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04 abril 2025

Jardins para polinizadores

 

Jardins para polinizadores: Como atrair abelhas, borboletas e pássaros para um ecossistema equilibrado

Em meio ao avanço da urbanização e da homogeneização das paisagens urbanas, uma pergunta urgente se impõe: para onde foi a vida nos nossos jardins? Em vez de ambientes coloridos e pulsantes, temos visto cada vez mais espaços monótonos, com pouca diversidade vegetal e escassa presença de insetos, aves e outros animais silvestres.

Essa simplificação dos espaços verdes não é apenas uma perda estética — ela representa uma séria ameaça à biodiversidade. E a consequência já é visível: aumento de pragas, doenças, desequilíbrio ambiental e uma desconexão cada vez maior entre as cidades e a natureza.

Mas esse cenário pode ser transformado — e já existem movimentos que apontam o caminho.

Mais biodiversidade, menos estéril: o novo paisagismo urbano

Uma tendência crescente entre paisagistas e planejadores urbanos tem sido projetar jardins com função ecológica: atrair polinizadores como abelhas, borboletas e até pássaros, contribuindo para o restabelecimento de um ecossistema mais rico e equilibrado. Esses jardins, além de belos, são ambientes vivos, que desempenham um papel fundamental na regeneração ambiental e no combate ao empobrecimento da biodiversidade urbana.

“Ao substituir gramados extensos e monótonos por plantas floridas e nativas, começamos a criar verdadeiros oásis de vida em meio ao concreto”, destaca um especialista em paisagismo ecológico. “Enquanto um gramado se comporta como um deserto verde, sem atrativos para a fauna, um jardim florido pode se tornar um micro ecossistema fértil e saudável.”

Do deserto verde ao refúgio da vida: como transformar um jardim

O ponto de partida para essa transformação está na escolha das espécies vegetais. Arbustos topiados e áreas exclusivamente gramadas pouco contribuem para a vida selvagem urbana. Já o uso de forrações floridas e espécies nativas pode reverter esse quadro rapidamente.

Entre as opções recomendadas estão as forrações como Persicaria, Indigofera, Sphagneticola e Arachis, que substituem com eficiência os gramados tradicionais, além de flores como lantanas, petúnias, verbenas, margaridas e girassóis, todas excelentes para atrair insetos polinizadores.

Além disso, árvores frutíferas nativas têm um papel-chave no retorno da avifauna. Espécies que oferecem alimento natural aos pássaros incentivam o retorno de aves que, por sua vez, espalham sementes e contribuem para a regeneração vegetal em áreas urbanas e degradadas.

Hotéis de insetos: arquitetura a favor da biodiversidade

Outro recurso criativo e funcional que vem ganhando espaço nos projetos de jardins ecológicos são os hotéis de insetos — pequenas estruturas feitas de materiais naturais como madeira, palha, bambu e argila que oferecem abrigo e criadouros seguros para abelhas solitárias, joaninhas e outros insetos benéficos.

Esses abrigos funcionam como verdadeiros “berçários” da biodiversidade e reforçam a presença de polinizadores nos jardins ao longo de todo o ano.

Muito além da estética: paisagismo como instrumento de regeneração

Ao investir em jardins biodiversos, paisagistas e profissionais do setor não estão apenas embelezando espaços, mas participando ativamente de um movimento de regeneração ambiental. Cada projeto pensado com esse propósito se torna um núcleo vivo, capaz de reconectar a cidade com a natureza e inspirar uma nova relação com o meio ambiente.

Além dos ganhos ambientais, há também impactos sociais e educativos. Jardins com presença ativa de borboletas, abelhas e pássaros encantam moradores, despertam a curiosidade das crianças e se tornam espaços de contemplação e bem-estar.

E você, já pensou no impacto do seu jardim?

Criar espaços que atraem polinizadores é mais do que uma tendência — é uma responsabilidade ecológica e uma oportunidade de inovar no paisagismo com propósito. Ao fazer escolhas conscientes de plantas e estruturas, você não só transforma o seu espaço, como também contribui para um futuro mais equilibrado.

