m² se situa entre os R$120 e os R$250 também por m². Entendendo que neste último caso o céu é o limite. Um jardim vertical com orquídeas pode custar até 10 vezes este preço. O objetivo não é definir uma “tabela” de preços e sim compartilhar os preços praticados pelo mercado na região norte de Santa Catarina.

Um alerta
Desconfie de preços muito baixos. Preços abaixo dos custos significam problemas ou na qualidade das plantas, ou na troca das plantas especificadas por outras de preço e tamanho inferior. Preços baixos demais significam economia no preparo do solo, nas quantidades de fertilizante, na profundidade de preparo, ou trabalhar com funcionários sem registro, sem equipamentos de segurança e sem treinamento adequados. Não há milagres. Investir num projeto para depois economizar centavos na hora da execução é um erro muito comum. Um erro cometido na maioria das vezes por desconhecimento. Quando não se dispõe de muito dinheiro é preferível investir no preparo do solo e comprar mudas menores, que depois crescerão. O preparo do solo é o alicerce de todo bom jardim. Um bom projeto especifica as quantidades, os tamanhos, as embalagens e as densidades de plantio. Assim é mais fácil evitar problemas posteriores.



Para ter acesso ao post atualizado (2021): https://aboavistapaisagismo.blogspot.com/2021/07/quanto-custa-um-jardim-2021.html


29 agosto 2018

Crianças de apartamento. (1)


Este é um post sobre paisagismo e hoje o tema são as crianças de apartamento? Na realidade deveríamos falar para os país destas crianças de apartamento e dizer que há outras atividades além de smartphone, do tablet ou o vídeo jogo, mostrar como o jardim e as áreas verdes contribuem para que nossas crianças tenham um maior contato com a natureza.

Cada vez é mais frequente ver crianças que não conhecem a natureza, a temem, a evitam. Na origem deste medo há país e mães que buscando proteger os seus filhos de micróbios e bactérias vem a natureza como uma ameaça e um foco potencial de contagio para seus filhos. Como resultado desta visão deturpada, acabam evitando que brinquem no jardim. Brincar do jeito que crianças até os 10 ou 12 anos deveriam brincar. Crianças precisam sujar as mãos, tomar banho de chuva, ralar os joelhos, colher flores e folhas e até colocar na boca brinquedos que tenham caído no chão, sem que tenham sido esterilizados por mães e pais zelosos e atentos.

Há estudos sérios, que comprovam que um “pouco de sujeira” faz bem. Que comer a merenda depois de ter brincado no jardim, na horta ou acariciado uma mascota sem ter lavado as mãos direito utilizando um germicida ou um sabonete especial que elimina 99,99% das bactérias, ajuda a criar anticorpos e aumenta a proteção das crianças frente a doenças comuns.

Mas é cada vez mais comum escutar destes país e mães que não gostam que as crianças brinquem no jardim, porque pode ter bichos, sujeira ou há o risco que as crianças peguem alguma doença. O resultado é uma nova geração de crianças criadas em apartamentos, em ambientes seguros, esterilizados e assépticos, que não conhecem outro mundo que aquele e que temem o desconhecido.

Brincar no jardim, caminhar descalço na grama, colher flores, cuidar de uma horta e colher rabanetes ou cenouras são atividades que devemos estimular e que devem estar previstas num bom projeto de paisagismo.  Crianças que brincam no jardim são mais saudáveis, mais fortes e desenvolvem habilidades que os acompanharão ao longo da sua vida.


O jardim deve ser um espaço de aventura, de descoberta, de desenvolvimento e de observação. O contato com plantas, flores e animais de companhia estimula e desenvolve a sensibilidade, o carinho e contribui a formação de crianças mais curiosas e criativas.

13 julho 2016

Quanto custa um jardim? 2016


Quanto custa um jardim?

Antes de contratar o projeto o cliente cada vez mais pergunta: quanto vai custar o jardim? A resposta não é simples, porque dependerá de muitas variáveis. O tamanho da área, a complexidade da obra, o padrão e tipo de plantas, o lugar ou aspectos técnicos como a disponibilidade de materiais e insumos perto do local.  Não vai ter o mesmo custo um jardim de 50 m² numa cobertura que um de 10,000 m² numa fazenda. Temos que calcular sempre o preço por m² e não nos deixar influenciar pelo preço total. Pois quando falamos de preço total para jardins diferentes acabamos gerando mal entendidos e distorcemos o conceito de valor e preço.

