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12 janeiro 2022

Concurso Nacional para o Centro Histórico do Casarão Gallotti - Tijucas SC

Proposta para o entorno do Cine Theatro Manoel Cruz













Concurso nacional para proposta de desenho urbano e de paisagismo para o entorno do Casarão Gallotti. 

Lançado pela Secretaria de Cultura, Juventude e Turismo de Tijucas em 31 de agosto de 2021, com edital desenvolvido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil - Departamento de Santa Catarina. 


PROPOSTA DA EQUIPE

Em parceria com Of7 Projetos, desenvolvemos uma proposta que prioriza o pedestre com o nivelamento do passeio e da rua. A medida proporciona acessibilidade em todas as vias para pessoas com mobilidade reduzida e prioriza a mobilidade ativa e em eventos especiais a via poderá ser fechada para o trânsito de veículos. O calçadão prevê o uso compartilhado dos passeios por parte de ciclistas e pedestres, a proposta inclui a integração com o passeio linear projetado por Victor Hugo Orsi, com uma ciclofaixa ao longo de toda a via. 





Proposta para a rua Coronel Gallotti. 














































O corredor diferenciado para veículos mantém a segurança e reduz riscos. E o traçado prioriza o pedestre. Passeios largos intercalam-se ao longo da via e estimulam a apreciação das principais edificações. O traçado contribui também para a redução da velocidade dos veículos. Pensando em segurança, a proposta inclui elementos para proteger ciclistas e pedestres em pontos com maior potencial de risco. O trânsito na Rua Maria Gallotti passa a ser em sentido único, formando um binário com a Rua João Bayer. A alteração facilita o acesso desde a Avenida Valério Gomes, por onde passará o transporte público.

No paisagismo o partido adotado foi beleza, segurança e baixo custo de manutenção. A proposta prevê árvores nativas e de porte médio e grande, com pouca variação de espécies. Passeios e calçadões mantém um visual limpo, seguro e verde, enquanto promove a identidade do espaço e reduz os gastos com manutenção. A cobertura de árvores com folha perene, cria sombra durante todo o ano, aumentando a atratividade dos calçadões e deixa o ambiente mais fresco e bonito.

Toda a proposta valoriza a história da cidade e contribui para a sustentabilidade, com o reaproveitamento dos materiais existentes no local, como os paralelepípedos. Outro ponto forte é também a utilização de materiais de produção local, como porcelanatos, na elaboração de bancos e parte do mobiliário urbano.


Proposta para a rua Maria Gallotti.














O projeto mantém as cotas de topografia dos passeios e imóveis existentes. Também foram mantidos todos os acessos aos imóveis e valorizados os usos e atividades atuais. O uso de soluções, materiais e mobiliários simples de serem encontrados e executados, além de duradouros, permitem que a proposta seja executada por etapas e mesmo assim mantenha a integridade. A proposta pode ser implantada em fases.


Proposta para a rua João Bayer. 



Proposta para a rua Coronel Gallotti


Proposta para a rua Coronel Gallotti



Proposta de ocupação temporária na rua Maria Gallotti








12 setembro 2021

Nossa equipe continua crescendo!



















Nossa equipe continua crescendo. A Arquiteta Rafaela Back é a nova associada da Boavista Paisagismo. Rafaela já faz parte do escritório desde 2018 e ao longo destes anos tem participado diretamente de alguns dos projetos mais complexos e desafiadores em que temos participado.

 
Rafaela é formada em Arquitetura e Urbanismo para Univille e incorpora a equipe, além do seu bom humor, criatividade e trabalho primoroso, o seu olhar atento e cuidadoso nos detalhes. A nossa equipe ganha com o seu protagonismo e capacidade. 


A Boavista Paisagismo ao longo de mais de 35 anos de trabalho exclusivamente com paisagismo é um dos escritórios de referência na região sul do Brasil e tem como sócios a Arquiteta Manoela Nascimento e o Paisagista Jordi Castan. O escritório é responsável por mais de 1.000 projetos no Brasil e no exterior.



