20 julho 2026

Turismo de Jardins e Flores: uma tendência que floresce no Brasil


O turismo ligado às flores, aos jardins e ao paisagismo está em plena expansão. Embora pareça uma tendência recente, viajar para visitar parques, jardins botânicos e grandes coleções florais é um hábito consolidado há mais de um século em diversas partes do mundo.

No Brasil, um dos principais símbolos desse segmento é o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, inaugurado em 13 de junho de 1808 por determinação do príncipe regente Dom João. Criado inicialmente com o nome de Real Horto, seu objetivo era aclimatar e cultivar espécies vegetais trazidas das Índias Orientais, como canela, noz-moscada, pimenta-do-reino e chá, que Portugal pretendia introduzir na colônia.

Com o passar dos anos, o Jardim Botânico tornou-se um importante centro de pesquisa científica e conservação da biodiversidade, reunindo uma das mais relevantes coleções de plantas nativas e exóticas da América Latina. Sua emblemática alameda de palmeiras imperiais é um dos cartões-postais do país e, somente no último ano, o parque recebeu mais de 700 mil visitantes.

Ao redor do mundo, inúmeros jardins e parques atraem milhões de turistas anualmente. Entre os exemplos mais conhecidos estão o histórico Royal Botanic Gardens, Kew, na Inglaterra, que recebeu cerca de 2,7 milhões de visitantes em 2025; o tradicional Butchart Gardens, na Ilha de Vancouver, no Canadá, com mais de 1 milhão de visitantes por ano; o famoso Keukenhof, na Holanda, que em apenas algumas semanas de funcionamento recebe aproximadamente 1,4 milhão de visitantes de mais de 100 países; e o Jardim Botânico de Singapura, referência asiática que ultrapassa 4 milhões de visitantes anuais.

Esses números demonstram que existe uma demanda consolidada pelo turismo associado às flores, às plantas ornamentais e ao paisagismo.

No Brasil, algumas tendências levam mais tempo para se consolidar, mas acabam encontrando seu espaço. Nos últimos anos, cresceu significativamente o número de parques e jardins que recebem milhares de visitantes interessados em caminhar entre canteiros floridos, apreciar coleções botânicas e desfrutar de ambientes cuidadosamente planejados.

Entre os destaques está Inhotim (MG), onde natureza, paisagismo e arte convivem em perfeita harmonia. Em Santa Catarina, o Parque Hemero, pioneiro entre os jardins privados abertos à visitação, reúne sete jardins temáticos e tornou-se referência nacional.

No Estado de São Paulo, destacam-se o Parque Amantikir, em Campos do Jordão; o Bloemen Park e a Macena Flores, em Holambra; o Jardim Botânico Plantarum, em Nova Odessa; e o aguardado Parque Aflord, em Arujá, com inauguração prevista para este ano.

Na Região Sul, o Mátria Parque de Flores, o Le Jardin Parque de Lavanda e o Garden Park, no Rio Grande do Sul, além do Lavandário de Carambeí, no Paraná, ampliam ainda mais as opções para quem busca experiências ligadas à natureza, às flores e ao paisagismo. Novos empreendimentos também vêm sendo anunciados no Rio de Janeiro e em outros estados brasileiros.

O setor vive um momento de grande dinamismo. Enquanto novos parques surgem, os empreendimentos mais tradicionais investem continuamente na ampliação de suas atrações, na melhoria da infraestrutura e na qualificação da experiência oferecida aos visitantes, fortalecendo toda a cadeia produtiva da floricultura.

As flores e plantas ornamentais deixaram de ser apenas produtos agrícolas ou elementos de decoração para se consolidarem também como importantes atrativos turísticos. Paisagismo, jardinagem, coleções botânicas e jardins temáticos movimentam visitantes, geram empregos, estimulam o comércio local e valorizam as regiões onde estão inseridos.

E as oportunidades não param por aí. Além dos parques e jardins, cresce o interesse por visitas guiadas a viveiros de produção, propriedades rurais, centros atacadistas e demais espaços que respiram natureza e revelam os bastidores da floricultura.

O verde está em alta. Nas mãos de profissionais qualificados, ele movimenta milhões de reais, atrai turistas de todas as partes e desperta emoções que fazem do turismo de flores uma das mais promissoras tendências do setor.

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