 

21 julho 2021

Quanto custa um jardim? 2021




Antes de contratar o projeto, o cliente sempre pergunta: quanto vai custar o jardim? A resposta não é simples, porque dependerá de muitas variáveis. O tamanho da área, a complexidade da obra, o padrão e os tipos de plantas, o lugar ou aspectos técnicos, como a disponibilidade de materiais e insumos perto do local. 

Um jardim de 50 m² numa cobertura não terá o mesmo custo que outro de 10,000 m² numa fazenda. Temos que calcular sempre o preço por m² e não nos deixar influenciar pelo preço total. Isso porque quando falamos de preço total para jardins diferentes acabamos gerando mal entendidos e distorcemos o conceito de valor e preço.

O setor da construção civil utiliza o CUB (Custo Unitário Básico) como uma referência de preço e custo, e é importante entender este conceito. O cliente sabe que o preço da sua obra será o resultado de multiplicar o número de metros quadrados pelo valor do CUB. Poderá ainda calcular alguns ajustes de acordo com o padrão da obra, mas terá uma base de cálculo para poder orçar com precisão antes de iniciar a construção.





No paisagismo isso nem sempre acontece. Imaginemos uma floreira numa cobertura, em que todos os materiais têm que subir pelo elevador. Muitos condomínios residenciais definem horários rígidos para entrada de materiais e para a realização de trabalhos de manutenção, o que reduz muito o tempo útil de trabalho. O resultado é que a obra acaba custando mais. A mesma floreira, se estivesse alocada na planta baixa do mesmo edifício, poderia chegar a custar até 40% menos, utilizando as mesmas plantas e materiais. O mesmo acontece com o tipo de jardim. Um canteiro com bromélias, orquídeas ou plantas de alto valor unitário terá um custo por m² superior a um jardim com grama ou forrações. O tamanho e a qualidade das plantas tem um peso importante na hora de calcular o custo final do jardim. Podemos especificar árvores de 2,00 m de altura e um DAP (Diâmetro a Altura do Peito) de 2 a 3 cm, ou árvores de 4,00 a 5,00 m e um DAP de 15 a 20 cm, e o preço poderá variar de poucas dezenas de reais a milhares de reais por unidade.




Certa vez, tivemos duas situações interessantes. No projeto de uma indústria, o cliente nos informou que teríamos um orçamento de R$ 150 mil para o projeto e a execução. O cliente estava nos dizendo que poderíamos elaborar um bom projeto e que não faltariam recursos para fazer um bom jardim. Olhando a planta e num cálculo rápido, comentei que a área total a ser trabalhada seria de mais de 100.000 m² e que mesmo com grandes áreas de gramado, como estava previsto, o custo não seria inferior a R$ 1 milhão e que provavelmente ficaria mais perto do R$ 1,5 milhão. No primeiro momento ficou surpreso. Achava que tinha previsto um orçamento suficiente para o projeto de paisagismo e o jardim. Fizemos algumas contas e na hora percebeu que com o orçamento previsto nem conseguiria colocar grama em toda a área, sem considerar nenhum outro investimento adicional.

Este exemplo não é um caso isolado. No projeto de um condomínio residencial o orçamento era de pouco mais de R$ 60 mil para aproximadamente 2.000 m² de jardim. O investimento do empreendimento foi de mais de R$ 15 milhões e para paisagismo o total representa menos de 0,5% do total do investimento. Outra situação é a que encontramos na hora de projetar ou executar um jardim pequeno. Às vezes, do tamanho de uma floreira. Nestes casos, os custos básicos de visita, trabalho de escritório e acompanhamento, representam um valor significativo para um trabalho pequeno em área, mas complexo e envolvente. Neste caso o custo por m² de jardim pode chegar a milhares de reais.