O setor da construção civil utiliza o CUB (Custo Unitário Básico) como uma referencia de preço e custo, e é importante entender este conceito. O cliente sabe que o preço da sua obra será o resultado de multiplicar o numero de metros quadrados pelo valor do CUB. Poderá ainda calcular alguns ajustes de acordo com o padrão da obra, mas terá uma base de calculo para poder orçar com precisão antes de iniciar a construção. No paisagismo isso não sempre acontece. Imaginemos uma floreira numa cobertura, em que todos os materiais têm que subir pelo elevador. Muitos condomínios residenciais definem horários rígidos para entrada de materiais e para a realização de trabalhos de manutenção, o que reduz muito o tempo útil de trabalho. O resultado é que a obra acaba custando mais.  A mesma floreira, se estivesse locada na planta baixa do mesmo edifício, poderia chegar a custar até 40% menos, utilizando as mesmas plantas e materiais. O mesmo acontece com o tipo de jardim, um canteiro com bromélias, orquídeas ou plantas de alto valor unitário terá um custo por m² superior a um jardim com grama ou forrações. O tamanho e a qualidade das plantas tem um peso importante na hora de calcular o custo final do jardim. Podemos especificar arvores de 2,00 m de altura e um DAP (Diâmetro a Altura do Peito) de 2 a 3 cm, ou arvores de 4,00 a 5,00 m e um DAP de 15 a 20 cm, e o preço poderá variar de poucas dezenas de Reais a milhares de Reais por unidade.

Recentemente tivemos duas situações interessantes. No projeto de uma indústria, o cliente nos informou que teríamos um orçamento de R$ 150.000 para o projeto e a execução. O cliente estava nos dizendo que poderíamos elaborar um bom projeto e que não faltariam recursos para fazer um bom jardim. Olhando a planta e num calculo rápido, comentei que a área total a ser trabalhada seria de mais de 100.000 m² e que mesmo com grandes áreas de gramado, como estava previsto, o custo não seria inferior a R$ 1.000.000 e que provavelmente ficaria mais perto do R$ 1.500.000. No primeiro momento ficou surpreso. Achava que tinha previsto um orçamento suficiente para o projeto de paisagismo e o jardim. Fizemos algumas contas e na hora percebeu que com o orçamento previsto nem conseguiria colocar grama em toda a área, sem considerar nenhum outro investimento adicional.
 
Este exemplo não é um caso isolado. No projeto de um condomínio residencial o orçamento era de pouco mais de R$ 60.000 para aproximadamente 2.000 m² de jardim. O investimento do empreendimento foi de mais de R$ 15.000.000 e para paisagismo o total representava menos de 0,5% do total do investimento. Outra situação é a que encontramos na hora de projetar ou executar um jardim pequeno. Ás vezes do tamanho de uma floreira, nestes casos os custos básicos de visita, trabalho de escritório e acompanhamento, representam um valor significativo para um trabalho pequeno em área, mas complexo e envolvente. Neste caso o custo por m² de jardim pode chegar a milhares de Reais.

Estes são parte dos dilemas que enfrentamos na hora de responder a pergunta: Quanto custa o jardim? Com mais de 30 anos de experiência e quase um milhar de projetos executados temos acabando desenvolvendo e compartilhando com os nossos clientes a logica do CUP (Custo Unitário de Paisagismo) que nos permite informar-lhes na hora em que contrata o projeto qual será o custo aproximado da execução. Desenvolvemos três níveis de custo, de acordo com as variáveis que devem ser consideradas e logicamente estes valores mudam de região para região, mas mantem a sua logica e proporção.

- Nível A – Jardins mais simples, com plantas de menor porte, menor densidade de plantio e utilizando espécies mais rusticas. São jardins com extensões maiores de grama ou forrações. Com arvores de porte menor, até 2 m de altura e menor quantidade de canteiros de flor. Basicamente são jardins com plantas perenes e baixo custo de manutenção. É o padrão para grandes áreas, para projetos imobiliários mais econômicos. Incluem alguns bancos e áreas de pisos, mas preferencialmente utilizam pisos permeáveis de pó de brita ou saibro compactado para os caminhos e circulações.