09 setembro 2021

Chalés Joinville Country Club

 



O jardim é o fio condutor que integra os chalés ao campo de golfe, ao mesmo tempo que proporciona privacidade e cria uma forte ligação com a natureza do entorno. 


Canteiros de flor são as pinceladas de cor no meio das árvores nativas e dos arbustos que reforçam a individualidade de cada um dos chalés. Assim o jardim é ao mesmo tempo o elemento que integra e da identidade ao conjunto, quando a vegetação cria barreiras, que permitem ordenar e manter a intimidade dos espaços de convívio.  


Para a piscina localizada na área comum, foi desenvolvido um projeto de paisagismo específico em que Philodendrons e arbustos de flor proporcionaram a intimidade e privacidade que os moradores buscavam. 


O projeto de arquitetura é da Metro Quadrado Arquitetura. 

























































































27 outubro 2011

Calçadas e sarjetas drenantes: projetos orientados podem aumentar a capacidade das cidades na retenção das águas de chuva

"Geólogo escreve segundo artigo de série sobre medidas não estruturais para a minimização de enchentes


Enchentes: ajardinem suas calçadas

Com o artigo anterior "Enchentes: não tirem a serapilheira", iniciamos uma série de textos dedicados à demonstração da importância das medidas ditas não estruturais no combate às enchentes urbanas. Esses textos estão concebidos para, o mais didaticamente quanto o espaço permite, orientar ações técnicas que podem perfeitamente ser adotadas pela sociedade e pelas administrações públicas desde já, por sua simples deliberação, sem nenhuma necessidade burocrática que os desestimule a tanto.

Hoje falaremos das calçadas drenantes e das sarjetas drenantes. Mas antes, vamos recuperar o que já foi esclarecido no primeiro artigo sobre as principais causas das enchentes urbanas. E vamos todos também saber que as medidas não estruturais são aquelas que, inteligentemente, atacam diretamente as causas das enchentes e não somente suas consequências.

Sobre as principais causas de nossas enchentes urbanas, não há hoje mais a menor dúvida sobre quais sejam: a impermeabilização generalizada da cidade, o excesso de canalização de cursos d'água e a redução da capacidade de vazão de nossas drenagens pelo volumoso assoreamento provocado pelos milhões de metros cúbicos de sedimentos que anualmente provêm dos intensos processos erosivos que ocorrem nas frentes periféricas de expansão urbana.

Esse quadro determina o que podemos chamar a equação das enchentes urbanas: volumes crescentemente maiores de água, em tempos sucessivamente menores, escoados para drenagens naturais ou construídas progressivamente, incapazes de lhes dar vazão.

Álvaro Rodrigues dos Santos
Agradável e funcional calçada ajardinada, executada e mantida pelo morador

Diante de um cenário assim colocado, qual seria a providência mais inteligente e imediata para combater as enchentes? Sem dúvida, concentrar todos os esforços em reverter a impermeabilização das cidades, fazendo com que a região urbanizada recupere sua capacidade original de reter as águas de chuva, seja por infiltração, seja por acumulação. Concomitantemente, promover um intenso combate técnico à erosão provocada por obras pontuais ou generalizadas de terraplenagem. Ou seja, fazer a lição de casa, parar de errar. Parece fácil, mas não é. Essa mudança de atitude exigirá uma verdadeira revolução cultural na forma como todos, especialmente nossa engenharia e nosso urbanismo, até hoje têm visto suas relações com a cidade.

Tomada a decisão dessa mudança cultural, haverá à mão, inteiramente já desenvolvido, um verdadeiro arsenal de expedientes e dispositivos técnicos para que esse esforço de redução do escoamento superficial das águas de chuva seja coroado de sucesso: calçadas e sarjetas drenantes; pátios e estacionamentos drenantes; valetas, trincheiras e poços drenantes, reservatórios para acumulação e infiltração de águas de chuva em prédios, empreendimentos comerciais, industriais, esportivos e de lazer; e multiplicação dos bosques florestados, ocupando com eles todos os espaços públicos e privados livres da cidade.