Estes são parte dos dilemas que enfrentamos na hora de responder a pergunta: quanto custa o jardim? Com mais de 30 anos de experiência e quase mil projetos executados, temos compartilhado com os nossos clientes a lógica do CUP (Custo Unitário de Paisagismo). Ela nos permite informar na hora em que contrata o projeto qual será o custo aproximado da execução. Desenvolvemos três níveis de custo, de acordo com as variáveis que devem ser consideradas e logicamente estes valores mudam de região para região, mas mantém a sua lógica e proporção.











Nível A – Jardins mais simples

Uso de plantas de menor porte, menor densidade de plantio e espécies mais rústicas. São jardins com extensões maiores de grama ou forrações. Com árvores de porte menor, até 2 m de altura e menor quantidade de canteiros de flor. Basicamente são jardins com plantas perenes e baixo custo de manutenção. É o padrão para grandes áreas, para projetos imobiliários mais econômicos. Incluem alguns bancos e áreas de pisos, mas preferencialmente utilizam pisos permeáveis de pó de brita ou saibro compactado para os caminhos e circulações.


Nível B – Jardins de padrão médio

Uso de árvores de porte médio, com canteiros de flor e arbustos floríferos. Maior densidade de plantio e utilização de plantas e flores de maior qualidade e preço. Árvores de até 4 metros de altura, palmeiras de 3 a 4 metros e arbustos de mais de 1 metro de altura. Plantas bem desenvolvidas e com maior padrão. Com utilização de chips, adubos de lenta liberação e materiais de acabamento diferenciados. Incorporam equipamentos básicos como bancos e playgrounds de baixa complexidade.


Nível C – São os jardins de alto padrão

Uso de plantas exemplares. Árvores de mais de 5 metros de altura, que requerem, na construção, da utilização de equipamentos pesados como guindastes e escavadeiras, com obras de complexidade como lagos, córregos, pergolados, áreas de lazer e playgrounds.

Quais os valores para cada nível?

Um jardim do nível A terá um custo entre R$75 e R$90 por m². Um jardim de nível B custaria entre R$110 e R$145 por m² e para os de nível C o custo por m² se situa entre os R$150 e os R$280 também por m². Entendendo que neste último caso o céu é o limite. Um jardim vertical com orquídeas pode custar até 10 vezes este preço. O objetivo não é definir uma “tabela” de preços e sim compartilhar os preços praticados pelo mercado na região norte de Santa Catarina.


Um alerta

Desconfie de preços muito baixos. Preços abaixo dos custos significam problemas ou na qualidade das plantas, ou na troca das plantas especificadas por outras de preço e tamanho inferior. Preços baixos demais significam economia no preparo do solo, nas quantidades de fertilizante, na profundidade de preparo, ou trabalhar com funcionários sem registro, sem equipamentos de segurança e sem treinamento adequados. Não há milagres. Investir num projeto para depois economizar centavos na hora da execução é um erro muito comum. Um erro cometido na maioria das vezes por desconhecimento. Quando não se dispõe de muito dinheiro é preferível investir no preparo do solo e comprar mudas menores, que depois crescerão. O preparo do solo é o alicerce de todo bom jardim. Um bom projeto especifica as quantidades, os tamanhos, as embalagens e as densidades de plantio. Assim é mais fácil evitar problemas posteriores.





04 setembro 2019

Quanto custa um jardim? 2019




Este post tem sido um dos mais acessados aqui no blog e resolvemos atualizar os valores para mantê-lo atualizado.


Quanto custa um jardim?

Antes de contratar o projeto, o cliente sempre pergunta: quanto vai custar o jardim? A resposta não é simples, porque dependerá de muitas variáveis. O tamanho da área, a complexidade da obra, o padrão e os tipos de plantas, o lugar ou aspectos técnicos, como a disponibilidade de materiais e insumos perto do local. Um jardim de 50 m² numa cobertura não terá o mesmo custo que outro de 10,000 m² numa fazenda. Temos que calcular sempre o preço por m² e não nos deixar influenciar pelo preço total. Isso porque quando falamos de preço total para jardins diferentes acabamos gerando mal entendidos e distorcemos o conceito de valor e preço.