- Nível B – Jardins de padrão médio. Com arvores de porte médio, com canteiros de flor e utilização de arbustos floríferos. Maior densidade de plantio e utilização de plantas e flores de maior qualidade e preço. Arvores de até 4 metros de altura, palmeiras de 3 a 4 metros e arbustos de mais de 1 metro de altura. Plantas bem desenvolvidas e com maior padrão. Com utilização de chips, adubos de lenta liberação e materiais de acabamento diferenciados. Incorporam equipamentos básicos como bancos e playgrounds de baixa complexidade.

- Nível C – São os jardins de alto padrão, com plantas exemplares. Arvores de mais de 5 metros de altura, que requerem, na construção, da utilização de equipamentos pesados como guindastes e escavadeiras, com obras de complexidade como lagos, córregos, pergolados, áreas de lazer e playgrounds.

Quais os valores para cada nível? Um jardim do nível A, no segundo semestre de 2016 terá um custo entre R$ 45 e R$ 65 por m². Um jardim de nível B custaria entre R$ 60 e R$ 90 por m² e para os de nível C o custo por m² se situa entre os R$ 85 e os R$ 150 também por m². Entendendo que neste ultimo caso o céu é o limite. Um jardim vertical com orquídeas pode custar até 10 vezes este preço. O objetivo não é definir uma “tabela” de preços e sim compartilhar os preços praticados pelo mercado na região norte de Santa Catarina.


Um alerta: desconfie de preços muito baixos. Preços abaixo dos custos significam problemas. Ou na qualidade das plantas, ou na troca das plantas especificadas por outras de preço e tamanho inferior. Preços baixos demais significam economia no preparo do solo, nas quantidades de fertilizante, na profundidade de preparo, ou trabalhar com funcionários sem registro, sem equipamentos de segurança e sem treinamento adequados. Não há milagres. Investir num projeto para depois economizar centavos na hora da execução é um erro muito comum. Um erro cometido na maioria das vezes por desconhecimento. Quando não se dispõe de muito dinheiro é preferível investir no preparo do solo e comprar mudas menores, que depois crescerão. O preparo do solo é o alicerce de todo bom jardim.  Um bom projeto especifica as quantidades, os tamanhos, as embalagens e as densidades de plantio. Assim é mais fácil evitar problemas posteriores.



Para ter acesso ao post atualizado (2021): https://aboavistapaisagismo.blogspot.com/2021/07/quanto-custa-um-jardim-2021.html

23 setembro 2015

17 agosto 2015

Hora de mexer no Jardim?


Sempre há uma hora em que é preciso mexer no jardim. Por boa que seja a manutenção é normal que o jardim com o tempo sofra algum tipo de depreciação e que seja necessário mudar algumas coisa.E quando chega a hora como proceder?

Primeiro passo é analisar o que deve e não ser feito. Precisa mesmo trocar as plantas? Ou uma poda mais forte e uma boa adubação resolve? Quanto tempo faz que foi feita a última manutenção? Quais são as causas do deterioro? Responder a estas perguntas é vital para não cair em despesas desnecessárias.

Algumas dicas:

1.- Algumas plantas tem um prazo de validade e não vão durar para sempre, será preciso substitui-las, mas a maioria de plantas, desde que bem mantidas, duram muitos anos. Escolha plantas perenes que durem mais tempo e use flores de estação só nos lugares de maior destaque do jardim.





2.- economizar na manutenção, quase sempre, acaba custando mais caro. Podas, adubações periódicas, a retirada de flores velhas e a limpeza do mato mantém o jardim bonito por mais tempo e reduz a necessidade e o custo de reformas maiores ou de substituição de plantas. Um jardim sadio precisa de cuidados regulares, adubação deve ser feita no mínimo a cada 3 meses.