Álvaro Rodrigues dos Santos
Croqui executivo do conjunto sarjeta e calçada drenantes


E então chegamos ao ponto. Considerada essa enorme importância em reter águas de chuva, faz sentido que nossas calçadas sejam em sua quase totalidade totalmente impermeáveis? Somente a cidade de São Paulo tem cerca de 17 mil km de ruas. Obviamente, há nesse conjunto ruas e calçadas de todos os tipos, mas vamos considerar que em ao menos metade dessa extensão total haja condição de se implantar faixas permeáveis, com largura média de 1 m (sempre com o cuidado de se manter uma faixa cimentada lisa mínima de ao menos 0,90 m para o trânsito de uma cadeira de rodas). Teríamos então algo como 17 mil m2 (consideradas as duas calçadas de cada via) de áreas francamente apropriadas para absorver e reter águas de chuva.

Para o estímulo à adoção dessa simples e agradável providência, uma boa ideia seria a criação de um incentivo tributário para o proprietário frontal implantá-las e mantê-las. Medida isoladamente suficiente para evitar enchentes? Claro que não, mas que, se consideradas como parte de um enorme conjunto de outras medidas não estruturais de mesma natureza, seguramente mudariam a história desses fenômenos urbanos.

Álvaro Rodrigues dos Santos
A atual incongruência impermeabilizante pró enchentes (esq.) e como deveriam ser as sarjetas e calçadas no âmbito de uma nova cultura urbanística


Vamos a um outro ótimo expediente: as sarjetas drenantes. As águas de chuva que caem sobre a cidade em algum momento correm sobre sarjetas, hoje paradoxalmente totalmente impermeáveis. Sarjetas orientadamente projetadas para permitir a infiltração e até a acumulação de águas de chuva funcionariam como verdadeiras armadilhas para a redução do escoamento superficial. Em um programa de implantação progressiva dessas sarjetas drenantes, e ainda usando o exemplo da cidade de São Paulo, teríamos ao final a colossal extensão de 34 mil km de um ótimo expediente de retenção de águas de chuva.

No próximo artigo, trataremos de outras medidas não estruturais de combate às enchentes: os reservatórios domésticos e empresariais.

Geólogo Álvaro Rodrigues dos Santos (santosalvaro@uol.com.br)
Ex-diretor de planejamento e gestão do IPT e ex-diretor da divisão de geologia; autor dos livros "geologia de engenharia: conceitos, método e prática", "a grande barreira da serra do mar", "diálogos geológicos" e "cubatão"; consultor em geologia de engenharia, geotecnia e meio ambiente e membro do conselho de desenvolvimento das cidades da Fecomércio."

Fonte: Piniweb

28 março 2009

Palestra para os alunos de Arquitetura

Impressionante a atenção, surpreendente a participação e principalmente muito gratificante a resposta que os alunos dos últimos semestres do curso da Arquitetura e Urbanismo da Sociesc de Joinville nos ofereceram.

Foi uma retribuição justa ao esforço e carinho com que a apresentação foi preparada e uma recompensa ao trabalho de Manuela Nascimento, aluna tambem de arquitetura que se desdobrou, para que a apresentação estivesse impecável.

Acredito que existe futuro para a nossa cidade, que entre as novas gerações e futuros profissionais teremos alguns que se destacarão pela sua garra.

Recomendo a todos os profissionais que trabalham no setor que dediquem uma parte do seu tempo a investir nas proximas gerações porque deles dependerá o futuro das nossas cidades.

23 março 2009

Palestra na Sociesc



No dia 24/03, às 19:00h, estaremos ministrando uma palestra direcionada aos alunos que estão concluindo o curso de Arquitetura e Urbanismo da na Sociesc (Unidade Boa Vista).
A palestra destacará o paisagismo no planejamento urbano, áreas verdes, parques e praças, ruas e calçadas, áreas degradadas, playgrounds e interiores.
O seminário contará também com a presença do presidente do IPPUJ, Arq. Luiz Alberto de Souza, e do Arq. Norberto Sganzerla da SDR de Joinville.