O setor da construção civil utiliza o CUB (Custo Unitário Básico) como uma referência de preço e custo, e é importante entender este conceito. O cliente sabe que o preço da sua obra será o resultado de multiplicar o número de metros quadrados pelo valor do CUB. Poderá ainda calcular alguns ajustes de acordo com o padrão da obra, mas terá uma base de cálculo para poder orçar com precisão antes de iniciar a construção.

No paisagismo isso nem sempre acontece. Imaginemos uma floreira numa cobertura, em que todos os materiais têm que subir pelo elevador. Muitos condomínios residenciais definem horários rígidos para entrada de materiais e para a realização de trabalhos de manutenção, o que reduz muito o tempo útil de trabalho. O resultado é que a obra acaba custando mais. A mesma floreira, se estivesse alocada na planta baixa do mesmo edifício, poderia chegar a custar até 40% menos, utilizando as mesmas plantas e materiais. O mesmo acontece com o tipo de jardim. Um canteiro com bromélias, orquídeas ou plantas de alto valor unitário terá um custo por m² superior a um jardim com grama ou forrações. O tamanho e a qualidade das plantas tem um peso importante na hora de calcular o custo final do jardim. Podemos especificar árvores de 2,00 m de altura e um DAP (Diâmetro a Altura do Peito) de 2 a 3 cm, ou árvores de 4,00 a 5,00 m e um DAP de 15 a 20 cm, e o preço poderá variar de poucas dezenas de reais a milhares de reais por unidade.

Certa vez, tivemos duas situações interessantes. No projeto de uma indústria, o cliente nos informou que teríamos um orçamento de R$ 150 mil para o projeto e a execução. O cliente estava nos dizendo que poderíamos elaborar um bom projeto e que não faltariam recursos para fazer um bom jardim. Olhando a planta e num cálculo rápido, comentei que a área total a ser trabalhada seria de mais de 100.000 m² e que mesmo com grandes áreas de gramado, como estava previsto, o custo não seria inferior a R$ 1 milhão e que provavelmente ficaria mais perto do R$ 1,5 milhão. No primeiro momento ficou surpreso. Achava que tinha previsto um orçamento suficiente para o projeto de paisagismo e o jardim. Fizemos algumas contas e na hora percebeu que com o orçamento previsto nem conseguiria colocar grama em toda a área, sem considerar nenhum outro investimento adicional.

Este exemplo não é um caso isolado. No projeto de um condomínio residencial o orçamento era de pouco mais de R$ 60 mil para aproximadamente 2.000 m² de jardim. O investimento do empreendimento foi de mais de R$ 15 milhões e para paisagismo o total representa menos de 0,5% do total do investimento. Outra situação é a que encontramos na hora de projetar ou executar um jardim pequeno. Às vezes, do tamanho de uma floreira. Nestes casos, os custos básicos de visita, trabalho de escritório e acompanhamento, representam um valor significativo para um trabalho pequeno em área, mas complexo e envolvente. Neste caso o custo por m² de jardim pode chegar a milhares de reais.

Estes são parte dos dilemas que enfrentamos na hora de responder a pergunta: quanto custa o jardim? Com mais de 30 anos de experiência e quase mil projetos executados, temos compartilhado com os nossos clientes a lógica do CUP (Custo Unitário de Paisagismo). Ela nos permite informar na hora em que contrata o projeto qual será o custo aproximado da execução. Desenvolvemos três níveis de custo, de acordo com as variáveis que devem ser consideradas e logicamente estes valores mudam de região para região, mas mantém a sua lógica e proporção.

Nível A – Jardins mais simples
Uso de plantas de menor porte, menor densidade de plantio e espécies mais rústicas. São jardins com extensões maiores de grama ou forrações. Com árvores de porte menor, até 2 m de altura e menor quantidade de canteiros de flor. Basicamente são jardins com plantas perenes e baixo custo de manutenção. É o padrão para grandes áreas, para projetos imobiliários mais econômicos. Incluem alguns bancos e áreas de pisos, mas preferencialmente utilizam pisos permeáveis de pó de brita ou saibro compactado para os caminhos e circulações.