3.- cuidado com os jardineiros que só querem trocar plantas. Só trocar as plantas sem preparar bem os canteiros e recompor a fertilidade do solo pode ser um mal negocio. É melhor gastar R$ 5 no preparo do solo e R$ 1 numa planta que vai desenvolver melhor, que economizar no preparo do solo e gastar numa planta que não vai desenvolver.


como-melhorar-solo-do-seu-jardim

Finalmente consulte sempre bons profissionais, não sempre as plantas mais caras são as melhores para cada jardim, há muitas plantas de baixo custo que dão bom resultado. Plantas com flores ou folhas coloridas são sempre uma boa alternativa e plantas que precisam de podas constantes como os buxinhos, acabam tendo um custo de manutenção elevado.



Os meses de julho e agosto são os melhores para preparar o jardim para a primavera e o verão. Aproveite as dicas.

10 julho 2015

Sustentabilidade no bolso


Sustentabilidade é um tema que não podemos deixar de fora na hora de falar do jardim e a sustentabilidade tem vários pontos a ser considerados, o primeiro é o da nossa responsabilidade ambiental, o compromisso com um ambiente mais sustentável, que utilize menos recursos, que aproveite melhor os insumos e que ainda acabe custando menos, porque um projeto de paisagismo sustentável é um projeto que tem também um custo de manutenção menor.
Perceber que um bom projeto custa menos e que um jardim sustentável oferece melhor resultado para todos não é sempre bem percebido pelo cliente que facilmente cai na armadilha do barato que sai caro. Economizar no preparo do solo, na escolha das plantas ou na regularidade da manutenção acaba sendo um péssimo negocio. O risco pode ser até de perder todo o investimento.
Na hora de pensar no jardim é necessário pensar no custo mensal. Escolher plantas que exijam menos manutenção e que não precisem ser trocadas com tanta frequência. Não é necessário abrir mão de um jardim florido, é possível usar flores perenes que não precisam ser trocadas e reservar as plantas anuais para os pontos de maior destaque.
Pequenos arbustos de flor são também uma boa alternativa para um bom jardim, requerem pouca manutenção, não precisam ser trocados e se bem escolhidos nos permitem ter um jardim florido durante todo o ano.
A grama, especialmente em áreas excessivamente pequenas, com menos de 50 m2, por exemplo, exige muita mão de obra e cortes regulares, em geral devemos calcular entre 12 e 14 cortes por ano, o corte da grama representa além de um elevado custo da mão de obra, custos adicionais de energia ou combustível. Para estas áreas a melhor opção é utilizar as forrações, plantas que tem o aspecto e o desenvolvimento das gramas e que podem ser cortadas até uma única vez ao ano e que ainda podem acrescentar cor e textura ao jardim.
Não esqueça a sustentabilidade começa no projeto e se sente no bolso.





08 junho 2015

Curso Design de Jardim no Centro Europeu.

Boa tarde!

Tudo bem?

O Paisagista Jordi Castan e a Arquiteta Manoela do Nascimento fazem parte da equipe de professores do Centro Europeu no curso de Design de Jardim.
O Jordi ministrou nas últimas semanas os módulos: A história do Paisagismo e Tendências do Paisagismo e a Manoela começará esta semana os módulos de: Como entender e interpretar um projeto de Paisagismo e Paisagismo decorativo (vasos, floreiras, treliças, decks, pergolados, jardins verticais).


03 junho 2015

Palestra da IV Jornada do Paisagismo do Instituto Plantarum.

Bom dia,

Tudo bem!

Este é o link da Palestra da IV Jornada do Paisagismo do Instituto Plantarum; com o Tema: O uso da cor no jardim.
A seguinte palestra fala sobre: cor, formas e texturas. Como o uso destes artifícios transformam e dão vida aos belos Jardins.


Bom proveito!



https://drive.google.com/open?id=0B58vnduZRjA0eVZmUS03X1NGR3M&authuser=0

29 maio 2015

CASA HAYASHI

Boa tarde,
Chegou ao fim mais um mês de muito trabalho.
Aproveitamos para divulgar mais um trabalho nosso publicado; dessa vez no respeitado site ARCHDAILY BRASIL.
Trata-se de um residencia com traços marcantes de arquitetura contemporânea, projetada pelo escritório THIAGO BORGES MENDES ARQUITETURA, na área rural de Joinville.
Até breve e um Ótimo Final de Semana.
As fotos são do talentoso fotografo LARRY SESTEM.




