“O paisagismo contribui para uma melhor qualidade de vida”
dos mais experientes profissionais dedicados ao paisagismo na região. À frente da
Boavista Arquitetura Paisagista, com centenas de trabalhos desenvolvidos na área,
Jordi renovou a parceria com o Grupo Plaenge, a maior construtora do Sul do país, para
o novo empreendimento da marca de alto padrão em Joinville, a ser lançado em breve.
Nesta entrevista, salienta que o paisagismo tem se tornando cada vez mais
protagonista em projetos de construção. Segundo ele, em números, um paisagismo
qualificado agrega até 20% de valor a um empreendimento. Falando em tendências,
reforça: “A mesmice saiu de moda”.
Como você avalia a atenção do setor de construção, hoje em dia, ao paisagismo,
especialmente em grandes centros urbanos? A importância desse tema vem
aumentando?
A pandemia marcou um diferencial no mercado. Todos despertamos para a
necessidade de estabelecer uma melhor relação com a natureza, e o verde passou a
estar mais presente. Frente a cidades cada vez mais cinzentas e ambientes urbanos
hostis, o paisagismo contribui de forma definitiva com uma melhor qualidade de vida.
Isso surgiu primeiro de uma demanda do consumidor, e imediatamente como uma
resposta do mercado.
Que valor um paisagismo bem planejado agrega a um projeto residencial?
Se a pergunta é valor econômico, a resposta é entre 15% e 20%. Empreendimentos
que contem com bons projetos de paisagismo agregam valor ao produto. Mas se a
pergunta é qualidade de vida, aí o valor é maior, porque todos queremos morar em
ambientes que nos inspirem, que nos motivem a chegar em casa, que nos produzam a
sensação de bem-estar. Não estamos falando de algo que é subjetivo; é palpável,
perceptível, e, do mesmo modo que o mercado responde bem a bons projetos,
também responde e rejeita projetos que não promovem qualidade de vida. Não é por
acaso que determinados empreendimentos são comercializados mais rapidamente e
se valorizam mais que outros.
Quais as principais tendências, nesta área, e como é possível inovar preservando a
autenticidade dos projetos e a conexão com a biodiversidade regional?
O natural não é nem modismo, nem tendência, é necessidade vital. O sentir, viver,
vibrar, se emocionar são diferenciais. A mesmice saiu de moda. Materiais naturais,
cores quentes, ambientes para ser vividos são o que as pessoas buscam. Frente à
frieza, à impessoalidade, o cinza, a neutralidade que não acolhe, as pessoas hoje
buscam calor, identidade, singularidade e autenticidade. A riqueza vegetal e a
diversidade da nossa flora são uma parte importante dos nossos projetos e respondem
como vivemos e sentimos nosso trabalho.
Importante reforçar que o paisagismo, em geral, está inserido em um território, um
microclima, um ambiente, e cada projeto é único. Por isso é necessário conhecer a
realidade de cada local, de cada cidade. Não se pode fazer um paisagismo que sirva
para todos os lugares, uma abordagem generalista não cria o vínculo que um projeto
precisa ter com o local e o indivíduo.
Como será sua atuação no novo projeto da Plaenge em Joinville?
Nossa atuação será de curadoria. Quarenta anos de experiência nos permitem
contribuir para que o resultado final seja o ideal. Nossa relação profissional com o
Grupo Plaenge já é longa no tempo. Já são quase dez projetos desenvolvidos no
período em que o grupo entrou com pé firme no mercado de Joinville. Fomos a
primeira opção de atendimento em paisagismo e seguimos com essa parceria firme. A
Plaenge preza pela qualidade, é um cliente exigente, e por outro lado está sempre
aberta a contribuições e melhorias que valorizem os seus empreendimentos, por isso
nos entendemos muito bem.
Os projetos priorizam o bem-estar, a qualidade de vida e valorizam ambientes verdes,
sustentáveis em que as pessoas se sintam bem. Não há uma preocupação meramente
estética, há um desejo de criar diferenciais que sejam percebidos por todos. Neste
sentido, o paisagismo tem ganhado protagonismo e segue sendo um dos pontos fortes
dos projetos em que temos participado.
Assessoria de imprensa Plaenge em Santa Catarina. Jornalista responsável: Guilherme
Diefenthaeler (reg. prof. 6207/RS). WhatsApp. (47) 98403-2745.
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