Nível B – Jardins de padrão médio
Uso de árvores de porte médio, com canteiros de flor e arbustos floríferos. Maior densidade de plantio e utilização de plantas e flores de maior qualidade e preço. Árvores de até 4 metros de altura, palmeiras de 3 a 4 metros e arbustos de mais de 1 metro de altura. Plantas bem desenvolvidas e com maior padrão. Com utilização de chips, adubos de lenta liberação e materiais de acabamento diferenciados. Incorporam equipamentos básicos como bancos e playgrounds de baixa complexidade.

Nível C – São os jardins de alto padrão
Uso de plantas exemplares. Árvores de mais de 5 metros de altura, que requerem, na construção, da utilização de equipamentos pesados como guindastes e escavadeiras, com obras de complexidade como lagos, córregos, pergolados, áreas de lazer e playgrounds.

Quais os valores para cada nível?

Um jardim do nível A terá um custo entre R$60 e R$80 por m². Um jardim de nível B custaria entre R$90 e R$120 por m² e para os de nível C o custo por m² se situa entre os R$120 e os R$250 também por m². Entendendo que neste último caso o céu é o limite. Um jardim vertical com orquídeas pode custar até 10 vezes este preço. O objetivo não é definir uma “tabela” de preços e sim compartilhar os preços praticados pelo mercado na região norte de Santa Catarina.

Um alerta
Desconfie de preços muito baixos. Preços abaixo dos custos significam problemas ou na qualidade das plantas, ou na troca das plantas especificadas por outras de preço e tamanho inferior. Preços baixos demais significam economia no preparo do solo, nas quantidades de fertilizante, na profundidade de preparo, ou trabalhar com funcionários sem registro, sem equipamentos de segurança e sem treinamento adequados. Não há milagres. Investir num projeto para depois economizar centavos na hora da execução é um erro muito comum. Um erro cometido na maioria das vezes por desconhecimento. Quando não se dispõe de muito dinheiro é preferível investir no preparo do solo e comprar mudas menores, que depois crescerão. O preparo do solo é o alicerce de todo bom jardim. Um bom projeto especifica as quantidades, os tamanhos, as embalagens e as densidades de plantio. Assim é mais fácil evitar problemas posteriores.



Para ter acesso ao post atualizado (2021): https://aboavistapaisagismo.blogspot.com/2021/07/quanto-custa-um-jardim-2021.html


31 outubro 2018

Como reduzir os custos de manutenção do jardim - Gramados e forrações (2)

O maior problema com a manutenção do jardim são os custos crescentes, para minimizar o impacto destes custos alguns pontos podem ser considerados já na concepção do projeto do jardim.



Gramados e forrações

Normalmente a maior parte da área do jardim é composta por gramados e forrações, por isso é importante reduzir os custos de manutenção. Áreas maiores de gramado continuo são sempre mais econômicas para manter, que a mesma quantidade de metros quadrados divididos em pequenos canteiros. Devem ser evitadas áreas gramadas de menos de 100 m2. Áreas grandes permitem corte com maior facilidade, podem ser utilizados equipamentos maiores e mais eficientes. Prefira aqueles que tenham tração própria ou ainda em grandes espaços devem ser priorizados pequenos tratores ou roçadeiras autoportantes que permitam ser conduzidas pelo operador, porque tem maior velocidade e tem melhor rendimento. 
O corte de grama ou de forrações com equipamentos manuais ou costais deve ser evitado ou no pior dos casos restrito as áreas menores ou em que a inclinação, o acesso ou as características topográficas não permitam o uso de outro tipo de maquinas e equipamentos. Roçadeiras que utilizam fio de nylon para corte tem baixa produtividade e proporcionam um corte de péssima qualidade, mas tem como vantagem principal o seu baixo custo de aquisição e a sua resistência e o baixo custo de operação, sempre que possível escolha maquinas com corte que permita afiação, assim o corte será mais limpo, a planta sentirá menos e a recuperação será melhor e mais rápida.