Confira a matéria no site abaixo;

http://www.archdaily.com.br/br/767106/casa-hayashi-borges-mendes-arquitetura

28 maio 2015

CASA DO LAGO

Bom Dia,
Essas são algumas fotos recentes do projeto mostrado ontem.
Nesse jardim o dialogo entre arquitetura e paisagismo se dá através de diferentes elementos; as palmeiras de grande porte, o gramado em frente à piscina e um conjunto de plantas junto ao acesso social da casa.
Para conformação do jardim junto ao acesso fui utilizado um recurso muito interessante; a contenção de um pequeno volume de terra por rochas de grande porte.






02 abril 2015

Elementos Construídos no Jardim

Boa Tarde,
Em Abril iremos falar um pouco sobre os elementos construídos que podem compor o jardim; pergolados, decks, piscinas, caminhos e bancos.
Afinal de contas o jardim também é um espaço para ser usado e aproveitado.
Voltamos com mais novidades depois do feriado.
Ótima Pascoa a todos.



12 fevereiro 2015

Casa SCH

"O jardim é uma natureza organizada pelo homem e para o homem."
Roberto Burle Marx

Projeto de Paisagismo: A Boa Vista Projetos de Paisagismo
Local: Joinville-SC





05 fevereiro 2015

Jardim Tropical

No jardim tropical é a natureza a que ocupa todo o espaço. Não é domesticado, a natureza se sente livre e toma conta.
Não é um jardim só de plantas, é feito também de luzes e sombras, de cores e texturas. Um jardim para ser sentido e vivido na sua máxima expressão.
Foto: Projeto desenvolvido pela A Boa Vista Projetos de Paisagismo




13 janeiro 2015

Jardim residencial em Joinville SC



O reflexo dos Agapanthus "graskopf" na piscina e o contraste do verde com a textura da rocha oferecem um bom resultado.



17 outubro 2010

Para pensar acordado

Em Joinville, Jardim é nome de 'bairro de pobre'. Tudo que é 'de rico' agora se chama Garten.

Guilherme Schroeder

20 março 2010

Mudança de estação

Mudança de estação

A cada três meses a estação muda, passamos do verão ao outono, do inverno para a primavera. Em alguns estados a diferença das estações só é sentida pela mudança no regime de chuvas e passamos da seca a chuva.

Damos pouca atenção a como estas mudanças de estação influenciam o jardim, como devemos nos preparar e preparar o jardim para estas mudanças. Cada estação tem as suas características e alguns cuidados não podem ser esquecidos. Na mudança do verão para o outono, precisaremos prever a troca das flores de época e principalmente os cuidados com as plantas de verão, que depois de ter alegrado nossos jardins com as cores da sua florada, agora precisam de uma boa adubação e de podas para poder recuperar o seu porte e revigorar depois do esforço feito.

Algumas plantas podem começar a ser podadas, uma boa dica é a de programar sempre as podas para o período depois da florada, as plantas estão se preparando para se recuperar de um verão intenso e uma poda ajudara a manter a forma e a proporção do jardim. Devemos lembrar que para cada tipo de planta existe um tipo de poda, as podas de final de verão, são podas menos intensas, para que a planta possa aproveitar ainda o final do calor e as chuvas de verão.

As chuvas intensas compactam o solo e utilizar chips ou mulching para formar uma boa cobertura do solo, ajuda a evitar a compactação intensa, o material que sobra das podas leves e dos cortes do gramado, pode ser utilizado depois de compostado para formar uma boa cobertura sobre os canteiros, este material será gradualmente incorporado ao solo e aumentará a sua fertilidade e melhorará muito a sua estrutura proporcionando plantas de raízes mais fortes e mais vigorosas.

A adubação deve merecer nossa atenção especial, as chuvas e o forte desenvolvimento das plantas no verão, faz que seja época de recuperar a fertilidade do solo, uma boa adubação para todo o jardim é recomendada e nos canteiros novos de flores de época é bom adubar de novo, para que o jardim no outono continue com a beleza desta estação.