O custo de manutenção das áreas gramadas tem uma relação direta entre a superfície, o tipo de planta escolhida e a frequência de corte. Ponto importante a considerar é o número de vezes que um gramado ou um canteiro de forração precisará ser cortado ao longo do ano. Em geral um gramado com grama esmeralda ou similar deverá ser cortado em média 12 vezes ao ano. A cada 21 dias no verão, uma vez por mês na primavera e no outono e a cada 45 dias em inverno, em locais com invernos mais rigorosos. em regiões mais quentes será preciso uma frequência maior. Maior frequência quer dizer mais custos, custos de energia, de combustível e principalmente de mão de obra. Dependendo do formato, do tamanho e do tipo de jardim o trabalho será ainda maior e será preciso fazer recortes e manutenções mais frequentes.



A utilização de forrações é uma alternativa interessante, porque permite ter custos menores e principalmente agregam cor, textura e criam um diferencial que pode ser bem explorado no projeto. A diferencia entre gramados e forrações basicamente tem a ver com o uso que se dará ao espaço, se houver um pisoteio intenso será preciso usar grama, mas para a maioria das situações as forrações são a melhor alternativa. É bom prestar atenção porque há plantas que são chamadas por jardineiros e aficionados de “gramas” mas que na realidade são forrações, este é o caso de grama preta (Ophiopogon japonicus) ou da grama amendoim (Arachis próstata) a pesar de ser denominadas “gramas” são forrações que não aguentam o pisoteio intenso. A maior vantagem das forrações é seu baixo custo de manutenção, a maioria precisa de um ou dois cortes por ano e algumas nem precisam de outro cuidado que adubações periódicas e o controle eventual do mato.

14 maio 2010

Gramados e forrações


Gramados e Forrações

É difícil encontrar um jardim que não tenha um gramado. Desde os grandes espaços públicos até os jardins residenciais sempre encontraremos uma área de gramado.

O gramado permite interagir com o jardim, caminhar descalço na grama é uma experiência única, não tem melhor forma de sentir o jardim, o verde, a natureza que caminhando na grama. Cada tipo de grama proporciona sensações e resultados diferentes, algumas gramas são mais resistentes ao pisoteio, agüentam estoicamente os jogos de futebol da criançada, outras são mais exigentes e respondem com dificuldade a um uso mais intensivo. Algumas gramas toleram melhor a sombra suave, a maioria precisa de sol intenso para desenvolver.

Em alguns jardins de pequeno porte, são mais aconselháveis as forrações, plantas de porte rasteiro que podem ser confundidas com gramas, e que na maioria dos casos agregam a sua rusticidade a beleza adicional de flores, que converte o jardim num tapete colorido. Em outros casos a sua principal vantagem é o baixo custo de manutenção, pois muitas vezes só precisam ser podadas uma vez ao ano.

Escolher a grama adequada para cada situação requer o conhecimento de um especialista e a grande variedade de ofertas, pode servir para confundir ainda mais a cabeça de um aficionado pouco experiente. Faça a sua lista de opções e anote as melhores:

1.- A Campeã indiscutível a grama esmeralda, pela rusticidade, desenvolvimento e pela maciez da sua vegetação. (Zoysia japonica)

2.- A grama coreana, insubstituível em espaços pequenos, só precisa de um corte ao ano. (Zoysia tenuifolia)

3.- Grama amendoim ( Arachis próstata) a melhor para taludes e jardins com baixa manutenção, porem pouco resistente ao pisoteio.

4.- Grama preta anã, (Ophiopogon japonicum “Dwarf Kioto”) a sua cor verde escura a faz a melhor para jardins de sombra. Sem precisar corte, mantém o seu porte durante anos.